18 ✓ damn it, ruel, shit!

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Ruel

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Ruel


Encarei o black mirror do meu celular, lendo novamente a mensagem que a América havia me mandado, ela queria me ver, disse que tinha que falar comigo, aquilo me deixou tão nervoso que passei o resto da última aula totalmente ansioso.

Assim que o sinal tocou, recolhi meus materiais e os joguei na mochila de qualquer jeito. Passei pelos corredores quase vazios e entrei na sala 18, onde a Casty disse que estaria.

Ela estava sentada em uma das carteiras, mexendo no celular e se levantou assim que me viu. Fui até a garota que sorria para mim e parei a sua frente, ela analisou meu rosto por alguns segundos, e eu analisei o dela.

Eu estava tão atraído por ela, desejei beijá-la, mas não podia, estávamos ali por algo que eu não fazia a mínima ideia do que era, e foi isso que me fez pigarrear e deixar que minhas panoias saíssem pela minha boca.

─ O que houve? Pelo amor de Deus, América, não me diga que a camisinha estava furada e você está grávida. ─ Falei tudo muito rápido por estar domado pelo nervoso. ─ Claro que eu vou assumir se você estiver grávida, afinal, não sou nenhum irresponsável.

América franziu as sobrancelhas e começou a gargalhar, e então eu percebi que agi como um completo idiota paranoico.

─ Ruel, eu só queria te devolver sua pulseira. ─ Ela tirou o acessório do bolso do casaco. ─ Você deixou cair lá em casa na hora da loucura. Enfim, isso quase me ferrou porque foi meu pai quem achou e eu tive que dizer que era do Edwan, e ele ainda perguntou para o Edwan se era dele, e por sorte, o Ed entendeu a situação e me salvou.

─ Desculpa, eu nem tinha percebido. ─ Falei recebendo o acessório, totalmente envergonhado.

─ Não foi culpa sua. Enfim, é isso. ─ Ela respirou fundo. ─ Meu Deus, eu nunca mais transo com garotos na minha casa. ─ Ela resmungou baixo, se retirando da sala.

Encarei a pulseira em minha mão, e aquilo me lembrou da noite de domingo, foi incrível e eu acho que nunca vou esquecer.

Meus devaneios me arrancaram um sorriso leve que logo se desmanchou quando lembrei de outra coisa.

─ Puta que pariu! ─ Disse, passando a mão entre os fios do meu cabelo e sai correndo da sala.

Passei pelos corredores da escola correndo, enquanto pensava que eu simplesmente acabei dando mancada.

Assim que cheguei ao estacionamento, olhei ao redor a procura de Kindy. Eu havia combinado de levá-la para casa, e pedi que me esperasse no estacionamento, assim poderíamos conversar a sós, já que no intervalo nossos amigos estavam com nós.

Rosnei de raiva, passando as suas mãos no cabelo e o jogando para trás. 

Como eu pude simplesmente esquecer? Eu havia prometido a Kindy que teria esse momento a sós com ela, eu jurei que não esqueceria isso.

Ela não vai me perdoar.

Droga, Ruel, merda!

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