Paixões

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Nota da tradutora: Gente, perdão a demora, estou demorando pra conseguir tempo para traduzir os capítulos, mas vou tentar me manter ao máximo em pelo menos um por semana, agradeço aos que estão acompanhando. Deixem seus feedbacks, se gostarem! :)

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-Mulher, você não vai solta-lo?

-Não, eu não vou. – Ele podia sentir a voz dela vibrando pelo caloroso peito onde ele estava aninhado. Estava sonolento, mas seu deleito em ouvir as vozes de seus pais o impediram de cair no sono. – Ele não vai ser meu bebê por muito mais tempo, então eu vou aproveita-lo enquanto poso.

O homem rude estava evidentemente irritado, mas ao mesmo tempo tolerante.

-Você vai deixa-lo mole.

-Não seja ridículo. – Ela respondeu com desdém. – Nós todos vimos o seu nível de poder. Ele vai ser um de nossos guerreiros mais proficientes. Quando ele tiver idade o suficiente para treinar eu vou cedê-lo inteiramente aos seus cuidados, mas até lá vou permiti-lo ser uma criança. Minha criança.

-Eu sabia que não devia ter deixado você dar a luz. – Ele murmurou. – Se ele tivesse ido para um tanque de gestação como suas irmãs, não estaria sofrendo seus mimos agora.

-Ele parece estar sofrendo, para você? – A mulher o moveu para que a luz iluminasse seu pequeno rosto, e ele pudesse ver a ponta de seu queixo e a enorme silhueta de seu pai contra as altas janelas de sua enfermaria. – De qualquer forma, eu suspeito que as consortes que te providenciaram com filhas devem ser deficientes de instinto materno, se elas não quiseram se conectar com suas crias.

-Nossa próxima prole será gestada em tanques. – Ele assegurou.

-Você pode tentar, vossa majestade, mas boa sorte em tirar um feto de mim enquanto eu estiver viva para lutar.

Apesar da violência das palavras, suas vozes estavam calmas, brincalhonas. Vegeta deu um bocejo barulhento e virou sua cabeça de volta para o peito de sua mãe, onde ele fechou os olhos.

-Você terá que o deixar ir em breve, mulher. – Ele disse mais gentilmente. – Este filho é o meu herdeiro, eu preciso que ele seja forte em todos os sentidos. Seu poder de luta não é o único indicador de força. – Ele pausou. – Eu não digo isso para magoa-la.

-Eu sei disso, mas não significa que tenho que estar feliz com isso. – Ela retrucou, adicionando suavemente. - Eu sempre soube que sua educação como príncipe seria diferente da minha. Só me deixe aproveitar o que me resta com ele antes que você o leve para se tornar um guerreiro.

Houve uma longa pausa, durante a qual ele reparou uma mudança na respiração de sua mãe, mas não o significado dela.

-Terão outras crianças. Crianças que você poderá manter, se este progredir tanto quando esperamos.

Vegeta sentiu algo molhado e quente pingar em seu rosto. Ele se agitou irritado para enxugar.

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-Bem, está tudo resolvido. – Bulma se gabou enquanto configurava seu dispositivo de computação da terra, ou "laptop", como ela chamava.

-Honestamente, o porquê de alguém pensar que isso era trabalho para mais de uma pessoa está além do meu conhecimento.

Ele não disse nada, mas virou sua cabeça para observa-la. O jeito como ela pegava as coisas, a curva particular de seu pescoço quando ela se inclinava em direção a tela, o som de seus dedos no teclado. Ele sabia que seu cérebro ia armazenar estas memórias ele querendo ou não, então ele se resignou a isso. Qual era o perigo, ele raciocinou, em olhar?

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