Capitulo Quatro;

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— Garoto estúpido. — resmungou baixinho, e encarou o porta retrato. — Se eu dissesse em voz alta, que sinto sua falta. Você voltaria pra mim? — sussurrou acariciando aquele sorriso largo, que Hoseok dava na foto. — Um buraco grande no lugar do coração, um vazio que me consome, meu peito arde. — os dedos trêmulos do moreno continuava a acariciar a foto, por sobre o vidro.

As lágrimas começaram a cair de repente, como se fosse a primeira vez, o primeiro dia. Todos lhe diziam sempre a mesma coisa; “Calma, isso vai passar”, “Não fique assim, ele se foi porque chegou a hora”, “Você não tem culpa”, “Isso é passageiro, logo essa dor passa”. O moreno só não entendia o porquê daquela dor continuar a mesma, e parecia aumentar todos os dias.

— Eu queria estar naquele lugar, eu deveria… — mordeu o lábio inferior com força. — Eu teria morrido em seu lugar.

Sua destra foi diretamente para o lado esquerdo do seu peitoral, apertando com toda sua força, seus lábios ficaram entre abertos tentando buscar por ar, aquela dor era tão grande que lhe faltava o ar, queria gritar, no entanto, sua voz não saia. Seu corpo parecia exausto, mais do que antes, caiu sobre a cama, se encolhendo, deixando um pouco daquele sentimento se esvaindo por lágrimas, deu soquinhos sobre seu peito, onde imaginava ficar seu coração, por mais que fizesse isso, aquela sensação de vazio não passava.

***

— Você está vivo!? — a sra. Jung gritou assim que entrou naquele quarto de hospital. — Seu desgraçado! — gritava entre soluços.

— E-eu… Sra. Jung eu…

— Cale-se, moleque. Você matou meu filho, você. — apontava para Min, com todo seu ódio e fúria. — Sempre soube, sempre, você iria acabar com a vida do meu filho, você estragou os sonhos dele.

— Eu o amo, eu amo ele. — o jovem mesmo com o corpo cheio de dores tentou se levantar.

— Ama? — rir debochada. — Ele abandonou o sonho dele para viver o seu, seu monstro, é você está aí, respirando. — aproximou-se dando um tapa forte no rosto do mais novo, que nem teve tempo para raciocinar. — Morra, seu desgraçado. Morra!!! — gritou o mais alto que sua garganta lhe permitia.

— Fique longe do meu filho, seu ser desprezível. Respeite a dor dele. — desta vez foi a voz da sra. Min que ecoou no quarto, a mesma segurou firme o pulso da matriarca da família Jung. — Ouse chegar perto do meu filho novamente, e eu esquecerei o respeito que tenho por você! — diz em um tom baixo, entretanto, firme e feroz.

— Escute, Min Yoongi, a morte é pouco para você, entendeu? Não ouse morrer, não morra! Viva com a consciência de que você matou Jung Hoseok! — puxou seu pulso e saiu do local, batendo a porta com fúria.

— Aahr. — sra. Min se assustou ao escutar o grito agoniado de seu filho.

— Querido, não… Não pense nisso. Yoonnie olhe pra mim.

O mesmo se encolheu sobre a cama, ignorou a dor, e focou naquele sentimento novo e agonizante, o sentimento de ter perdido o amor da sua vida. 

— Foi eu, eu matei ele… Eu. — afirmou entre soluços e lágrimas. — Ela tem razão.

***

Yoongi acordou assustado, nem percebeu que havia dormido de tanto chorar, algo que era comum, mas ainda lhe assustava, pois raramente dormia. Estava sempre com bolsas escuras nos olhos, uma feição cansada, lábios sem cor, a cada dia que passava ficava mais magro, porém, continuava sem se importa.

— Sr. Min? — Yoongi encarou o garoto que estava parado próximo a sua cama. — Vou te tirar do quarto, iremos para cozinha, está na hora do almoço.

— Saia. — disse baixo, mas em tom firme. — Eu não preciso disso.

— Chega, você está se machucando todos os dias. Um dia alguém me disse; Viva, mesmo que tenham te tirado a vida, apenas viva. Se te tirarem os seus sonhos, apenas sonhe; a vida existe mesmo que você não a tenha, mesmo que seja apenas uma pessoa que respira, a vida está em volta de você.

— Isso faz sentido para você? — debochou com um meio sorriso nos lábios. — Para mim não passa de asneiras.

— Não seja idiota. Você precisa comer, seja quem for que você perdeu, era assim que essa pessoa queria ver você? — Jimin rir baixinho, com o mesmo tom deboche que o mais velho usou anteriormente. — Eu sinto que essa pessoa também te amava, te amava tanto que poderia reviver, apenas para te falar; “Por favor, viva”. — seu olhar recaiu sobre o mais velho. Em seguida suspirou pesado. — Não é fácil para ninguém.

— Vai embora. — Min continuou falando baixo tentando manter sua paciência. — Sai daqui, garoto.

— Não irei sair, você precisa almoçar.

— Chega! Eu não quero seus serviços, eu não quero sua amizade, eu não quero você em minha casa. — disse categórico.

— Não me importo com o que você quer, sua mãe está preocupada com você, as pessoas a sua volta, todos estão preocupados com você.

— Eu não quero a pena de nenhum deles. Eu não quero sua pena. — gritou cheio de raiva.

— Eu não sinto pena de você. — gritou bravo também. — Eu te acho um idiota, é isso! — gritou e saiu batendo a porta com toda a sua força.

— Ahhh. — jogou o copo de suco contra a parede, gritando de raiva.

Yang conseguiu ouvir os gritos pois estava no corredor no exato momento, e a porta aberta deixou ainda mais fácil, ela viu Jimin sair do quarto de seu chefe, mas ao contrário do que ele pareceu demonstrar no quarto, não estava bravo, sua feição era triste, e percebeu as lágrimas caindo, não pensou duas vezes e seguiu o mais novo.

— Jimin, ele te machucou? — indagou preocupada, sabia muito bem sobre a bipolaridade de Min.

— Não. — diz com a voz embargada. — Estou assim porque ele é idiota. — tenta limpar as lágrimas, enquanto pega sua mala.

— Você vai nós deixar? — perguntou aflita. — Por favor…

— Eu não vou conseguir! — diz soluçando. — Ele não dá nenhuma brecha.

— Você foi o que mais durou. Posso está sendo egoísta, mas fique, eu sinto que você vai conseguir. Confio em você, Park, não importa o método que você usar, eu sei que um dia ele vai ceder, aguente um pouco mais. — aproximou-se do mesmo e o abraçou. — Você é a única esperança que temos.

Ouvir aquilo fez Jimin acordar. Ele nunca desistia, nunca, quando ele caía, levantava sacudia a poeira é continuava. Park Jimin jamais iria desistir, mesmo que fosse preciso sofrer um pouquinho.

— Não… — sussurrou. — Ele não vai me expulsar daqui. Eu Park Jimin, nunca vou desistir.

O Pianista (YoonMin)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora