O Incômodo

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É incrível, eu tenho que tirar o chapéu pra intuição da Ju, gente

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É incrível, eu tenho que tirar o chapéu pra intuição da Ju, gente. Parecia que ela sabia o que estava por vir. Ou, as vezes, estava bem evidente e eu não estava percebendo. Só sei que tive que me pronunciar em relação a Arícia. Não citei o nome dela, mas fiz questão de frisar que estava solteiro e que estava aproveitando isso. Aproveitei de chamar meu exército pra me defender desses sites de fofocas. Agora mais do que nunca tinha que seguir o conselho da Ju, de ficar na minha um pouco, pelo menos nesses trem que desse bafafá.

Cheguei baqueado em Goiânia. Assim que eu falei com a Ju, ela já me mandou procurar um médico pra ver o que era. Fui ao meu medico e ele me disse que era um resfriado. Perguntou se eu tinha pegado friagem e eu só conseguia rir, lembrando da música do Safadão, "O ar condicionado no 15 e a gente suando". Ele me passou um coquetel de vitaminas e disse que era preciso descanso. Em casa eu conseguiria descansar, né, pelo menos dormir eu ia... rsrs.

Enquanto vistoriava minha redes sociais e respondia algumas mensagens, dei de cara com o vídeo da entrevista que a Ju tinha dado para o Garotas Estúpidas. Comecei a assistir e dei uma gargalhada quando ele corrigiu o Piruca. Ela não ia largar esse apelido nunca mesmo, tinha que me acostumar. Continuo assistindo e já não gosto do que ouço. Ela disse que sou namoradorzinho e que não tinha paciência comigo. Ela ainda falou que eu não a ouvia, que falava comigo e eu fazia tudo de novo, isso era verdade, inclusive naquele momento ela estava certa. Terminou falando que era louca por mim, mas que eu dava trabalho, outra verdade.

Como já tínhamos o acordo de não expor nada, o que ela falou era bem coerente, mas confesso que o namoradorzinho me incomodou um pouco. Estava achando que nossa relação estava evoluído, mas esse adjetivo não condizia com isso. Entendo que ela quis dizer isso por causa das páginas de fofocas, que viviam falando de mim, mas ela era a pessoa que sabia que aquilo não era verdade. Será que ela estava com uma imagem de mim de antes, do cara que eu era, de como ela me via no programa, por que lá sim ela sempre falava que eu era paquerador. Tentei não me ligar nisso, mas aquilo ficou martelando na minha cabeça. Nosso fandon levou de boa, lingando tudo a mim, mas o fandon dela não. Eles pegaram isso para me atacar. Vocês sabem que não ligo pra isso, mas dessa vez eles estavam usando o que a Ju falou, então parece que teve um peso maior. Não sei, me incomodou. 

Saí das redes sociais e fui tentar fazer outras coisas para que isso saísse da minha cabeça. A Ju já tinha me ligado, então só nos falaríamos a noite, quando eu ligasse pra ela. Volta e meia vinha à minha cabeça. Comecei a lembrar das paqueras, agora do namorador e percebi que poderíamos não estar na mesma página do nosso relacionamento. Talvez eu tivesse me empolgando demais, enquanto ela só estava fazendo o combinado, de ver como as coisas aconteceriam entre nós. Me achei um grande bobo, pensando em conhecer os seus pais e talvez fazer um pedido de namoro. Como ela mesmo disse, eu tinha que maneirar um pouco. E acho que era nesse caso também.

Não me liguei na hora e vejo uma mensagem da Ju perguntando se eu estava melhor e se podia me ligar. Respondi que sim e só aí me dei conta de que não tinha ligado pra ela, como sempre fazia. Atendo e ela logo percebe que alguma coisa não está bem. Até tento disfarçar, mas cês conhecem a peça, né?

Apenas mais uma de AmorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora