CAPÍTULO 18💜

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"Eu tenho medo dos meus sentimentos serem mostrados no espelho Os lábios que eu desenhei são tristes." - Don't know what to do, Blackpink.

/ Jungkook /

Dias depois...

— Não acredito que estamos fazendo isso em um quartinho de hospital — Lisa riu.

— Não é muito legal se mexer, olhe aquelas agulhas.

Apontei onde havia caixas abertas com agulhas de vários tamanhos e vidrinhos de todas as tonalidades. O local era tomado por equipamentos novos e armários cheios com, o que julguei ser, medicamentos. Não havia janelas e existia uma única porta, o cheiro de papel e de tinta fresca preenchia todo o lugar. A pequena sala ficou minúscula só pelo meu corpo ali, eu tive de me inclinar para não bater a cabeça no teto. Era tão apertado, que mesmo se eu não quisesse, Lisa e eu ficaríamos colados um no outro.

Escute sua risada e voltei os meus olhos para ela, que puxava minha camiseta para ainda mais perto

— Você é tão gostoso — ela provocou.

A desculpa para os outros é que iríamos buscar um copo de café, mas fui rápido em jogar Lisa na primeira saleta que encontrei. E lá estávamos nós.

Nossas bocas se colaram com urgência e saudade, como se houvesse anos que não nos vemos. De alguma forma os dias foram turbulentos, mas depois que tudo se aquietou, comecei a levar Lisa para os cantos de cada lugar, carro, sorveteria, o banheiro do restaurante. E Cada vez que acontecia, mais queríamos um ao outro.

Desci os meus lábios para o seu pescoço subindo uma das mãos para dentro de sua blusa, sorri satisfeito com a ausência de seu sutiã e espalmei minha palma em um de seus seios. Minha mão livre pousou no bolso traseiro de seu jeans e a empurrei contra mim. Ela gemeu baixinho quando meus dedos rasparam com intimidade em seu mamilo. Lisa descia e subia com ansiedade as mãos em meu abdômen. Voltei os meus lábios para os seus, os encaixando em sintonia com cada movimento que nós fazíamos.

Grunhi quando a mão dela fez caminho para o cós da minha calça jeans, abrindo o botão. Soltei minha mão de seus seios e espalmei sua bunda com força, fazendo Lisa soltar uma risadinha. Foi difícil me manter em equilíbrio quando seus dedos sorrateiramente abriram o zíper. E quando rapidamente pousou sua palma em meu membro ainda coberto pela cueca.

Mordi os lábios quando ela começou a explorá-lo com os dedos apertando vez ou outra. Sua boca cheia e vermelha, tão próxima à minha, soltava lufadas de ar, me enlouquecendo com seu hálito adocicado. Senti que suas mãos iriam além se um bater na porta não nos chamasse a atenção.

— Tem alguém aí? — a voz grossa surgiu pelo lado de fora.

Rapidamente nos soltamos um do outro, e por um passo em falso eu derrubaria a caixa dos vidros. Abotoei minha calça às pressas, demorando um pouco no zíper.

— Merda.

O som de chaves e a tranca sendo aberta soou por todo o cômodo. Fechei a calça como pude e vi Lisa vestida em uma espécie de jaleco, me estendendo a roupa branca. Vesti depressa e pousei os olhos na garota à minha frente assim que senti sua mão macia tocar meu rosto.

— Confia em mim — ouvi ela sussurrar.

Claro que eu confiava em Lisa, algo que tivemos durante esse tempo, além de paixão avassaladora, foi a confiança um no outro. Lisa confiou em mim quando precisou de um ombro para chorar e eu não perderia isso nunca.

Arregalei os olhos quando Lisa se afastou para o lado e vi o volume ainda visível em minha calça.

— Pelo amor de Deus, fica na minha frente.

Night Stars [CONCLUÍDA]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora