Capítulo Vinte e Três;

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Já mais afastados da mansão, Jimin pensou um pouquinho mais, estava indeciso se deveria perguntar sobre aquilo ou não.

— Bom, pode me dizer o que houve? Quer me perguntar algo sobre as aulas de piano para o Yoongi?

Ao escutar o nome de Yoongi, Park ficou um tanto aflito, lembrou-se da fala do médico e seu coração começou a bater apertado.

“E se ele realmente gostar de mim? E se nesse momento ele estiver sofrendo...por eu estar falando com este homem?” Jimin pensou cheio de dúvidas.

— Sr. Park? — chamou-no. — Está tudo bem?

— Sim...eu só quero saber uma coisa, ou melhor...duas. — mordeu o lábio inferior. — Você tem alguém especial?

Jungkook franziu o cenho, e olhou sério para o mais novo, queria entender o porquê daquela pergunta. Respirou profundamente.

— Eu acredito muito no amor à primeira vista. — sorriu de forma doce. — No entanto, eu ainda não encontrei a minha melodia.

— E-entendo. Ah, você toca muito tempo? — indagou baixinho, encarando uma das rosas que havia no jardim.

— Sim, desde os 8 anos de idade, porém, profissionalmente vai fazer 10 anos.

“10 anos...mas aquela melodia é mais antiga, poderia ter sido feito em sua infância ou adolescência” Park tentava encaixar as peças.

— Sr. Jeon, você conhece aquela melodia… — parou de falar ao ver uma mulher se aproximar, junto de si tinha um homem.

Jimin semicerrou os olhos e focou o olhar naquela mulher, ela não parecia estranha para ele, entretanto, também não sentia que conhecia ela. O homem, aparentava seus 30 e poucos, cabelos loiros e medianos, estavam a falar com um dos seguranças que estavam no portão.

— Sr. Jeon, por favor, entre...e pode iniciar a aula do Yoongi, logo irei até vocês. — Jimin disse, desviando sua atenção daqueles desconhecidos, e focando no professor.

— Claro, depois continuamos nossa conversa.

Assim que o professor seguiu para dentro da mansão, Park foi até o portão, seu coração bateu um tanto rápido com aquela sensação ruim que lhe invadia. O rosto da mulher ele conseguia ver nitidamente, mas do homem não, ele não conseguia ver, pois ele estava de máscara e óculos.

— Em que posso ajudar? — indagou se aproximando.

— Quero falar com o dono disso aqui. — sua voz soou firme.

— Desculpe, ele está tendo aula de piano neste momento, se quiser...pode deixar o recado, irei passar a ele pessoalmente.

“Sinto que não vem boa coisa” pensou Jimin, respirando fundo.

— Se eu quisesse falar com algum empregado, teria feito isso! — falou em um tom sério. — Não irei sair daqui até ver aquele bastardo.

— Como é? Do que chamou ele? — desta vez foi Jimin quem falou com tom de raiva. — Não o insulte próximo de mim. Quem é você? — bradou.

— Jung Soo-Hee. — tirou os óculos e seus olhos escuros pareciam facas penetrando a alma de Jimin.

— J-Jung… — o ruivo sussurrou.

“É a mãe do Hoseok!” o mais novo pensou, com os olhos arregalados.

— Agora me deixa passar! — gritou tentando empurrar o segurança, que a segurou.

Todos ali tinham ordens severas de não deixar Soo-hee entrar, ou nenhum outro Jung.

— Eles estão seguindo ordens, não force nada! — falou sério. — Vá embora, ou eu chamo a polícia.

— Vai lá. — sorriu.

O mais estranho era o homem, ele permanecia calado, parecia estar apenas analisando aquela situação toda. Não importa o quanto tentasse, aquela sensação de que algo ruim estava para acontecer, não deixava Jimin pensar em paz.

— Sra. Jung, creio que não deixou nada nessa mansão! — falou em um tom sério. — Se veio para insultar o Yoongi, saiba que eu não deixarei. 

— Seu desgraçado! — a mais velha deu-lhe um tapa no rosto. — Aquele verme não pode estar reconstruindo a vida dele, ele não pode viver...ele tem que sofrer...sofrer até o último dia de vida!

Park levou a destra até a própria bochecha, que ardia um pouco por causa do tapa, suspirou e voltou a encarar aquelas pessoas.

— Não se atreva a encostar as mãos em mim novamente, ou eu vou esquecer as etiquetas que aprendi. — o ruivo falou em tom sério.

Enquanto Yoongi estava na sala de música junto com o professor, Taehyung estava na cozinha roubando alguns biscoitos, logo iria conhecer o tal professor. Mas bastou perceber o pequeno tumulto próximo a entrada da mansão, para sair dali rapidamente é ir até lá, e ao ver Soo-hee, seu coração quase salta para fora.

— O que faz aqui, senhora Jung? — bradou irritado.

De acordo com sua mãe, aquela mulher continuava atormentando Yoongi, todos os dias, fazendo o quadro do ex-pianista piorar.

— Não interessa a você. — respondeu de forma cínica. — Quero ver aquele bastardo.

— Nunca mais fale assim do meu irmão, se ainda quiser ter seus dentes. — o mais novo falou irritado. — Jimin, vamos sair daqui, ou o Yoongi pode estranhar.

— Seguranças, não deixe-os passar por nada.

Quando ambos estavam dando as costas para seguir novamente para a mansão, ouviram a sra. Jung gritar.

— Aquele infeliz acabou com a vida do meu filho, ele não o direito de estar vivo e bem! — bradou.

— Bem? — desta vez foi Jimin quem gritou. — Chama isso de estar bem? Ele deixou tudo que amava, se isolou! — tentou avançar contra a morena, mas foi impedido por Tae. — Ele estava morto, e morrendo lentamente, definhando aos poucos. — as lágrimas de Park começaram a se fazer presente.

— Perder só isso é pouco. — gritou. — Muito pouco! — rosnou. — Quando ele com o egoísmo dele, feriu o meu filho.

— Eu não o feri. — todos se assustaram ao escutar a voz de Yoongi. — Eu o amava, e o amo ainda...isso nunca vai passar, porque ele foi e sempre será o meu primeiro amor. — o moreno continuou a falar. 

— Você até mesmo substituiu ele! Cadê todo esse amor? Como tem coragem de dizer que o ama, se está com outro. — debochou. — Huh?

— Nunca vou poder substituir o Hoseok, jamais irei poder fazer isso. — sussurrou. — Eu apenas estou renascendo, entendendo que aquilo não foi culpa minha e não pode ser mudado!

A sra. Jung começou a rir em puro de desdém, após fixou seu olhar em Min, parecia ter uma carta surpresa pada aquela situação.

— Então diga na cara dele, que você começou a seguir sua vida. — falou séria.

E o homem que até aquele momento estava calado, tirou os óculos e a máscara, seu olhar foi diretamente para Yoongi.

— Então é verdade, Yoongi, você me esqueceu? 

— Hoseok? — Yoongi sussurrou.

Seu corpo todo entrou em um estado de choque, o moreno ficou com sua visão turva, e só não caiu porque Jeon o segurou firme.

— Jung H-Hoseok? — Jimin perguntou baixinho, assustado com aquilo.

Todos os detalhes, tudo, era idêntico as fotos que Yoongi tinha pela casa, só que agora, com uma feição mais madura.

— Sim, Jung Hoseok. — o loiro disse.

O Pianista (YoonMin)Onde histórias criam vida. Descubra agora