Capítulo Cinco

2.3K 311 44
                                    

|O Assalto|

|O Assalto|

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

• • • •


APÓS A VIAGEM CAÓTICA, Isis se pegou pensando se havia mesmo sido uma boa idéia vir, Kaz lançava olhares tortos para a garota todo o tempo, ela sentia como se apenas a sua presença o incomodava, como se a respiração dela fosse algo que ele repudiava.

- É, - Jasper disse bebendo a bebida. - foi tranquilo.

- Claro que foi, -Isis encarou a bancada e riu. - tirando a parte em que quase morremos, é, foi tranquilo.

- O festival de inverno é no pequeno palácio. - O Condultor disse encarando o folheto. - Não tem como chegar na Conjuradora do Sol sem a Nina, muito menos com essa festa ridícula, o local vai ficar lotado de grishas.

- Estamos com sorte. - Kaz aproximou-se. - Há uma boa chance de avançarmos, estamos três dias de viajem da capital, o próximo passo é tentar entrar no Pequeno Palácio, eu descobri que as plantas do Pequeno Palácio estão em kribirsk, mas, - Kaz balançou a cabeça e fez uma de suas pausas dramáticas. - estão guardadas há sete chaves, longe dos olhos curiosos.

- Isso. - Jesper e Isis fizerou um estranho tipo de cumprimento felizes.

- O que isso quer dizer? - Perguntou o Condultor.

- Que é hora de um roubo. - O sorriso de Isis alargou-se enquanto ela falava.

O condultor encarou os corvos e Isis e abaixou a cabeça sinalizando que estava confuso se daria certo ou não, todos tinham coisas para perder se desse errado, mas no final, os corvos ainda teriam um ao outro, enquanto Isis teria Jesper, mas o homem teria apenas a si mesmo e seus negócios.

- Vou deixar isso, - Jesper se despedia de Milo. - para se lembrar de mim. - Isis encarava a cena e quase não aguentava rir mais. - Vamos prometer não esquecer nunca um do outro, mas eu devo ir agora, mas lhe deixo aos cuidados dessa linda mulher, que precisa do seu apoio aqui.

- Prometo cuidar de Jesper, Milo. - Isis fez carinho na cabeça do cabrito. - Tchau amigão.

- Adeus, amigo. - Jesper disse afastando-se de Milo.

O condultor observou a cena quase desacreditado, ele se perguntava como seria possível Isis e Jesper estarem vivos ainda, eles pareciam nunca se preocuparem com o resto do mundo, apenas se preocupavam um com o outro, era de fato uma linda amizade.

- Certo, o roubo dos arquivos reais, o plano é o seguinte, tem vigias de plantão o tempo todo, nós precisamos entrar e sair o mais silenciosamente possível, quer dizer que sua arma fica no coldre, Jesper, e suas flechas ficam guardadas, Isis, e nada de lutas desnecessárias. - Isis bufou e Jesper concordou. - Inej, domo do telhado fica bem acima do repositório onde as plantas do Pequeno Palácio estão.

- Entendido, vou entrar por lá. - Inej concordou.

- Muito bom dia, meu senhor. - Cumprimentou Kaz ao senhor que ficava na entrada. - Eu me chamo Ivanovisk, o pintor, e eu estou precisando muito da sua ajuda, eu estou fazendo uma obra surpreendente para o festival de inverno, preciso das direções de entrada do Pequeno Palácio, a grande obra pode ser muito grande para passar pelas portas, o rei cortará minha cabeça se sua estátua for colocada no pátio externo.

- Maldito festival. - Murmurou o homem. - eu tenho que pegar as plantas todos os dias. Espere aqui.

- Nem vou respirar. - Concordou Kaz, retirando algo vermelho do bolso.

Isis encarou o lugar do lado de fora, o plano de Kaz repassou pela sua mente, onde o papel dela não era lá grande coisa, apenas vigiar o lado de fora e ver se não aparecia nenhuma grisha, o que era quase impossível de acontecer, todos grishas deveriam estar se preparando para o festival.

- Eu tenho que ficar aqui, - Isis Murmurou para si. - não precisam de mim lá dentro, precisam de mim aqui, tomando conta da saída. - Isis mordeu a bochecha. - Para! - A garota referiu-se as suas pernas que andavam descontroladamente em direção ao telhado. - Kaz vai me matar.

Isis pulou entre os telhados e entrou pelo mesmo local onde Kaz havia dito para Inej entrar, apertou o seu arco mais perto do seu corpo e amarrou a corda para descer, silenciosamente como a noite, calma como uma brisa, roubar era algo que Isis sabia todos truques, entrar e sair, simples. Isis havia ido bem, entrado no local sem nenhuma preocupação, até sentir seu corpo sendo puxado, esmagado contra a parede e uma lâmina fria entrar em contato com sua pele quente.

- Calma aí, gatinha. - Isis levantou as mãos. - Sou eu.

- Kaz não disse para ficar lá fora? - Inej esbravejou. - Como entrou aqui?

- Eu tenho meus truques. - Isis Ironizou lançando uma piscadela para Inej e apalpando sua roupa na intenção de tirar as sujeiras.

- Você é louca. - Inej riu, mas a ironia das duas foi interrompida por um som de assobio vindo de Jesper que apontava para as flechas de Isis.

- Tenho que acertar ali? - Isis perguntou.

- Confio em você, Pocahontas. - Jesper debochou.

Isis fez sinal para que Inej desse espaço para a garota poder atirar, respirou fundo e soltou, recebendo um sorriso de orgulho vindo de jesper.

Isis e Inej seguiram para fora da porta revelando um guarda, Isis moveu-se para a direita e Inej para a esquerda na intenção de uma distrai-lo e outra acerta-lo forte o suficiente para desmaia-lo, Isis retirou uma faca do tornozelo e girou-se para acertar as costas, até o barulho de uma bengala atrapalhar sua luta.

- Eu ia desmaiar você em um segundo se não fosse você, demorou para perceber, né? - Isis murmurou.

- Ou percebi na hora? Não deveria estar aqui. - Ele lembrou.

- Eu gosto mais da ação, sabe como é. - Isis respondeu e sorriu.

O plano havia funcionado, os três corvos e Isis seguiram para fora do estabelecimento, Isis e Jesper já podiam ser vistos fazendo piadas sobre o acontecido enquanto Kaz encarava os dois.

 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐎𝐋 | 𝐊𝐀𝐙 𝐁𝐑𝐄𝐊𝐊𝐄𝐑 [1]Onde histórias criam vida. Descubra agora