Capítulo XIII: Adeus

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Estava tudo muito estranho. Estranho de um jeito peculiar. A situação ficou estranha quando Fleur abandonou a prova por complicações e mais ainda quando trouxeram Krum de volta, visivelmente abalado. O fato do labirinto ser extremamente alto não corroborava para que os alunos pudesse enxergar a prova, ficando ainda mais ansiosos.

Qual era o real sentido de fazer uma competição onde os espectadores não pudessem assistir as provas? Aquilo não fazia nenhum sentido.

- Está demorando demais - murmurou Mason ao seu lado, tentando ficar na ponta dos pés na vã tentativa de enxergar algo.

- Disseram que há uma esfinge dentro do labirinto - lembrou-se Grace comentando ao lado dos amigos. - Talvez o enigma seja complicado demais e por isso a demora.

Porém, após longos minutos de espera, o campeão chegou. Vários vivas foram ouvidos, a banda marcial começou a tocar e os alunos a correrem em direção ao campo de Quadribol. A algazarra se iniciou e Bel bateu palmas, mesmo sem conseguir saber para quem.

- Droga, eu não consigo ver nada! - Praguejou Belle enquanto tentava atravessar a multidão que se aglomerava perto da saída do labirinto.

Ela nem ao menos sabia quem era o vencedor do Torneio. Arrependia-se de ter ficado tão distante do campo.
E então um grito rompeu a multidão na voz de Fleur Delacour. O coração de Belle falhou uma batida e ela começou a se apoiar em qualquer um para ver por cima da multidão. Mesmo sendo alta ainda haviam muitas pessoas a sua frente, não conseguindo ver mais de dois metros a diante.

- O que está acontecendo? - Perguntou a garota aflita. Nem ligava para os protestos dos alunos que reclamavam dela estar se apoiando neles.

- Ele está morto! - Exclamou um aluno com traje da Corvinal.

- Quem está morto? - Questionou desesperada. Não obteve resposta. Lançou um último olhar desesperado para Grace antes de se agachar e começar a atravessar a multidão.

Andava meio curvada enquanto afastava alguns alunos com os braços, ignorando os olhares feios que eram lançados para si. Sentia pisões em seus pés além de cotoveladas que recebia, mas ignorava tudo, atravessando o amontoado de alunos. Várias pessoas não parava de cochichar ou gritar uns com os outros, porém a Carter não conseguia distinguir mais as vozes.

Após o que pareceu uma eternidade a garota conseguiu chegar finalmente ao final da multidão. Naquele ponto o choro dos alunos, além dos murmúrios pareciam apenas um zumbido distante. Ficou estática por longos segundos com a cena que encontrara.

Harry Potter estava sendo arrastado pelo professor Moody para fora do campo enquanto Dumbledore ia até alguém que estava nas arquibancadas. No meio da multidão, estirado ao chão, encontrava-se Cedric Diggory.

Com um baque surdo no chão os joelhos da garota cederam. Com as mãos tremendo ela tentou se arrastar para próximo ao rapaz, estendendo uma das mãos que tremia. Seus olhos estavam vidrados e sua garganta seca.

- Diggy - chamou ela com a voz falha enquanto tentava encostar no rosto do rapaz. Sua garganta já doía com o choro se formando. - Ced, olha pra mim.

E, mesmo tremendo, encostou na pele gelada do amigo e virou o rosto do lufano para si. O olhar vidrado e vago indicou o que ela estava temendo. Cedric Diggory estava morto.

- Cedrico, olha para mim - pediu mais uma vez, já não conseguindo conter os soluços que se formavam. As íris não se mexeram, evidenciando que o rapaz já não lhe escutava mais. - Diggory, você não pode fazer isso comigo! Me responda!

- Belle - ouviu alguém lhe chamar e tocar seu ombro, mas não identificou.

- Não encosta em mim! - Gritou enquanto se desviava, aproximando-se mais do corpo do rapaz. Apoiou-se sobre seus joelhos e segurou o rosto do amigo com as duas mãos. - Cedric, me responda! Você prometeu que estaria tudo bem. Fale comigo!

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