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║Festa║

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║Festa║

"Jaemin!"

Sua mãe o chamava no andar de baixo, e ele sabia que a mulher estava avisando-o de que Jeno chegara. Isso era péssimo (um desastre, ele gritaria se Donghyuck estivesse ali para ouvir), porque não estava nem perto de pronto ainda. Na verdade, estava na fase de dilema.

Fingir que está doente e não ir na festa ou se vestir e ir de uma vez?

"Toc toc toc" - seu melhor amigo cantarolou ao invés de bater na porta de verdade, enfiando o rostinho pela fresta do mesmo jeito que fazia quando criança.

Jeno vestia jeans claros, uma camisa de botões branca e um sorriso de tirar o fôlego.

"Haechan disse que já escolheu sua roupa. Cadê?" - o alfa foi entrando no quarto como de costume.

Eles praticamente dividiam esse quarto nas férias, quando Jeno vinha dormir - e era sempre o Lee que vinha, porque Jaemin não queria deixar sua mãe e avó sozinhas na casa a noite. Era comum passarem horas e horas assistindo algum filme, jogando ou só conversando. Era terrivelmente caseiro o jeito que o Na cozinhava e o mais velho simplesmente começava a lavar as vasilhas, sem ninguém ter que falar nada.

Entretanto, as últimas férias tinham sido terrivelmente solitárias. Jaemin viu Jeno numa manhã, e na mesma tarde recebeu um telefonema da mãe do outro dizendo que seu melhor amigo agora era um alfa. E que ia ficar recluso por algum tempo.

Só que foi tempo demais.

Foram semanas. Semanas trocando poucas mensagens. Semanas de saudade. Semanas tentando se convencer de que ficaria tudo bem. Que Jeno seria um bom alfa. Que ele não viraria outra pessoa.

Semanas que definitivamente não o prepararam para quando reviu o melhor amigo.

Queria já ter tido a revelação de seu lobo naquela época. Queria poder dizer que foi o cheiro de Jeno, ou qualquer desculpa que fosse irracional. Porque foi completamente injustificável o modo que Jaemin ficou afetado com a visão do Lee. 

E agora, como beta, sentia mais ainda as mudanças no mais velho. Tudo que Jeno fazia, até as caretas mais bobas, pareciam tem um ar mais imponente, como se a sua simples existência demandasse atenção, admiração, submissão. Ui. Essa era uma palavra forte.

Como beta, submissão não tinha muito a ver com entrega de seu corpo - não era do jeito que as pessoas (nojentas) viviam falando para ômegas. Era muito mais relacionado a entregar sua devoção. Sua lealdade. Porque um beta que acreditava em seu alfa o ajudava a conquistar até os confins do mundo. E era isso que Jaemin sentia em cada fibra de seu ser.

Queria estar ao lado de Jeno. Sempre.

Nosso alfa. Dizia a voz dentro de si.

A mesma voz que o disse para parar de besteira e ir logo se arrumar. Porque, se Jeno ia, ele ia.

Nosso ÔmegaOnde histórias criam vida. Descubra agora