Capítulo XI: Amortentia

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Ela não parava de fazer anotações com sua pena roxa enquanto brigava inutilmente com uma mecha insistente de cabelo teimosa que parava em frente aos seus olhos. Estava no outro lado da sala da aula de poções, sentada com a amiga de cabelo de duas cores. Belle só andava com gente esquisita. Após muito tempo brigando contra a mecha teimosa, decidiu soltar finalmente o cabelo.

— Não faço ideia de como essa garota nunca percebeu o quanto você encara ela — ouviu seu irmão comentar bem próximo de seu ouvido para que Snape não ouvisse nada. Revirou os olhos.

— Não sei do que está falando, Gred — Fred tratou de fingir estar prestando somente atenção no quadro onde a receita e instruções para preparo de antídoto para poção do amor estava.

Naquele momento uma pequeno explosão ocorreu no caldeirão da dupla Belle e Maise, onde as sobrancelhas da garota com cabelo de duas cores ficaram em um tom verde estranho. A risada chamativa da Carter atraiu a atenção do professor Snape e ela se desculpou, acenando com a varinha para consertar as sobrancelhas da amiga. Depois começou a jogar algum ingrediente no caldeirão, fazendo a poção parar de borbulhar.

— Está fazendo de novo — informou George enquanto jogava espinhos de rosas dentro do caldeirão que usava com seu irmão. Os olhos de Fred foram para o irmão de forma acusatória e o gêmeo ergueu as mãos em rendição. Estavam infinitamente mais implicantes um com o outro ultimamente.

— Agora separem suas poções e entreguem junto das anotações — mandou Snape e os alunos começaram a usar conchas para despejar o conteúdo em frascos de vidros. Com um aceno da varinha os caldeirões se esvaziaram e na mesa do professor outro apareceu cheio de um líquido perfumado. — Isso é o que estão aprendendo a combater. Poções do amor são extremamente perigosas e muito usadas por adolescentes como vocês — ele andava por entre os alunos antes de acenar com a varinha para o quadro e lá aparecer os ingredientes compostos na Amortentia.

“Se usarem o cérebro irão reparar que muitos ingredientes presentes no antídoto são iguais ao da poção que pretendem combater — continuou o professor de poções. — Anotem tudo e tragam na próxima aula 20 centímetros de pergaminho com uma explicação de quais ingredientes anulam os que são presentes em ambas as poções na próxima aula.”

Todos começaram a anotar os ingredientes que estavam presentes no quadro. Fred resmungava sobre o professor baixo o suficiente para não ser repreendido. Nas carteiras da frente Lee quase cochilava enquanto Angelina anotava tudo ignorando o rapaz ao lado. George desenhava alguns rótulos de produtos para quando fossem pagos por Bagman.

Nas carteiras da Sonserina os cochichos da garota de cabelos bicolor não eram tão discretos quanto os roncos esporádicos de Lee. Ela falava próxima à orelha da Carter enquanto a outra tentava anotar o que o professor havia posto no quadro.

— Estou atrapalhando a sua conversa com a senhorita Carter, senhorita Banner? — Questionou o professor e finalmente a garota parou de tagarelar.

— Me desculpa, professor — pediu ela tratando de começar a fazer suas anotações.

— Talvez alguma das duas possa me responder quais são os efeitos da poção já que são tão inteligentes — pediu/mandou o professor. Neste ponto a turma já estava toda com os olhos voltados para as duas sonserinas. Maise ficou vermelha.

— Ah... A poção deixa quem a toma com uma obsessão pela pessoa que lhe deu — respondeu Carter, livrando a pele da amiga. — Nenhuma poção é capaz de criar amor, apenas uma ilusão obsessiva. São identificadas pelo seu aroma que sempre será de algo que agrade aquele que a sente.

— Mais dez pontos para a Sonserina pela resposta, senhorita Carter. E sem mais interrupções em minha aula.
Após aquela breve interrupção a aula durou apenas mais quatro minutos.

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