🎵 Música: Nosso Plano - Tribo da Periferia
Algumas horas mais tarde, lá estávamos nós na sala de jogos, rindo, bebendo cerveja e falando besteiras. As duplas eram eu e Pablo, Alex e Rafael, e eu comemorava com uma dancinha cada vez que minhas bolas atingiam em cheio o buraco. Sempre fui boa na sinuca. Aprendi com papai. Lá fora, a noite estava fresca e a lua brilhava no céu, e cada vez que eu e Pablo fazíamos ponto, Alex resmungava feito um mimadão.
— Porra! Vocês estão roubando, não é possível! — Dizia com uma careta.
— Larga de ser fresco, Alec! — Rafael xingou e se dirigiu ao bar, alcançando uma garrafa de Red Label. — Vamos?
— Eca. — A careta de Alex só aumenta.
— Mas é um frango mesmo, né? Puta que o pariu. — Rafael diz já alcançando um copo e enchendo-o.
Nessa hora, o celular de Pablo começa a tocar mais uma vez e ele deixa o taco encostado e sai apressado, dizendo que já volta.
— Esses aí tão apaixonados eim... — Rafael comenta debochado, depois vira o copo de uma vez só.
— Cruzes, a mulher saiu daqui tem nem 1 dia. — Alex diz mal humorado, dando um gole longo na cerveja e balançando a cabeça.
— Logo, logo esse grude vai acabar... — Digo misteriosa e viro minha mão fingindo analisar minhas unhas.
— Ou não. — Alex falou.
Pouco depois, Pablo retorna e o jogo continua, e enquanto eu e Pablo "batíamos" em nossos rivais, a tensão entre Rafael e eu crescia cada vez mais. Durante o jogo, vira e mexe fazíamos questão de nos esbarrar e ficar mais próximos do que o necessário um do outro. O álcool ingerido já afetava meus sentidos e minhas emoções estavam um turbilhão.
Em dada jogada, eu estava mirando a bola com o corpo curvado sobre a mesa quando levantei os olhos e peguei Rafael encarando meus peitos. Ele percebeu minha olhada e lambeu os lábios devagar, fazendo eu perder cem por cento a concentração. Assim que fiz a jogada, a bola passou longe e Pablo xingou, mas nessa hora, por sorte, seu celular tocou mais uma vez.
— Rogéria de novo?! Puta que pariu! — Alex resmunga em voz alta, mas Pablo já estava na metade do caminho e saiu sem sequer dar atenção.
— Deixa o cara! Tá apaixonado! — Rafael retruca.
— Aham... — Alex joga o taco no canto e senta no sofá com a cara fechada.
— Tá é com grude, né? — Falo me intrometendo na conversa.
— Cadê seu romantismo, Bela? — Rafael me olha com cara de safado e eu dou um sorrisinho de lado e me aproximo dele.
— Romantismo? Há. Grande piada... — Digo com uma careta.
— Não quer casar, não é romântica... Que mulher difícil!
— Não mesmo... Tem muitos caras bonitos por aí pra ficar só com um. — Levanto uma sobrancelha provocando-o, repetindo sua fala para mim mais cedo. Alex olha para nós sem entender nada.
— Muitos caras bonitos? Que piranhagem, Bela! — Meu primo me repreende.
— Ah, vai se foder, Alex! Pelo menos não sou hipócrita... — Respondo mais irritada do que pretendia.
— Ouch! Não precisa me morder não, Belinha... — Alex responde zombando de mim.
— Idiota! — Reviro os olhos. Ele sabia que eu odiava quando me chamava assim, mas não estava afim de me descontrolar, então só ignoro.
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Perfeito Proibido
Roman d'amourIsabela Ferrarezi sempre andou na linha... Até ser convidada para passar uma semana na fazenda de sua família para comemorar o casamento da prima. Perdida entre seus desejos e frustrações, ela vê uma oportunidade perfeita de conquistar o homem dos...
