Capítulo 4

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Pov. Carol

Bati a porta do apartamento da Day com força e corri até o elevador antes que ela fosse atrás de mim. Desci até o térreo e ignorei a garagem onde o motorista dela provavelmente me esperava. Chamei um táxi e voltei para o hotel, eu precisava de um banho.

•◇•◇•◇•◇•◇•

Acenei para Calil e ele sorriu para mim. Estávamos no restaurante do hotel, eu liguei para ele porque além de ser meu melhor amigo, também era ótimo com conselhos.

- Que saudade, Carol. - me deu um abraço e nos sentamos à mesa.

- Também senti sua falta, Calil. - sorri para ele.

- Assisti seu desfile em Nova Iorque ontem, estava reprisando na televisão.

- Foi o último desfile que fiz. - acenei para o garçom. - Vou querer essa salada e um suco de laranja. - apontei para o cardápio e ele assentiu.

- Quero uma lasanha de frango e batata frita para acompanhar. - pediu e o garçom se retirou. Calil já tinha pedido sua bebida. - Ainda bem que não sou modelo.

- Eu sempre engordo quando venho para o Brasil, preciso me cuidar enquanto não estou com a Day.

- Como andam as coisas entre vocês?

- Não sei dizer. Bebemos muito ontem e eu disse que estava apaixonada, não com palavras, mas ela entendeu.

- Qual foi a reação dela?

- Imaginei reações piores. - murmurei. - Ela tem alguns problemas que a impede de se aproximar de qualquer pessoa, mas eu consegui atravessar um pouco dessa barreira. Provei isso para ela ontem e hoje. Só que não foi o suficiente para ela considerar um relacionamento sério entre a gente.

- Já faz meses que vocês têm um caso, Carol. Ela foi para Londres três vezes por sua causa e não desgruda de você quando está no Brasil. Eu acho que ela também gosta de você, só que como você disse, tem problemas que a impedem de se aproximar das pessoas, o que torna difícil se envolver romanticamente.

- Ela disse que sempre estaria aqui por mim, mas não para isso.

- Talvez ela precise de um tempo para assimilar o que aconteceu ontem, acredito que ela tenha sido pega de surpresa com a revelação já que ela é tão fechada.

- Na verdade, eu espero que ela não se lembre. Estávamos muito bêbadas e hoje de manhã ela não lembrava de nada.

- Precisa conversar com ela, não pode esconder esse sentimento.

- O que não posso fazer é perder ela, Calil.

- Eu entendo. Você disse que conseguiu atravessar algumas barreiras dela, pode continuar fazendo isso até que ela perceba que sente o mesmo por você. Quando sentir que é o momento, você se declara novamente e vê se não faz isso bêbada. - revirou os olhos e ri.

O garçom se aproximou da mesa e encerramos aquela conversa. Começamos a conversar sobre seu trabalho e consegui relaxar um pouco.

- Muito obrigada por ter vindo, eu precisava tanto conversar com alguém. - abracei o Calil e ele sorriu para mim.

- De nada, Carolzinha. Nos vemos em Londres. Espero que resolva as coisas com a Day. - me deu um beijo na bochecha e entrou no seu carro.

Voltei para o quarto onde eu estava hospedada e preparei um banho para mim. Peguei meu celular e não havia nenhuma mensagem ou ligação da Day, ela conseguia ser compreensiva quando queria.

Minha Modelo - DayrolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora