Uma fanfic sobre os participantes do BBB21, Juliette e Rodolffo!
Como gostaríamos que as coisas acontecessem aqui do lado de fora, já que na casa eles fizeram com que nos apaixonássemos por eles, então eles que lutem.
Uma fanfic Rodette, Judolffo, R...
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Depois que liguei pra Ju fiquei meio pra baixo. Estava tão empolgado com a possibilidade da vinda dela, que me senti como uma criança quando ganha roupa ao invés de brinquedo. Fui continuar as gravações. Como não teria nenhum compromisso a noite, não estava me importando com a hora. Depois das gravações, ficamos resenhando, bebendo e rindo bastante. Mas confesso que não estava no clima. Até tentei brincar mais um pouco, mas não tava rolando. Resolvi ir pro meu quarto. Ia tomar banho e ligar pra Ju. Estava até me segurando para não ligar pra ela, pra fazer um charminho mesmo, mas não estava aguentando, precisava falar com ela. Esse trem de facetime viciava mesmo.
Os meninos me convenceram a ficar mais um pouco. Eles já estavam me zoando, por que nem tava namorando e já estava cadelinho dela. Indo pro quarto cedo pra ligar pra ela. Tava parecendo homi casado. Se bem que, nem quando eu era casado eu agia desse jeito. Que crochê mais doido moço, tava rendido mesmo. Consegui sair e fui pro quarto. Só conseguia pensar que era pra eu estar com a minha morena a noite toda. Ô desperdício gente, já tinha esquematizado tudinho na minha cabeça. Quando chego no meu quarto, vejo um bilhete na mesinha do lado da minha cama. Estava tão aéreo que nem dei ideia, imaginei que era algum recado sem importância, depois eu leria. Se fosse alguma coisa urgente teriam me ligado e não deixado recado.
Fui pro meu banho. Estava triste, queria tomar um daqueles banhos demorados em que a gente se perde no tempo, pensando na vida. No meu caso era na minha Juli. Depois que nos encontramos, tive a certeza de que queríamos a mesma coisa. Viver aquele sentimento novo que estávamos sentindo, mas tanto ela quanto eu, tinham muitas mágoas e cicatrizes, que poderiam nos atrapalhar muito, se não nos cuidássemos e principalmente, conversássemos. Eu sentia que ela queria gostar de mim, mas também sentia que esse sentimento causava medo nela. Não o medo de gostar de mim, mas do momento em que tudo estava acontecendo. Se parássemos para pensar, o certo seria nenhum dos dois se envolver agora. Ambos estavam muito focados na carreira e Graças a Deus, colhendo frutos ótimos do nosso trabalho. Mas quem disse que o coração trabalha junto com a razão?
Enquanto tomava meu banho, não conseguia parar de pensar nela. Em tudo o que tínhamos vivido, em como tinha sido muito bom. Seus olhos e seus olhares. O toque macio da sua pele. O jeito como jogava o cabelo. Sua entrega total durante o nosso amor. Seus dentes e seus sorrisos. Seus beijos e abraços. Pele, barriga e seus laços... Eita, quando vi já estava cantando: São armadilhas e eu não sei o que faço, aqui de palhaço, seguindo seus passos. Garotos não resistem aos seus mistérios. Garotos nunca dizem não. Garotos, como eu, sempre tão espertos, perto de uma mulher, são só garotos. Sim, estava me sentindo um garoto apaixonado.
Termino meu banho e começo a me enxugar sem pressa. Pensando na noite solitária que teria. Enrolo a toalha na cintura e vou pentear meu cabelo, quando vejo novamente o bilhete. Decido ler o que estava escrito e quase morro do coração. Só podia ser uma pegadinha dos meninos. Não tem outra explicação. Ainda mais escrito namorada, nunca que a Ju ia escrever aquilo pra mim. Mesmo incrédulo, decido verificar. Coloco uma calça de moletom e uma camisa. Penteio o cabelo e passo meu perfume, sim, o que ela gosta. Saio do quarto ressabiado, já esperando um susto ou uma brincadeira dos cumpades. Não vejo ninguém no corredor e decido ir até a pousada que reservei pra Ju.