Cap. 22 - JFK

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Pov Lauren Jauregui

Meu voo foi reservado para a manhã de quarta-feira, então eu teria a tarde para organizar a pesquisa de consumidores da Advanced Focus do Kansas para a primeira reunião na manhã de quinta-feira.

Camila ficou fora do escritório toda a tarde de terça-feira, então mandei uma mensagem para ela, dizendo que não poderia jantar.

Ela respondeu com uma palavra: "Certo".

Provavelmente, achou que eu estava tentando afastá-la de novo depois de ter deixado as coisas saírem do controle no fim de semana.

Agora eram quase seis e meia da manhã de quarta e eu me preparava para ir para o aeroporto quando ela finalmente expandiu sua mensagem.

Camila: Vou deixar para a próxima. Mas vou cobrar.

Não havia tempo para responder. O carro que me levaria chegava às seis e meia e o elevador, às vezes, demorava alguns minutos. Fechei a mala, joguei o telefone na bolsa e fiz um carinho rápido na gatinha feia.

— Sua verdadeira dona vai cuidar de você enquanto eu estiver fora. Certifique-se de que ela não passe por cima de minhas ordens. — Acariciei a cabeça de Tallulah. — Seja uma boa gatinha e enfie as garras nos tornozelos da minha mãe quando ela começar a fuçar em minha gaveta de roupas íntimas. Tá?

Um carrão escuro estava esperando na frente de casa quando desci as escadas. Mesmo que o meu voo só fosse dali a duas horas e meia, fiquei estressada quando pegamos um engarrafamento no caminho para o túnel. Respirando fundo, só relaxei quando saímos de Manhattan; entrei em pânico de novo quando o outro lado do túnel estava pior ainda.

— O que está acontecendo? — perguntei ao motorista. — O trânsito está ruim até mesmo para o horário de pico.

— Obra. Deveria terminar às seis da manhã, mas os trabalhadores talvez queiram receber horas extras. — Ele deu de ombros e apontou para a estrada à frente, que era um mar de luzes de freio quando as três pistas tentaram convergir para uma.

À medida que avançávamos na próxima hora, me matou descobrir que, embora os cones fechassem a pista por quilômetros, não havia mais obra em andamento. Ao verificar o relógio, percebi que havia chance de eu perder o voo se o congestionamento não melhorasse logo.

Em um bom dia, eu já era uma passageira nervosa. O estresse adicional de estar atrasada acelerou ainda mais o meu coração. Precisando me distrair, peguei o telefone. Uma nova mensagem de texto.

Mãe: Você precisa limpar a geladeira com mais frequência. O picles venceu.

Sério? Ela estava escondida em um beco quando saí? Simplesmente não podia esperar para entrar e começar a fuçar? Deixei a gatinha feia com um prato cheio de comida. Não era necessário que ela passasse lá até amanhã. Eu ia resolver isso. Focar nela ia desviar os meus pensamentos do voo.

Lauren: Não jogue fora. Guardo as coisas vencidas para alimentar Tallulah.

Continuando, a próxima mensagem foi aquela a que eu ainda não havia respondido, de Camila, sobre o jantar que cancelei na noite passada.

Lauren: Não voltarei até o fim da semana. Minha chefe queria se livrar de mim, então me mandou para o Kansas.

Depois de responder a mais mensagens e e-mails, meus pensamentos se dissiparam. Cheguei ao aeroporto JFK trinta e cinco minutos antes da decolagem e corri para fazer o check-in. Quando vi o tamanho da fila à frente, quase me sentei e chorei.
Desesperada, procurei alguém da companhia aérea.

— Vou perder meu voo, se esperar nessa fila. O túnel estava muito engarrafado e havia uma obra na via expressa. Existe alguma possibilidade de eu passar na frente? Estou
viajando a negócios e realmente não posso perder o voo.

— Bilhete. — Ela estendeu a mão, coberta com uma luva de plástico, e olhou para mim, como se tivesse ouvido a mesma história cem vezes naquele dia. Se virando para mim, apontou por sobre o ombro.

— Fila da primeira classe, à esquerda.

Soltei a respiração quando vi que não havia fila.

— Muito obrigada!

Claro, meu portão ficava no outro lado do terminal, mas passei pela segurança e a área de embarque assim que eles anunciaram a última chamada. Como havia uma pequena fila para embarcar, controlei a respiração e caminhei até o balcão para ver a possibilidade de sair da poltrona do meio que tinha sido emitida quando comprei a passagem.

— Existe alguma chance de mudar meu assento? Sei que estou atrasada e sou a última a embarcar, mas achei que não custava pedir.

— O voo está lotado, mas vou verificar. — A atendente pegou meu bilhete e digitou um monte de números no computador. Franzindo a testa, ela disse: — Seu assento não é no meio. Sua poltrona é do corredor. — Ela me devolveu o bilhete e apontou. — Fileira dois.

Não fazia sentido.

— Eu estava na fileira trinta e pouco quando comprei o bilhete.

— Não mais. Você está no assento de corredor, na primeira classe. Sua passagem deve ter sido atualizada.

A fila de embarque diminuiu e quem era eu para discutir sobre estar na primeira classe?

Quando cheguei à segunda fileira, tirei a bolsa do ombro e a coloquei debaixo do assento do corredor. O assento da janela estava vazio, mas notei que o jornal The New York Times estava dobrado ao meio. Abri o compartimento superior e verifiquei o espaço para guardar a bolsa antes de pegar a alça da mala.
Uma mão me assustou quando cobriu a minha.

— Aqui. Deixe comigo.

Minha cabeça se voltou para a mulher que estava ao lado e eu já sabia quem era.

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CAMREN: Minha Chefe Criativa (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora