Onde Jeongguk passa a encontrar o mesmo garoto em todos os lugares e em diferentes situações. Mas nas lentes da sua câmera ele nunca está presente.
Tell me, do angels really exist?
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Jeongguk
彡
Já se passava do horário da primeira aula vespertina, eu nem sequer havia vestido uma peça íntima ou escovado os dentes, continuava deitado na cama olhando o para o teto sentindo mais dores do que no dia anterior.
Taeil saiu pouco menos de meia hora para comprar analgésicos e pomada massageadora, ia perder a aula também mas tudo por mim. Mesmo dolorido tive que levantar e procurar algum suéter limpo e um par de meias decente, já que aquele procrastinador e desorganizado tinha usado todas as minhas por preguiça de lavar as suas.
As típicas com estampas de coala e frutinhas. Me pergunto se na hora H não chegam a brochar.
Enquanto eu revirava a cômoda ouvi as chaves batendo contra a porta, ele entrou como um furacão e correu até o mini freezer pegando uma garrafa de fria jogando-a para mim junto com um par de caixas numa sacola.
– Toma, bebe, rápido! — Disse de face grossa e preocupada.
– Por quê a pressa?
– Estamos atrasados pra caramba! — Falou se movendo de pressa até a escrivaninha recolhendo o material espalhado sobre ela. — Você nem organizou a bagunça que você fez, Jeon!
– Para de gritar, posso saber que bicho te mordeu enquanto esteve fora? Que mau humor.
– Atrasados.
Achei melhor não falar mais nada e tomar a sacola de remédios das suas mãos antes que ele me fizesse engolir com a embalagem. Pedi para que ele fosse na frente porque os meus passos não eram tão rápidos quantos os seus, mas ele insistiu em ficar ao meu lado e me deu apoio até chegar na sala de aula.
Era o fim da última aula do dia, eu não estava me sentindo mais tão mal, só sentia uma fome terrível por não ter tomado café da manhã mais cedo. Taeil mantinha uma cara emburrada desde que voltou da farmácia, falava pouco e quase não olhava para mim. Conhecendo bem o meu amigo ele não ia me contar o que aconteceu assim que eu perguntasse, então sugeri que fossemos dar uma volta para comer algo.
– O seu pé está machucado, você vai querer andar por aí com ele assim?
– Se doer muito você me põe nas costas. — Sorriu enquanto mostrava um "joinha" com os dedos cinicamente.
– Você é pesado.
– Você é maior e mais forte que eu, vai conseguir. Vamos andando antes a gente fique preso aqui.
Na verdade Taeil não era nada mais forte do que eu. Um vento forte e ele voaria pelos ares, nem estou brincando.
Com base na minha quase profissionalização em ângulos nesses últimos dias, posso dizer que girei cento e oitenta graus à esquerda e criei algum conflito com o universo, ou o movimento foi rápido demais deixando o meu cérebro sem oxigênio por alguns segundos.