Cap.22

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*Alice Collins

— P-para...  

— Tarde demais pra pedir clemência seu desgraçado, agora fala o nome desse filho da puta que está me espionando!

— A-acha mesmo que v-vou te contar sua cadela? – aperto tão forte seu membro que se ele ainda não virou geleia, logo, logo vai virar

— QUERO NOMES! – profiro cada sílaba com a raiva crescente emanando de mim e tiro minha mão com a luva das suas partes íntimas e aperto com força seu rosto o vendo soltar um urro de dor e sua face sangrar um pouco. Não quero nem imaginar o estado do seu amiguinho ali em baixo

— E-eu p-posso morrer mas nunca v-vou contar para você sua vagabunda... E-ele mesmo sem saber v-vai me v-ving... FILHA DA PUTA! – grita sentindo o atrito do alicate de pressão com seu membro que já estava inchado devido o veneno

Alguém aí gosta de ovos mexidos? Já aviso que esses não são dos grandes.

— Se você não me contar o nome, seus amiguinhos ali vão me contar mais cedo ou mais tarde... Pense bem, eu tenho pique para te torturar a tarde inteira meu  bem.

— V-vá para o inferno sua vagabunda! M-mas sugiro que dobre a segurança dos seus sobrinhos... – diz com um sorriso sombrio

— Se alguém se atrever a tocar num fio de cabelo sequer de algum deles eu mato da forma mais cruel possível! – afirmo sentindo cada parte do meu corpo entrando em combustão

— Como você vai matá-lo se quando acontecer não vai saber nem de que lado veio o ataque princesa... É uma pena que eu não vá estar lá para ver. Adoraria ver eles abusarem de cada um, principalmente da Clara e da... Como é o nome dela mesmo?... Ah sim! A pequena Bianca.

— ELES NUNCA CHEGARÃO PERTO DE NENHUMA DELAS, EU NÃO VOU DEIXAR!

— Não é você quem decide isso princesa... – sorri em escárnio.

— Não me importa o que você pensa. Eu vou caçar esse filho da puta e fazer questão de mandar cada um desses seus parceiros para o inferno antes deles pensarem em fazer algo com eles, e você será o primeiro seu infeliz! – minha voz sai totalmente fria e desprovida de qualquer sentimento que não seja o ódio.

— Tent... – não o deixo terminar de falar e começo a distribuir os primeiros de muitos socos nele. Minha mente está nublada de ódio. Não sinto dor, só a raiva que cresce a cada soco dado.

— Ninguém vai tocar... – bato com alicate de pressão no seu ombro e escuto um estalo de osso quebrado — Nos meus sobrinhos! – tiro uma adaga que estava presa na minha cintura e cravo na sua perna com força  escutando-o gritar. Largo a adaga cheia de sangue e volto a desferir socos, e mais socos.

Sinto mãos fortes na minha cintura tentando me puxar, mas simplesmente não consigo parar de desferir socos e mais socos no rosto desse imbecil.

— Alice ele já está desacordado, amore mio

— ME SOLTA PIETRO!!!!! – grito

— Alic...

— EU MANDEI ME SOLTAR PORRA! – paro de bater nesse pedaço de lixo ambulante e encaro o par de olhos verdes que estão me encarando preocupados.

Olho minhas mãos. Minha luva está cheia de sangue, tem até uns pedacinhos de pele... Minha regata branca está toda suja de sangue e minha adaga está jogada no chão cheia de sangue também

Por que eu escolhi uma regata branca se eu sabia que ia terminar batendo em alguém?

— E-eu... – olho para o suposto corpo e vejo que seu rosto está todo vermelho e inchado, sua perna não para de sangrar e acho que arranquei dois dentes dele...

DARK ANGELOnde histórias criam vida. Descubra agora