CAPÍTULO 16

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PDV. WILLIAN
ReservaLR_Souza

Ela tinha ido pro quarto tomar um banho e aqui estava eu cara a cara com o filho dela é desconfortável parecia que o menino estava me analisando ou me julgado.

Mas tinha alguma coisa tão familiar no menino que me faz olhar ele por horas, mas eu ainda não consigo entender por que.

- Vou dizer como as coisas vão funcionar - ele cruza os braços. - Não quero você perto da minha mãe - olho pra ele confuso.

- Isso já vai ser impossível sou apaixonado pela sua mãe - o menino nega com a cabeça tinha alguma coisa nos olhos dele.

Raiva?

- Você não ama ninguém a não ser você mesmo - falando assim nem parece uma criança de oito anos.

- Fala como se me conhecesse - ele nega com a cabeça.

- Sei o suficiente pra não gostar de você e não quer você na minha casa - gostei dele. - Quanto mais rápido você ficar melhor, mais rápido me livro de você então colabore - assim que ele termina de falar escuto os passos de Dora no corredor.

- Vamos comer?- ela caminha até o pestinha que sorrir.

- Vamos estou morrendo de fome - eu não sei a quem esse menino puxou mais com toda certeza não é a Dora.

- Tudo bem aqui?- balanço q cabeça.

Eu acabei de ser ameaçado por uma criança de oito anos é claro que tá tudo bem.

Durante todo o jantar ninguém tocou no assunto pai do pirralho ou qualquer coisa do tipo.

Eu não quero acordar no meio da noite com um homem aprontando uma arma pra minha cabeça por está na sua casa.

Sei que o moleque não é meu, se fosse eu me lembraria e ele com toda certeza seria mais velho.

O jantar acabou e como Dora tinha dito no hospital, não iria sair de graça e aqui estou eu lavando os pratos enquanto ela ajuda o moleque a fazer o deve da escola.

Pelo que eu tô ouvindo ele tem dificuldade em matemática e parece que ele quer ser médico como a mãe e matemática é essencial.

Mais estranho do que isso é a sensação que eu tenho de que sou muito bom em matemática.

- Quer ajuda?- pergunto ainda lavando os pratos.

- Não eu consigo - nego com a cabeça.

- Não se lembra que era que te ajudava com a faculdade?- pego o pano de prato e seco as mãos. - Deixa eu ver - caminho até a mesa e pego o caderno. - Isso é moleza - pago uma folha e começo a resolvernão foi questão de minutos.

Era como se eu já fizesse isso a muito tempo e melhor era como se isso fosse tão fácil que eu nem iria precisar de um papel e lápis pra isso.

- Pronto - coloco o lápis na mesa e abro um sorriso.

- Tinha me esquecido como era bom nisso - tinha um tom amargo na voz dela.

- Você fez isso tão rápido pode me ensinar?- confirmo com a cabeça  e puxa a cadeira pra me sentar do lado dele.

Black - Série Bravos [L5]Onde histórias criam vida. Descubra agora