Capítulo 3

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Pov. Day

Eu estava com uma maldita dor de cabeça por causa dos flashes que tive que aguentar sem reclamar durante meu ensaio fotográfico. Para piorar a situação, Carol tentou cancelar nosso jantar, mas é óbvio que não deixei. Como ela gostava de me irritar, chegou vinte minutos atrasada como se nada tivesse acontecido.

- Espero que não teste minha paciência daqui em diante, Caroline. Ela já está acabando. - falei furiosa enquanto ela se sentava no meu sofá.

- Você me queria aqui e estou aqui. - bufou e franzi o cenho.

- O que aconteceu? Você sabe que quando te chamo aqui é porque quero fazer algo especial, não entendo por que quis recusar.

- Não estou a fim de fazer sexo hoje. - deu de ombros. Ela estava mentindo.

- Nós não precisamos fazer sexo. Somos amigas, podemos conversar e você pode aproveitar a oportunidade para me contar que merda está acontecendo.

- Me tiraram daquele desfile que falei, o da lingerie. - falou chateada e sentei ao seu lado.

- Que merda. Por que fizeram isso?

- Foi a minha agência, tenho certeza que fizeram isso porque estou saindo com uma das modelos da concorrente. - revirou os olhos. - Isso não vai ficar assim, eu vou fazer com que se arrependam. Porra, eu estava tão animada com isso. - me olhou com os olhos marejados e a puxei para um abraço.

- Sinto muito, bebê. Tenho certeza que terá outras oportunidades.

- Eu não queria outras oportunidades, eu queria essa! - falou frustrada e deixei um beijo calmo em seus lábios.

- Vamos relaxar e esquecer disso. - levantei e caminhei até a cozinha com ela. - Fondue de queijo, espero que goste. - peguei duas taças e abri o vinho tinto que estava no balcão.

- É óbvio que vou gostar, sabe que amo fondue.

Peguei os pratinhos que minha funcionária havia deixado ali e coloquei na mesa.

- De acompanhamento temos pão, batata, bife, frango, salame, brócolis e esse negócio aqui que é horrível, então não faço questão de saber o nome. - apontei para o doce que nem deveria estar no meio do salgado.

- Goiabada. - riu. - Sobra mais para mim então.

- Aqui. - peguei um garfo de dois dentes, então espetei no doce estranho e mergulhei no queijo. - Assopra. - ela o fez e coloquei em sua boca.

- Está muito bom, olha. - bebeu um gole de vinho e fez o mesmo movimento que eu, me dando um pedaço de pão.

- Realmente muito bom. - ri depois de comer.

Ficamos conversando em meio a risadas enquanto uma servia a outra. A garrafa inteira de vinho já tinha ido e Carol estava bem animada. Já tínhamos acabado de comer e ela me olhava com aquele brilho no olhar que me deixava perdida.

- Eu quero vodca. - levantou e fui atrás dela.

- Nem pensar, já bebemos demais. - a puxei pela cintura e ela riu.

A levei até o sofá e sentei ao lado dela. Fiquei encarando seu olhar perdido e ri da sua cara.

- Você me contaria caso se apaixonasse por mim? - perguntou ignorando minha risada e fiquei séria.

- Por que essa pergunta, Carol?

- Me responde, eu perguntei primeiro. - pediu mordendo o lábio inferior. Ela estava nervosa.

- Eu não sei, talvez... - franzi o cenho. - Mas não precisamos disso, certo?

- Eu não sei, talvez... - repetiu o que falei e ri. - Para de rir, estou falando sério.

Minha Modelo - DayrolOnde histórias criam vida. Descubra agora