Quanto tempo é necessário para se apaixonar perdidamente por alguém? Marco e Chiara precisaram somente de dois meses.
De forma inesperada seus caminhos se cruzaram e assim, tal como em um piscar de olhos, eles se apaixonaram rapidamente. Embora sou...
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O hospital parecia estar a quilômetros de distância enquanto Marco dirigia com uma sensação de urgência, os nós dos dedos já brancos no volante. A respiração de Chiara era superficial, mas firme ao lado dele, sua mão segurando a do jogador com força, a outra mão descansando sobre sua barriga. Cada contração vinha em ondas, e embora ela tentasse respirar através delas, não havia como esconder a tensão em seu rosto.
- Continua respirando - Marco murmurou, sua voz firme, mas calma. - Vamos chegar já já, amor. Juro, vai ficar tudo bem.
- Uhum... Mas, sabe, acho que nunca mais vou conseguir te olhar do mesmo jeito, jogador. Você quase xingou aqueles policiais, essa carinha sua não combina com esse tipo de atitude. - Ela conseguiu dar uma pequena risada abafada.
Os lábios de Marco se contraíram, e ele lhe lançou um olhar cheio de diversão.
- Momentos difíceis fazem isso com a gente... Mas não se preocupa, felizmente eles entenderam a nossa situação. Como tá se sentindo?
- Apavorada - Chiara admitiu após uns segundos, o medo em seus olhos cru e sem filtro. - E se eu não conseguir?
- Ei - Marco disse firmemente, seu tom mudando para um de segurança. - Você é a pessoa mais forte que eu conheço, cariño. E a nossa menina é muito sortuda por ter você como mãe dela. Eu vou ficar do seu lado o tempo inteiro como eu já disse antes.
Chiara apertou a mão do namorado com mais força, se confortando com suas palavras. A verdade era que ela estava com medo. Com medo da dor, com medo do desconhecido e, acima de tudo, com medo de não ser o suficiente. Contudo, Marco, do seu jeito gentil e cuidadoso, sempre sabia como trazê-la de volta ao momento, como lembrá-la de que eles estavam juntos nisso.
O carro parou para uma vaga de estacionamento, e Marco correu para o lado dela, ajudando Chiara a sair e sentar em uma cadeira de rodas que chegou até eles em questão de pouco tempo. Outra contração a atingiu novamente, mais forte do que antes, e a respiração da designer ficou presa na garganta.
-Respira fundo - Marco instruiu outra vez, inclinando-se para beijar a testa dela. - Vamos levar você para dentro agora mesmo, tá bom?
Enquanto levavam Chiara para o hospital, o burburinho de atividade ao redor deles pareceu se acalmar. Era como se o mundo tivesse escurecido, deixando apenas os dois no centro das atenções, suas vidas prestes a mudar da maneira mais profunda e bonita. Eles seguiram para a sala de parto, onde uma enfermeira rapidamente colocou Chiara em uma cama e começou a monitorar seus sinais vitais.
- Como você está se sentindo? - perguntou a enfermeira, dando uma olhada na tela enquanto as contrações se intensificavam.
Chiara soltou um suspiro trêmulo.
- Como se eu estivesse prestes a explodir.
A enfermeira sorriu calorosamente.
- Isso é normal. Você está ótima. Só tente se concentrar na sua respiração.