Capitulo 84

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Talvez não seja pra tanto, mas vocês a conhecem.. ela exagera até nas vírgulas.

Ok

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Ok. Talvez eu tenha saído um pouco dos limites.

Após aquele beijo inesperado eu não o vi de novo. Dias se passaram e minha angústia só aumentava cada vez mais. Não tinha ânimo para fazer nada, e isso me afetava aos poucos, essa tensão em não saber o que seria daqui pra frente..

Estava deitada na cama pensando mil besteiras e em como agi por puro impulso, e que talvez tenha fodido tudo. E já tinha aceitado o fato dele não vir atrás de mim, é óbvio que não iria.

Nós dois estamos errados e ninguém pode dizer ao contrário. Acho que ele até esqueceu do ocorrido e decidiu seguir a sua vida.. mas eu, eu acordo todos os dias com a sensação horrível que o tempo nunca vai passar.

Acredito que eu esteja pagando os meus pecados de três anos atrás, quando fui uma completa vadia inconsequente com ele. Eu devo merecer toda essa merda.

— Filha, que escuridão é essa? Não quer comer? O jantar está servido. — minha mãe adentrou no meu quarto ascendendo todas as luzes e eu cobri o rosto rápido.

— Não.. não sinto fome. — relutei.

— Stella, você não pode ficar sem comer. Vai te fazer mal, coma pelo menos um pouquinho filha.. — ela se aproximou e se sentou ao meu lado.

— Não.. — murmurei com a cara embrulhada.

— Stella. Você não é uma criança de quatro anos, vai tirar logo esse pijama e por uma roupa pra ir jantar! Agora.

— Mas eu não consigo. Não sinto fome, já falei.

— O que está havendo? Vai me contar ou quer que eu descubra?

— Você sabe o que aconteceu.. — eu me sentei na cama, respirando fundo.

— Já sei.. Felipe? — me olhou confusa já sabendo a resposta.

— Aham..— choraminguei e lágrimas começaram a cair dos meus olhos no mesmo minuto.

— Filha.. que isso! — ela me abraçou de lado e eu solucei. Chorava igual uma criança mimada, fazia dias que eu segurava esse choro desesperado.

E sinceramente não ligo, nunca liguei em chorar e desabar perto da minha mãe.. eu precisava disso.

— Não consigo parar de chorar! Que merda! — eu soltei um riso amargo e funguei o nariz, tentando me conter.

Minha mãe me olhava pavorosa. Ela nunca tinha me visto chorar tão sem rumo assim, ela só ficou me abraçando e tentando me consolar de algum modo.

Stella Histórias para pegar e não largar. Descubra agora