Desde cedo, sempre tive tudo o que queria. Aprendi que sobrenome e poder são suficientes para me levarem ao topo, e que todos cairiam aos meus pés. Mas será que isso também é valido no amor?
Sydney Rodriguez Crawford é amigo e sócio do meu pai, ele...
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Aquela situação com a Hanna estava se tornando insustentável. Fiz de tudo para esquecê-la, pois, além de filha do meu melhor amigo, ela era minha afilhada e muitos anos mais nova do que eu. Mas eu não conseguia esquecê-la. Pensava na Hanna vinte e quatro horas por dia, e a coisa que eu mais queria, era possuí-la, fazê-la minha. Não tinha um dia se quer em que eu não admirasse aquelas fotos deliciosas que ela me mandou. Cheguei até me masturbar lembrando daquele rosto vermelho de tesão e de sua boquinha quente se esforçando para me satisfazer. Eu estava ficando louco, vivia em um conflito interno e não estava sabendo lidar com isso. Confesso que fui estúpido com ela, pois tinha medo de que alguém descobrisse sobre nós, e a ideia de que o Ravi sabia da nossa história me deu nos nervos. Isso explicava a forma nada agradável que o Ravi estava me tratando ultimamente. Senti o sangue ferver em minha pele, e toda essa baboseira sentimental que ela estava falando começou a me irritar. Não podia continuar com aquele clima pesado que se estabeleceu entre nós. Sei que tenho um pavio curto, e se eu continuasse ao lado dela poderia magoá-la ainda mais. Queria me afastar um pouco para digerir aquela informação. Amália Hernandes foi a desculpa que eu precisava para sair da mesa. Conheci Amália há alguns anos em uma reunião de negócios. Ela solicitou os serviços da Bates para a elaboração de um sistema de segurança para a sua grife e eu fui o responsável pelas negociações. Desde o início, Amália demonstrou interesse em mim, mas eu nunca cedi às suas investidas. Vi a dor estampada nos olhos da Hanna quando me levantei e saí com a Amália para o meio do salão. Me xinguei internamente, mas precisava de um tempo para me recompor, tinha que assimilar cada palavra dita por ela. Hanna realmente estava me esquecendo?
— Adorei te encontrar aqui, Sydney. Foi uma grata surpresa. — Amália sorriu enquanto segurava meu olhar. Sorri educadamente.
— Sim, uma grata surpresa. Como anda a sua grife?
Ela deu uma risadinha.
— Parece que você continua o mesmo, Sydney. Só pensa em trabalho. — Ela jogou os seus braços em meu pescoço e dançamos pelo salão. Estava sentindo bem mais leve, pois era muito agradável estar na companhia de uma bela mulher. Richard se aproximou de mim e tocou em meu braço. Parei de dançar com a Amália por um tempo e me afastei para conversar com ele.
— Que foi, cara? — Ergui a sobrancelha. Richard encarou a Amália e deu um sorrisinho de canto.
— Tô gostando de ver, hein Syd.
Girei meus olhos.
— Não acredito que você me chamou só para dizer isso. Fale logo o que você quer?
— Só vim te pedir para ficar de olho na Hanna pra mim. Vou dar uma escapadinha com a Ana para trocar o óleo.
Arregalei os olhos, mas depois, dei risada.
— Pode ir sossegado, Richard. Ficarei de olho na Hanna.
Ele bateu em meu ombro.
— Aproveita para trocar o óleo também com a Amália. Você está precisando, cara.