— Está pronta? — Billie perguntou, entrando no quarto. Assenti, terminando de amarrar o tênis.
— Mais ou menos... — Respirei fundo. Ela se aproximou, preocupada.
— Você não precisa fazer isso agora, Lexi.
— Preciso sim. Por eles — respondi. Ela sorriu, colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e me deu um selinho. Saímos de mãos dadas.
No corredor, encontramos Maggie.
— Prontas para ir para casa? — ela perguntou, sorridente.
— Quero sair pela frente — anunciei, surpreendendo a todos. — Eles estão há dias ali fora. É o mínimo que posso fazer.
Finneas explicou que a família esperaria no carro para evitar o alvoroço sobre mim e Billie, mas Lauren iria comigo.
— Boa sorte, amor — Billie sussurrou no meu ouvido, deixando um beijo no meu rosto.
Assim que os seguranças abriram as portas, o som foi ensurdecedor. Gritos, flashes e, de repente, um coro: eles estavam cantando minha última música. Havia pelo menos quarenta pessoas ali. Pedi para os seguranças se afastarem. No início, foi caótico; todos queriam um pedaço de mim, um abraço, um toque. Senti alguns arranhões no meio do desespero deles, mas Lauren logo tomou as rédeas.
— PESSOAL! A Lexi vai dar atenção a todos, mas preciso que se acalmem e sejam delicados! — ela gritou.
O silêncio se instalou. Comecei a abraçar um por um, agradecendo. Parei ao ver uma menina afastada, chorando muito.
— Ei... não chora — pedi, ajudando-a a se levantar do chão gelado. — Qual seu nome, anjo?
— Luana. Como a sua irmã... — ela soluçou. Meus olhos marejaram na hora.
— Como a minha irmã — repeti, a voz embargada.— Não chore, Lu. Estou muito feliz por te conhecer.
Fiz um sinal para que todos se aproximassem. Lauren encostou na parede, me observando com atenção.
— Eu não sei bem como começar... — comecei, olhando para cada rosto. — Vocês sabem que minha vida estacionou nos últimos meses. Depois do acidente, eu me perdi. Fiquei submersa na escuridão, com medo de não dar conta do tranco se voltasse à superfície. Esqueci que, aqui fora, eu tinha vocês. Prometo que isso muda agora. Vou usar esse tempo afastada para voltar da melhor forma possível.
Olhei para o céu; a chuva começava a cair.
— Por favor, vão para casa. Está frio. Quem aqui não tem como voltar a não ser a pé? — Alguns levantaram a mão. — Quero que todos entrem na limousine do outro lado da rua. Meu motorista vai levar cada um de vocês em segurança.
Despedi-me de todos, mas a última fã me pegou de surpresa com um selinho rápido.
— OPA! — Lauren interveio, separando-a de mim delicadamente. — Por favor, não faça mais isso.
A garota saiu radiante, mas eu entrei em pânico.
— Billie vai me matar, Lauren.
— Ela sabe como são os fãs, Lexi... — Lauren tentou me acalmar, mas eu sabia que o buraco era mais embaixo.
O Silêncio no Carro
Entramos no carro sob uma chuva que engrossava. O clima lá dentro, porém, estava mais frio que lá fora. Billie estava sentada ao meu lado, de olhos fechados, sem dizer uma única palavra.
— Amor... — tentei começar, mas ela fez um sinal seco para eu ficar quieta.
O caminho foi tenso. Finneas e Claudia cantavam com o rádio, tentando aliviar o peso, mas Billie era uma estátua de gelo. Assim que chegamos, ela desceu sem olhar para trás e foi direto para a cozinha.
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come back to me...
Fiksi PenggemarBillie e Alexia tiveram uma história juntas. Não se sabe ao certo quando tudo desmoronou entre elas, mas a vida de Alexia com certeza chegaria ao fim se Billie não voltasse para impedir. A única questão em aberto é: será que ela chegou a tempo para...
