XXII. Entre el Miedo y la Esperanza.

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MESES DEPOIS

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MESES DEPOIS


As semanas após o lançamento de sua marca foram uma verdadeira montanha-russa para Chiara. Tudo ainda parecia surreal para ela. Apesar do pouco tempo, as vendas estavam indo bem, e o feedback era ainda melhor. O coração da designer se enchia de gratidão ao ver seu sonho ganhar vida e ser abraçado por tantos outros, especialmente por aqueles que ela admirava profundamente e por quem tinha um carinho especial.

Apesar do trabalho ter aumentado ainda mais, Chiara permanecia grata por tudo, especialmente pela incrível equipe que a apoiava e mantinha sua visão viva, mesmo quando ela precisava estar ausente.

O motivo dessas ausências em questão estava crescendo constantemente dentro dela — sua barriga de oito meses, que já a deixara incapaz de ver os próprios pés, muito menos alcançá-los para tirar ou calçar seus sapatos. Ainda sim, ela sabia que, quando estivesse com a filha nos braços, todo aquele esforço valeria a pena.

As últimas semanas, entretanto, estavam lhe afetando mais do que ela deixava transparecer. O relacionamento com Marco não estava em um bom momento. Chiara sentia que o namorado havia construído um muro sutil entre eles. As coisas estavam visivelmente instáveis. Marco chegava em casa dos treinos e das partidas de mau humor, evitando qualquer conversa sobre o que estava acontecendo. Embora Chiara entendesse sua frustração com a lesão, que ainda era um tópico delicado, ela não conseguia evitar sentir que estava sendo deixada de lado. Ela se preocupava que Marco estivesse se deixando levar totalmente por aquilo. Isso a assustava.

Alguns dias depois, enquanto fazia compras no shopping com Clarice e Anna Mariana, Chiara tentava clarear a mente escolhendo algumas coisas para complementar o enxoval da filha.

— Só você, Chiara, iria querer fazer compras com esse barrigão pesado — brincou Clarice, caminhando ao lado dela e de Anna Mariana. — A gente podia ter comprado tudo online.

— Eu sei, mas prefiro assim — respondeu Chiara dando uma risada fraca, o olhar fixo nas vitrines da loja infantil. — Minha médica disse que é bom continuar me movimentando, especialmente nessa reta final. E, sinceramente, eu não aguento ficar em casa o tempo todo.

Enquanto andavam pela loja, Chiara tentava se concentrar na tarefa em questão — escolher roupinhas e acessórios minúsculos para sua filha —, mas sua mente continuava voltando para Marco. Ela sabia o quanto ele estava sofrendo com as sequelas da lesão, mas o silêncio entre eles parecia um peso pesado do qual ela não conseguia se livrar. Fazia semanas desde que tinham tido uma conversa de verdade, e ela sentia falta da conexão que eles compartilhavam. Quanto mais o tempo passava, mais ela se preocupava com o futuro.

A voz de Clarice então interrompeu seus pensamentos.

— Você está bem, amiga?

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