1068, séc XI. O príncipe Louis I está encantado com um simples plebeu cacheado que vende flores em Hastings.
2020, séc XXI. Harry Styles cursa história na universidade de Bridgton em Hastings. Sua amiga Luna acaba o arrastando para uma pesquisa sob...
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Louis estava na cafeteria para seu turno vespertino. Ele havia chegado atrasado. O fato de ter toda a sua memória de volta havia o desestabilizado, ele passou um bom tempo sentado em seu quarto, pensando sobre tudo, chorando em alguns momentos, mesmo sentindo que sabia o motivo e estar ali, ele não entendi como era possível ele estar ali, em um ano tão distante do seu.
- Um latte desnatado com chuviscos de caramelo e três croissants por favor. - Uma mulher de cachos negros e olhos castanhos pediu enquanto sequer tirava os olhos do celular em suas mãos.
Quem diria que ele, Louis I, o primeiro na linha de sucessão ao trono, estaria ali no futuro, séculos a frente do seu, servindo café.
Mas sendo sincero, se ele tivesse a chance de voltar para seu ano, ele não voltaria. Lá havia perdido o amor de sua vida. Seus dois únicos verdadeiros amigos, Javadd e James, haviam morrido na batalha de Hastings quando conquistaram o trono e seu pai, Duque Guilherme na época, se tornou rei. Não tinha uma mãe, pois essa havia falecido durante seu parto. E seu pai não tinha nenhum afeto em relação a ele, era tudo apenas sobre poder e responsabilidades. Não possuía mais nada lá.
Aqui era diferente, tinha de volta as pessoas mais importantes em sua vida: seus amigos e Harry.
- Aqui está. - Ele entregou o copo de café após prepará-lo da forma pedida e os croissants.
- Obrigada. - A mulher agradeceu e lhe ofereceu um sorriso antes de sair.
Louis voltou aos seus pensamentos. Ele olhou para o outro lado da cafeteria. Harry tinha a testa franzida enquanto ouvia atentamente o que um homem a sua frente pedia.
Seu Harry. Ele estava bem ali, com vida, a apenas alguns metros de si. Louis sentia muita vontade de apenas correr até ele, abraçá-lo com força e beijá-lo por completo.
Mas ainda não podia fazer isso. Aquele Harry não tinha ideia do que havia acontecido no passado. Ele não sabia o quão especial e precioso era para Louis, não sabia o quanto o rapaz o amava.
Mas Louis não sabia como contaria tudo ao cacheado ou se ao menos existia a possibilidade de o rapaz acreditar em si.
- Está tudo bem? - Ele perguntou quando Harry se aproximou da máquina de café ao seu lado.
- Sim, mas acho que aquele cara é um psicopata. - O rapaz respondeu, mas seu tom não era sério.
- Por quê? - Louis perguntou confuso.
- Porque ele me pediu o café mais específico do mundo. Não é possível alguém normal pedir isso. - Harry preparava o café. Realmente parecia um pedido estranho ao que ele observava o rapaz colocar leite e leite de soja, creme, caramelo e outras coisas em um expresso.
Louis observou o cacheado terminar o café e entregá-lo.
- Estou morto. - Harry suspirou, voltando a se aproximar de Louis. Ele se apoiou contra o balcão observando as várias pessoas ali. - Está muito movimentado hoje.