Para voltar ao passado e mudar o seu Destino, eles vão descobrir que cada pequena decisão, pode mudar, inesperadamente, o Futuro.
Em 2050, seis cientistas criam uma tecnologia que poderia mudar o mundo, ou destruí-lo. Eles constroem um Buraco de Min...
Nota da Autora: Chegamos ao último capítulo que pode ser um pouco polêmico.
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"Quem teve o privilégio de viver muito, sabe que o tempo é um mestre muito caprichoso. Às vezes, suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes, elas se depositam devagar como conta gotas diante da avidez de nossas perguntas.Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis ralentam. Enfim, tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, mudam a família. Só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando."
(Lícia Manzo - A Vida da Gente)
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Corporação Umbrella
Ela se levanta meio cambaleando e precisa se apoiar pelas paredes. Uma rápida olhada pela sala a faz perceber que está numa das salas da Umbrella.
- Mas, que merda! - ela xinga ao se dar conta que está presa naquela sala. - Alguém aí, me tira daqui! - a prisioneira continua a gritar e a bater na porta, até que a fechadura da porta começa a se mexer. Isso a faz recuar um pouco insegura.
- Leon? - De repente, o detetive surge por ali a surpreendendo.
- Oi. Me desculpa pela demora. - Ele se permite sorrir aliviado por, finalmente, tê-la encontrado.
- Você... você é real? - Ainda assim, a cientista está com medo de se aproximar dele.
- É claro que sou. - Ele continua sorrindo, gentilmente.
- Mas, eu vi... eu vi... Eu vi você morto. - Seu corpo está tremendo e seus castanhos lhe olham tão cheios de tormento.
- Olha pra mim, eu tô bem aqui com você! - Leon fecha a distância entre eles, depois carinhosamente enxuga as lágrimas dela e continua dizendo palavras de conforto. -Eu prometo que não vou deixá-la para trás dessa vez. - Seu coração está tão nervoso e assustado quando Ada o abraça apertado, como se tivesse medo que ele a deixasse. E o detetive retribui tocando seus lábios nos dela, num beijo cheio de urgência e sentindo como o corpo da cientista ainda está tremendo em seus braços. Apesar da situação, ambos estavam felizes por estarem juntos outra vez. - Como você veio parar aqui? - Ele se afasta um pouco para encarar o rosto dela.
- Eu... - Ela fica com o olhar perdido fazendo um esforço para se lembrar. - Não sei. Tudo parece um borrão.
- Bom, o que importa é que eu te achei. E nós vamos sair daqui juntos. - Ele queria tanto beijá-la de volta, mas o momento é interrompido quando de forma súbita, o lugar começa a tremer. Leon entrelaçou a sua mão na dela, antes de saírem da sala para um enorme corredor cheio de paredes brancas que começam a se partir. Era como se tivesse ocorrendo um terremoto na cidade.