A cerimônia

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- Senhoras e Senhores, vocês estão preparados para ver a próxima cena? Eu recomendo que tirem as crianças da sala - Disse Nise, segurando o microfone em cima do palco. 

Marcos após acordar do calmante/dormente que lhe deram misturado com bebida, estava sentado numa cadeira com às duas mãos amarradas numa cadeira em cima de uma plataforma que aparentemente era uma daquelas que saia do chão em 'shows' de grande estrutura e bom, era isso mesmo que iria acontecer com ele.

Um grande 'show'.

- Alguém tem alguma palavra contra a nossa vitima da semana? Seria maravilhoso para a tortura ter mais emoção, sabe? 

- Eu tenho uma coisa a falar - Helena levantou a mão, gritando na plateia

- Bom, essa é uma das membros da geração atual do Noir minhas pessoas poderosas - Disse Nise, entrando em um espirito de apresentador de televisão, parecendo um Sílvio Santos ou Faustão da vida falando com a vítima. 

- Queria dizer que Marcos, nossa vitima da semana - Disse Helena, olhando no fundo dos seus olhos - É a vítima que mais merece todas as "atrocidades" e bom, acho que essa confesso que nem eu esperava, não é Nise?

- Pois é gente, eu sei que vocês amam quando uma vítima da pessoa da semana aparece, então queremos apresentar - Disse Nise com uma música de suspense no fundo - Margarida, a esposa de Marcos. 

Uma mulher sai das cortinas, Margarida aparentava ter seus 30 e poucos anos, alta e com cabelos longos loiros, pega o microfone e começa a dizer algumas palavras, duras como pedras que sangravam no que devia ser o coração de Marcos

- Eu não acredito que eu me casei com um monstro, que abusou de mulheres, SE APROVEITOU DA MINHA FILHA, seduziu a estagiária, teve um filho com a secretária, o que mais falta para você ser considerado um homem de merda?

- Todo mundo erra e comigo não foi diferente, todos merecem uma segunda chance, não?

- Pela quantidade de bosta que você fez me parece que não vai dar pra perdoar não viu. O que você acha, Helena?

- Concordo plenamente, de boas intenções o interno tá cheio

- Mas, se eu não mereço uma segunda chance, o que vocês vão fazer comigo? Tenho advogados, sou um pai de família, tenho muito dinheiro e posso comprar tudo e todos nesse salão ridículo

- NÃO OUSE FALAR MAIS UMA PALAVRA - Disse Emi, fumando um cigarro enquanto tomava alguma bebida cara, provavelmente um Gin tônico ou uma caipirinha.

- Se for pra fazer esse cá pra só ficar falando merda da minha casa, da minha família e dos amigos mais próximos é melhor alguém puxar o gatilho nessa sala

- Pera, vocês vão me matar?

- Você acha que você ta amarrada aí porque? Tu acha mesmo que essa sua cara de rato atropelado e depois jogado num ácido de fabrica pega alguém? No maximo é a cara do seu dinheiro que ajuda, porque se fosse aparência....

- Você também não é lá muito bonita não viu japa.

Não aguentando mais a discussão entre matriarca e vítima, Nise pega uma Katana sagrada de família e posiciona bem no pescoço dele.

- Quer perder a língua depois ou agora?

- Até que pra uma japa você é bem bonita ein..

- Entendido - Disse Nise pegando um Maçarico e usando-o na língua de Márcio, que gritou um pouco mas nada que as paredes à prova de som não fossem o suficiente e alguns aplausos abafa-sem os gritos.

- Agora, plateia. Vocês vão decidir o destino de um homem que: traiu a esposa, molestou crianças, molestou a namorada de uma das membros do grupo, entre outras coisas horríveis, por favor votem nesses três métodos e vejam qual vocês vão preferir que ele morra!

- Perai, a vítima não tem voz? - disse Márcio com a voz levemente alterada com a língua parcialmente queimada.

- Você não aprende né Caraca além de ruim é burro não é possível - Gritou alguém da platéia.

Três categorias foram apresentadas a plateia antes de todos votarem e entrarem e consenso: Ele seria enterrado vivo, Iria ser esfaqueado em pedaços pela Katana da família (Emi não gostou muito da ideia mas a família convenceu de que iria trazer justiça a preciosa arma), ou ser queimado vivo?

Cada uma do Noir recebeu sua própria katana, cada uma de uma cor diferente e com símbolos distintos um do outro, e quando foram ver, apenas tinha apenas uma carcaça do que foi Márcio separado como um boi no açougue sem a cabeça, pernas, barriga e com uma Katana enfiada no coração.

Todos da sala se juntaram para poderem queimar o corpo e enterrar as cinzas em um jardim, misturando com uma espécie de adubo e assim, devolvendo o lixo que a natureza tinha criado para a própria.

Paciente N°78880Histórias para pegar e não largar. Descubra agora