Pov Lauren Jauregui
Eu não tinha ideia do que diria se Normani perguntasse na lata.
Nós a encontramos em um restaurante, lugarzinho italiano a poucos quarteirões do escritório, ao qual eu nunca tinha ido antes.
Claramente, Camila já estivera lá. O gerente, Benito, a cumprimentou pelo nome e nos mostrou a "mesa romântica especial da Camila". Ficava nos fundos, em um canto escuro, ladeada por uma grande lareira de tijolos rústicos.
Camila puxou a cadeira para mim.
— Percebi que você já esteve aqui antes.
Ela se sentou enquanto o garçom arrumava um terceiro lugar. Chegamos um pouco mais cedo que Normani.
— Mani adora esse lugar. Com certeza, Benito acha que somos um casal. Ela gosta de se sentar junto à lareira.
Fiquei quieta, e com certeza a dúvida transpareceu em meu rosto.
Camila se encostou na cadeira.
— Ela é minha amiga. E não há muito o que ela possa fazer se não gostar disso, de qualquer maneira.
Fiz uma careta.
— É muito fácil para você.
Ela se inclinou.
— É isso que você acha?
— Você é a chefe. Ninguém vai olhá-la de forma diferente, nem pensar que suas ideias foram aceitas por causa de quem dormiu com você.
— Certo. Posso entender isso. Então, se você decidir manter as coisas entre nós em segredo, eu aceito. — Camila se aproximou. — Mas não pense que isso é fácil para mim. Você é a primeira mulher que significa algo mais que uma t...
Ela parou de dizer o que estava prestes a colocar para fora.
— Mais que um relacionamento casual. Em sete anos. E estamos sentadas em um restaurante, prestes a jantar com a melhor amiga da minha ex-noiva, que também é vice- presidente de recursos humanos da empresa da qual sou dona. Uma empresa em que a incentivei a escrever políticas que quero violar a cada droga de vez que vejo você, como não transar no escritório.
Camila desviou o olhar. Eu a encarei. Nunca me ocorreu quão difícil seria para ela confessar tudo para Normani. Para mim, erros estúpidos do passado formavam meus medos. Para ela, era muito mais. Ela simplesmente fez tudo parecer tão fácil. Nossa, às vezes eu era uma idiota egoísta.
Antes de me desculpar e desanuviar o clima entre nós, Normani estava na mesa. Camila ficou em pé, até ela se sentar.
— Prazer em vê-la, Lauren. — Seu rosto era amigável e caloroso quando ela me cumprimentou.
— O prazer é meu.
O garçom rapidamente apareceu para tirar os pedidos de bebida. Normani olhou para a carta de vinhos e fez algumas perguntas. Olhei para Camila e fui pega em seu olhar perturbado. Ela parecia ferida, irritada e chateada. E eu odiava que tivesse feito ela se sentir desse jeito.
Nossos olhos ficaram presos um ao outro quando Normani terminou de falar com o garçom, então ela olhou para nós.
— Então, o que há entre vocês duas?
Tomando uma decisão, estendi a mão para ela.
— Nada demais, além do fato de Camila e eu estarmos juntas.
Mani recebeu a novidade de um modo melhor do que eu esperava, e uma vez que o jantar terminou, Camila e eu decidimos ir para minha casa. Quando chegamos, fiquei surpresa ao encontrar o novo sistema de alarme instalado. Aparentemente, enquanto eu estava ocupada agindo como uma rancorosa e trabalhando no escritório metade do dia, Camila estava lá, instalando um sistema de segurança, porque queria fazer algo para diminuir meus medos.
Minhas desculpas mais cedo naquele dia não seriam suficientes para fazer as pazes com ela.
Fui lavar o rosto e encontrei Camila sentada na cama, com as costas contra a cabeceira.
Ajoelhando na cama, engatinhei até ela e dei um beijo em seus lábios. Quando me mexi para me afastar, ela me deteve, segurando o meu rosto.
Olhando diretamente em meus olhos, ela disse:
— Obrigada.
Sabia o que ela queria dizer, mas fiz que não.
— Eu nem te dei nada para agradecer. Ainda.
Ela sorriu, mas continuou com um tom sério:
— Fico feliz que você tenha contado a Mani.
— Pois é. Percebi que não era para ela que eu estava com medo de contar.
— Não?
Balancei a cabeça.
— Depois dos erros idiotas que cometi no passado, é claro que a ideia de um relacionamento com alguém no trabalho me assusta. Mas acho que o que realmente me deu medo foi sentir algo forte o suficiente para estar disposta a assumir um risco proposital. — Sorri. — Tendo a ser avessa ao risco, caso você não tenha notado.
Ela tentou esconder o sorriso.
— Não tinha notado.
— Obrigada novamente pelo alarme. Foi muito gentil. — Eu a beijei outra vez. Inclinando a testa contra a dela, sussurrei:
— Estamos realmente fazendo isso, né? Namoro meu antigo caso do colegial, que também é minha prima de segundo grau e minha chefe?
Ela empurrou uma mecha de cabelo para trás de minha orelha.
— Isso é bastante coisa. E se eu chamasse você de minha mulher?
— Sua mulher, hein?
Seu olhar percorreu meu rosto.
— Sim. Nós duas lutamos por diferentes motivos. Mas você foi minha desde que a vi no corredor escuro do restaurante.
— Você quer dizer quando me chamou de esnobe? Não acho que foi assim que me ganhou. Foi um pouco depois, eu diria.
— Talvez para você. Mas fiquei louca desde o primeiro minuto em que coloquei os olhos em você. Queria saber o que a fazia vibrar.
Levantei a cabeça.
— E você descobriu? O que me faz vibrar?
Ela me virou de costas e se juntou a mim. Sua mão percorreu minha lateral, fazendo com que eu me arrepiasse.
— Estou descobrindo. Talvez devêssemos jogar aquele joguinho que você me apresentou uma vez.
— Que jogo?
— Ser vista se masturbando ou ver alguém se masturbar?
— Ah... estamos jogando O que você prefere?
Camila respondeu esfregando o nariz ao longo de meu pescoço.
— Estamos falando de eu ver você se masturbando... ou outra pessoa? — Ela endureceu e se inclinou para trás para olhar para mim.
— Calma. Eu estava brincando. — Dei um selinho em seus lábios. — Ver você. Acho que gostei disso.
Seu rosto relaxou um pouco. Então, continuei o jogo com uma pergunta de verdade.
Arranhando as costas dela, perguntei:
— Memorando de escritório ou demonstração pública de afeto?
A resposta foi rápida.
— Demonstração pública de afeto.
— Que tipo?
Ela deslizou os lábios docemente nos meus. — Assim.
— Hummm, mostre de novo.
— Esse está se tornando meu jogo favorito.
— O meu também.
Eu poderia passar o dia todo nisso, mas havia algo mais urgente a fazer.
Quando o beijo terminou, perguntei:
— Dar ou receber primeiro?
Ela sorriu, mas não teve chance de responder.
Em vez disso, abaixei minha cabeça em seu corpo.
Receber!
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CAMREN: Minha Chefe Criativa (G!P)
FanfictionEla transformou meu encontro tedioso em uma noite excitante. Quais as chances de encontrá-la de novo, em uma cidade com 8 milhões de habitantes? Camila G!P - Se não gosta, não leia!!!
