21 - Miami

183 24 8
                                        

Alexia narrando

=2 semanas depois=

- Bill, será que pode se apressar um pouquinho? Não quero ser chata, mas o jatinho já tá esperando há vinte minutos! - peço entrando no quarto.

Billie ainda tenta fechar a mala enquanto o cabelo molhado pinga em sua camiseta enorme. Os fios coloridos estão completamente embaraçados e ela parece prestes a surtar tentando encaixar mais roupas dentro da mala.

- A culpa não é minha! - reclama irritada. - Você me deixou dormir até tarde sabendo que minha mala nem tava pronta!

Cruzo os braços observando ela praticamente sentar em cima da mala pra conseguir fechar o zíper.

- Desculpa, mas quando você disse que sua mala não tava pronta, eu não imaginei que você ainda tivesse só cinco peças de roupa lá dentro.

Ela revira os olhos imediatamente.

- Eu sou uma artista, Lexi. Organização não faz parte do processo criativo.

- Ah, claro. Porque jogar roupa no chão e esquecer metade das coisas é super artístico.

Ela pega a escova de cabelo me olhando indignada.

- Você tá debochando de mim.

- Talvez.

Acabo rindo e me aproximo a abraçando pela cintura. Billie automaticamente passa os braços ao redor do meu pescoço enquanto ainda segura a escova.

Meu peito aperta um pouco.

- Vou sentir falta disso... - admito baixinho.

Ela me olha confusa.

- Disso o quê?

Dou de ombros.

- Disso aqui. Nós duas juntas sem pressão nenhuma. Sem empresários ligando toda hora, sem agenda maluca, sem gente nos perseguindo o tempo inteiro... só nós.

Os olhos dela suavizam imediatamente.

- Também vou sentir falta. - Ela sorri fraco antes de me dar um selinho. - Mas vamos dar um jeito, okay?

Assinto tentando acreditar nisso tanto quanto ela parece acreditar.

- Agora vamos logo antes que a Lauren ligue pela centésima vez.

Billie ri e finalmente termina de pegar as últimas coisas.

Descemos encontrando todos na sala esperando pra se despedir.

Maggie vem me abraçar primeiro.

- Vocês vão ficar bem, não vão?

Retribuo o abraço apertado.

- Vamos sim.

Ela segura meu rosto com carinho, me observando daquele jeito maternal que sempre faz meu coração apertar um pouco.

- Obrigada por tudo... - falo sincera. - Eu nunca vou conseguir retribuir tudo o que vocês fizeram por mim nesses últimos meses.

Os olhos dela lacrimejam discretamente.

- Não fala isso, querida. Você faz parte da família.

Engulo em seco assentindo.

Patrick me abraça logo em seguida.

- Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, vocês ligam. Não importa o horário.

- Pode deixar.

Assim que ele se afasta Finneas me puxa discretamente pra um canto.

come back to me...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora