Lena esperou paciente diante da porta de madeira marrom da casa de Helena. Saiu cedo da casa dos pais, queria muito falar com a ex enquanto ainda estava na cidade.
— Lena? — Helena obviamente surpresa, lhe deu espaço para entrar. — Não sabia que estava na cidade.
— Cheguei ontem. — Esperou ela fechar a porta, quando ela o fez, segurou a mão de Helena. — Sinto muito por sua mãe.
Os olhos de Helena reagiram e lágrimas doloridas transbordaram.
— Não pude salva-la Lena, ela se foi e eu não pude fazer nada.
Lena conhecia bem o sentimento de impotência e como podia ser devastador.
— Tenho certeza que fez tudo o que pode. — Abraçou Helena e a deixou chorar. — Não se culpe.
— Como soube? — Helena se afastou um pouco e enxugou as lágrimas.
— Nora me contou. — Manteve a mão de Helena entre as suas. — Gostaria de ter vindo antes, mas não sabia.
Helena corou um tanto envergonhada.
— Desculpe eu devia ter avisado, mas não pensei com clareza naquele momento.
— Não se preocupe, é compreensível.
Helena lhe Indicou o sofá.
— A casa está um pouco fora de ordem, estou vendendo.
— Meu pai disse que você vai sair do país, é verdade?
Helena assentiu.
— Um curso de especialização, vai ser bom pra mim.
Em sua época de luto fez o mesmo, precisou de uma distância estratégica das pessoas a sua volta para poder encontrar a paz dentro de si mesma.
— Tenho certeza que sim, já sabe quando vai?
— No final do mês. Espero que até lá eu tenha conseguido vender a casa, mas seu pai ficou de me ajudar com o que precisasse caso não vendesse.
Oh, seu pai era uma homem incrível, claro que ele ajudaria.
— Se meu pai disse que ajuda, não precisa se preocupar com nada.
Helena sorriu ao pensar no ex-sogro e em todo apoio que recebeu dele e de Lillian.
— Seus pais sempre foram maravilhosos comigo, sinto que minha mãe não tenha sido assim com você.
Lena gesticulou com a mão.
— Isso não vem mais ao caso e para se justa com sua mãe, dei um pouco de trabalho durante nosso namoro. Você vivia comigo todo o tempo, era normal ela se irritar.
Helena abaixou o olhar sendo tomada pelas lembranças.
— Era mais que isso, minha mãe passou toda a vida se gabando de ter uma filha médica, mas nunca me apresentava sem antes me fazer prometer que eu não iria fazer algo pecaminoso. — Lena sentia a mágoa na voz de Helena e tinha presenciado momentos difíceis entre as ex e a mãe. — Nem sei se o que tínhamos era real, sinto-me mais acolhida por sua família que pela minha.
Lena sentia muito. Situações como a de Helena a faziam valorizar ainda mais seus pais, os dois sempre estiveram ao seu lado e os amava muito por isso.
— O que importa é que você esteve lá de corpo e alma para ela, se sua mãe não foi capaz de enxergar a maravilha que tinha em casa, não é você que tem que se sentir culpada.
Helena sentiu novamente uma lágrima rolar.
— Estou tão feliz que esteja aqui, é bom ter alguém como você por perto.
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Drunk In Love - Supercorp
Fiksi Penggemar(TERMINADA) O destino se encarregou de juntar Lena Luthor e Kara Danvers em um país diferente e em uma cidade onde as pessoas só pensam em se divertir. O encontro entre elas é curto, mas o suficiente forte para deixar marcas por dois anos. Ambas se...
