Desde cedo, sempre tive tudo o que queria. Aprendi que sobrenome e poder são suficientes para me levarem ao topo, e que todos cairiam aos meus pés. Mas será que isso também é valido no amor?
Sydney Rodriguez Crawford é amigo e sócio do meu pai, ele...
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— Mas que caralho! — Olhei para meu computador que estava com erro de código. O processador queimou e vou ter que comprar essa desgraça em pleno fim de semana, já não bastava a noite terrível que eu tive. Só de me lembrar de que aquela cretina me fez de otário sinto meu sangue ferver. Ela vai me pagar. Ninguém rejeita um Bates, pois está em nosso sangue ser vencedor, seja no dinheiro ou na azaração. Ela ainda vai ser minha! Inconformado, levantei e procurei uma roupa na pilha que estava em minha cama. A verdade é que sou um bagunceiro, meu quarto é um verdadeiro covil, mesmo sendo arrumado todos os dias, eu sempre dou um jeito de espalhar tudo e isso deixa minha mãe possessa. Sou bem diferente do Ravi, aquele ali é todo organizado, o quarto dele é mais limpo do que uma sala esterilizada, sem falar na mania ridícula que ele tem de separar as roupas por cores, ali não bate bem das ideias. Abri um sorriso imaginando como seria ele fazendo sexo. Será que o Ravi mandaria a namorada se esterilizar antes do sexo? Não me aguentei e comecei a rir quase chorando. Credo, não posso pensar nessas coisas, eu sou um irmão terrível. Vesti uma bermuda camuflada, um tênis branco e uma camisa preta de manga. Coloquei meu Rolex e passei perfume. Eu estava me sentindo muito gostoso. Ainda não acredito que levei um fora. Olha para mim, sou um deus ruivo, uma raridade de homem! Meu corpo foi todo esculpido para o prazer e ela me rejeitou? Como ela teve a audácia de me chamar de foguinho? Balancei a cabeça sentindo minha raiva voltar com força. Saí do quarto e vi a Hanna entrando com o Ravi no quarto dela, esses dois são um grude. Desci as escadas e caminhei em direção a saída, quando parei abruptamente. Será que estou vendo um fantasma? Eu vi uma mulher sentada no sofá? Gelei da cabeça aos pés, morro de medo de fantasmas, mas ninguém precisava saber disso. Lentamente, voltei andando de costas e senti meu nervosismo tomar conta do meu corpo e um frio florescer em meu abdômen. E se esse fantasma me atacar? Porra, eu esqueci minha pistola. Virei lentamente minha cabeça em direção a mulher e tentei focar melhor sua imagem. Mesmo com a lente de contato, minha visão é uma desgraça e é complicado me acostumar com isso. Semicerrei os olhos e percebi que se tratava da Zoe. Ufa! Senti como se um peso de uma tonelada fosse retirado de mim. O que essa gatinha linda está fazendo sozinha vestida assim? A olhei de baixo a cima e dei um sorrisinho de canto. Ela usava shortinho curto, blusa levemente decotada e estava com os cabelos soltos. Ela notou minha presença e levantou a cabeça para me olhar nos olhos. Essa menina é linda demais. Me aproximei e notei que ela se retraiu. Agora que sei que ela é virgem, vou pegar mais leve, mas isso não me impede de brincar um pouco.
— Oi Rafa. — Ela me cumprimentou timidamente. Notei que ela me reconheceu e isso me deixou extremamente feliz. Desde que parei de usar óculos, todos nesta mansão me confundiam com o Ravi.
— Meu docinho, o que você faz aqui sozinha e com esse rostinho triste? — Me sentei ao lado dela brincando com seus cachos loiros. Aproveitei a proximidade dela e respirei seu perfume.
— A Hanna me convidou para assistir ao um filme. — Ela baixou a cabeça e ficou triste.
— E? — Levantei as sobrancelhas. Sempre tem um "E" quando uma moça fica triste na sala.