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Capítulo 3 - P.O.V Marcus: Fuga
Havia ali uma boa ferramenta multi-uso que poderia ser utilizado como arma, um velho pé-de-cabra, semi-novo. Carregando a ferramenta nas mãos, penso:
"Como as pessoas conseguem usar isso? ... É muito pesado! "
Dou uma olhada no local, e vejo um estilete de 6 cm emborrachado, a arma perfeita para Maria, que não vai conseguir carregar nada pesado no momento, antes de tudo, eu testo o estilete para garantir que pode ser usado perfeitamente.
Agora só falta uma arma para Paulo, olho todas e pego o machado albatroz FT-X2 preto, com alta capacidade... Bom, não sei porque a escola tem esse tipo de machado, talvez para incêndios e cortar árvores as vezes? Deve ser por isso que está com tanto pó, não é usado há muito tempo.
Pego um "kit" de primeiro socorros, olho dentro e vejo que está completamente abastecido, com certeza foi uma boa idéia vir aqui!
Antes de sair decido dar uma olhada novamente, na caixa de confiscados. Vejo umas bombinhas, um soco-inglês... Pera, um soco-inglês? O que isso faz na escola?
Nem quero imaginar o que aconteceu com a pessoa que trouxe.
É um soco-inglês com pontas afiadas e grandes, é perfeito para a situação que nós encontramos.
Eu coloco o soco-inglês e as bombinhas dentro do "kit".Nunca se sabe.
Vasculho o resto da caixa, mas só encontro coisas idiotas como slimes e não acredito que vai ajudar em algo, mas resolvo pegar os slimes.
Começo a ir em direção a Paulo e Maria, carregando tudo aquilo, com dificuldades. Por sorte não tinha nenhum maluco por perto.
Me deparo com Maria deitada no chão e Paulo massageando seu tornozelo, então quebrando o clima, eu falei:- Pessoal, podemos continuar. - Eu disse.
- O que trouxe para nós? Está tudo bem? - Disse Paulo. Entrego as armas brancas para eles e jogo o "kit" pelo muro, apressado.
Vários destroços em volta me dão a ideia de fazer uma rampa para Maria, mas estava mais para empilhamento de lixo quando termino. Ela levanta e se equilibra em cima do lixo, eu e Paulo vamos em direção a ela para ajudar a pular o muro, mas ela rejeita.
- Apenas torci o tornozelo, consigo fazer isso sozinha. Não vou ser um peso para nós. - Falou dando pulo, conseguindo ficar em cima do muro, sentada.
- Não vou aguentar pular dessa altura, com meu tornozelo machucado... - Ela disse, suspirando.
Com apenas um impulso, eu consegui alcançar o topo do muro, e como de se esperar, era um pouco alto para se pular com o tornozelo torcido, realmente... Eu pulo, e estendo os braços para pegar Maria, que invés de pular, com cuidado vai indo para frente, deslizando a frente da beirada, ela se inclina e agarra o muro, se esticando e pula, ficando sustentada apenas por seus braços.
Eu agarro suas pernas já não tão distantes do chão e a desço com cuidado.
Paulo logo pulou em seguida, Maria parecia estar sentido muita dor, mas não reclamava. Não era tempo para descanso, mas imaginando estarmos mais seguros do que na escola, resolvemos usar o "kit" em Maria ali mesmo. Assim que Paulo termina eu digo:
- Vamos para a minha casa, é o único lugar mais próximo e seguro que eu conheço. - Eu disse apontando para a direção.
Ambos concordaram, saimos do beco que estavamos, nós deparando com uma avenida, em nossa frente passou uma camburão de ambulâncias, indo em diferentes direções além da força policial e bombeiros.
No meio do caminho, logo na entrada do parque, havia uma senhora, tendo uma convulsão, decidimos ignora-lá, passamos perto da lagoa, contornando o chafariz em silêncio, e enfim, chegamos na rua do meu Bairro.
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Parada Zumbi - A Infecção
Mystery / ThrillerParada Zumbi - A Infecção: "O Trem saí a meia noite, apenas sobreviventes estão aptos a embarcar." Era mais um ano normal, quando surgiu na China um vírus, que matava os mais velhos. Apenas os jovens e os fortes, sobreviviam. A febre era terríve...