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Capítulo 5 — P.O.V Marcus: Sumiço
Eram 8:00 da manhã quando Paulo havia me dito que iria sair e já se passaram duas horas, sei que sua casa é longe, e com esses "monstros", pode ter demorado bastante até ele chegar lá. Só espero que, ele volte, pois Maria não para de roer as suas unhas na minha frente.
Acaba me deixando nervoso, e eu realmente não preciso disso agora nesse momento, os últimos dias têm sido difíceis para mim. Eu subo as escadas e vou para o segundo andar, puxando a escadinha do teto, começo a subir para o sótão. Ainda no meio da escada falo alto para que Maria me escute, quebrando o gelo:
- Venha aqui em cima Maria.
Confesso que tenho medo de deixa-la sozinha e quando eu menos esperar ela terá ido atrás de Paulo. Ouço passos e subo a escada, indo para cima do beliche, abrindo a janela do sótão e escalando-a, ficando no telhado da casa. Observo as ruas. Não tem sinal de Paulo por enquanto, o que me deixa preocupado, mas tudo bem, estaria cedo para ele voltar, considerando os vários minutos, no mínimo, 35, que ele levaria de ida, e mais 35 de volta.
Com essas coisas na rua, imagino que leve uma hora para ir e mais uma para voltar, sem contar... A tia de Paulo, que ainda deve estar em sua casa. Eu realmente não sei o quanto isso vai afetar o psicológico dele, não posso me dar ao luxo de ficar de luto pelos meus pais.
Já e quase o fim do mês, só faltam 10 dias, e desde que tudo aconteceu na faculdade estou me sentindo um caco de vidro. Está na hora de eu me polir, e virar uma pessoa forte.
Enquanto penso sinto gotas caindo sob minha cabeça, olho para cima e começa uma chuva forte. Olho a paisagem da rua, vários apartamentos luxuosos estão manchados com sangue, olho ao longe, e enxergo uma fumaça, volto a olhar os arredores a onde estou, tem um carro parado no meio da rua, com as portas abertas. Realmente, isso tudo não é nada simples.
Eu desço as escadas e me sento ao lado de Maria, que estava tão ansiosa que deixava o clima desconfortável. Eu tento puxar uma conversa para que o tempo passe mais depressa.
- Maria... Bem... Olha, nós dois sabemos que ele irá voltar. - tentei consolar, embolando nas minhas próprias palavras.
Nunca fui bom com palavras, mas precisava tomar uma atitude. Sentei em seu lado, e coloquei minha mão sobre seus ombros:
- Paulo sabe se defender, além disso, se algum desses "monstros" atacarem-no, lembre-se que ele corre tão rápido quanto você, quando falamos que tem chocolate. - solto uma risada.
Maria se levanta brutalmente, me ignorando. Fiquei um pouco constrangido, mas eu entendia a aflição de esperar alguém que você ame chegar.
- Não aguento mais, vou atrás dele! - disse ela, indo em direção da garagem para pegar algumas ferramentas.
- Maria, você sabe que não pode sair assim! - disse seguindo ela.
Maria abre as caixas de ferramentas e pega um rolo de fita, e algumas revistas velhas, como se tivesse visto Paulo fazendo isso hoje de manhã.
- O Paulo está bem, e sabe, se ele estiver em perigo, você só atrapalharia! - disse tomando a fita de sua mão, sem pensar duas vezes.
Minha consciência começa a pesar quando vejo, seu rosto, ela está quase chorando e faz uma expressão de ódio profundo para mim.
- Sim! Você tem razão, eu só atrapalharia, mas preciso tentar, não vou entregar de bandeja a vida dele. - disse ela vindo para cima de mim, pegar as fitas.
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Parada Zumbi - A Infecção
Mystery / ThrillerParada Zumbi - A Infecção: "O Trem saí a meia noite, apenas sobreviventes estão aptos a embarcar." Era mais um ano normal, quando surgiu na China um vírus, que matava os mais velhos. Apenas os jovens e os fortes, sobreviviam. A febre era terríve...