Alguns dias depois do ataque na vila Floukru, o povo terrestre está pronto para atacar o novo território do Povo do Céu. No entanto, Clarke aparece fazendo uma proposta a Lexa. Seus povos estão presos em Mont Weader, a proposta é eles se unirem contra os montanheses e com isso o povo dos terrestres também conseguirão aqueles de seu povo que foram transformados em Ceifadores.
Lexa, após ver que é possível transformar novamente um ceifador em uma pessoa, coisa feita em Lincoln aceita uma trégua com o Povo do Céu. Com uma condição: Entregar Finn para ser morto por causa de todos que morreram em Floukru.
**
- Tive uma ideia. – diz Octávia, para Finn, Clarke, Bellamy, Abby e Jaha. – E se pedirmos ajuda a Alisha e Dylan?
- Não sabemos se Alisha está viva. – diz Bellamy. - E sabemos que Dylan não confia em nós, ela não vai querer nos ajudar.
- Precisamos tentar. – responde Clarke, com esperança que dê certo. - Vou pedir aos guardas para trazer Dylan aqui.
**
- O que vocês querem? – diz Dylan, assim que passa do portão da casa do Povo do Céu.
- Queremos te pedir para nos ajudar a mudar a opinião da Comandante sobre a morte do Finn. – disse Clarke.
- Estamos dispostos a fazer um julgamento para ele, no qual ele receberá a devida punição. – explica Abby.
- Receberá a morte? – questionada Dylan.
- Não é assim que fazemos. – responde Abby.
- Mas é assim que nós fazemos. Ele é responsável pela morte de 18 pessoas. 18!! – ela grita e depois se recompõe. – Finn deve pagar, a justiça deve ser feita.
- Justiça? – pergunta Abby, com um toque de desgosto. - Entregar um garoto de 18 anos é justiça para você?
- Vocês têm 12 horas para decidirem ou morrerão. – Dylan se vira para ir embora, mas Clarke grita.
- Nós sentimos muito. Sentimos muito pelo o que aconteceu na vila de vocês. Sentimos muito pela Alisha, mas isso não é o certo.
- Sentem muito pelo o quê? – pergunta Dylan.
- Pela morte de Alisha. Mas por favor, isso não é certo.
- Alisha está viva! Não graças a vocês devo dizer, mas está viva.
- Então por que ela não veio aqui? – pergunta Clarke, confusa.
- Porque se ela viesse não iria se conter, mataria Finn ela mesma, e todos os que tentassem impedi-la. – explica Dylan e depois em alto bom tom, termina de falar. - Agora escutem! Vocês pediram minha ajuda, e aqui está minha resposta: NÃO. Jus drein jus daun. Querem ajuda para tirar seu povo de Mont Weader? Então entreguem Finn. Do contrário – Dylan dá de ombros. – Não posso fazer nada.
E assim, Dylan vai embora, voltando para a barraca onde se encontram Alisha e Dahlia.
- O que eles queriam? – pergunta Dahlia.
- Que eu convencesse Lexa de mudar de decisão.
Alisha revira os olhos e solta um resmungo.
- Eles acreditam que você está morta, sabia?
- Era previsível. Eu não os vejo desde o acontecimento na ponte.
Lexa entra na barraca, ao lado de Indra e se dirige a Dylan.
- O que o Povo do Céu queria, Dylan?
- Que eu conversasse com você para não realizar a execução de Finn.
- E você quer que eu mude de ideia?
-. Finn deve pagar pelo seu erro. Jus drein jus daun. (Sangue se paga com sangue.)
- Eu concordo.
- Heda! – chama um guerreiro entrando na barraca. – É o garoto do Povo do Céu, ele se entregou Heda..
- Venham. Vamos acabar com isso.
Acompanhadas de Lexa e Indra, Alisha, Dahlia e Dylan saem da barraca e observam enquanto alguns guerreiros prendem Finn e outros comemoram.
- Ele matou 18 pessoas. Ele pagará pelas 18. Alisha, você é a líder de Floukru. Você que começa a execução.
Depois de dizer isso, Lexa entrega a Alisha uma espada, e começa seu discurso para todos aqueles que estão presentes.
- Guerreiros, povo terrestre, hoje nos reunimos para vingar a morte de 18 pessoas inocentes, habitantes de Floukru, suas lutas acabaram e hoje o sangue será pago.
- Esperem. Eu vim falar com a sua Comandante. – disse Clarke, aproximando-se da ponta da lâmina de Indra.
- Deixe-a passar. – ordena Lexa.
Indra tira a lâmina da barriga de Clarke e a dá espaço para caminhar até Lexa. Durante o caminho Clarke vê Alisha, que não a encara nos olhos para não mostrar as lágrimas em seus olhos.
- Você sangra por nada. Não pode impedir isso. Diz Lexa, olhando no fundo dos olhos de Clarke
- Não, só você pode. – diz Clarke, com a voz um pouco trêmula. - Mostra para todos o quanto você é poderosa. – ela olha para Finn e algumas lagrimas escorrem de seu rosto. - Mostre que pode ser piedosa. Mostra que não é uma selvagem. – ela implora.
Lexa fica em silêncio por um tempo e depois responde a Clarke.
- Nós somos o que somos.
- Eu também matei. – diz Clarke. - Eu queimei 300 do seu povo. Estou ensopada de sangue de terrestre. – ela fala.
- O Finn é culpado.
- Não, ele fez isso por mim. Matou por mim.
- E vai morrer por você.
Clarke pensa se usa a faca que Raven a deu e mata Lexa, mas pensa melhor e decide que não pode deixar que Finn sofra tanto antes de morrer, como Lincoln contou que seria. Ela olha para Finn, chorando e depois pergunta a Lexa:
- Eu posso me despedir?
Lexa acena com a cabeça em concordância e Clarke caminha até onde Finn está preso.
Alisha os observa, eles se beijam e conversam por alguns segundos. Depois Clarke abraça Finn e quando ela se afasta todos podem perceber que Clarke enfiou a faca na barriga de Finn, o matando.
Todos, inclusive Lexa ficam chocados. Alisha, Indra e outros guerreiros tentam ir para cima de Clarke, mas Lexa os impede.
- Está feito. – diz Heda, e todos a obedecem.
Clarke chora, e mesmo estando alguns quilômetros de distância, Alisha ainda assim, escuta os gritos desesperados de Raven, enquanto Bellamy a abraça e ela chora.
Uma parte de Alisha se sente feliz, sangue foi pago com sangue, mas outra parte, lamenta ter que ver Raven e Clarke sofrerem.
Desse jeito, ela vê que está entrando em um conflito interno. Ser só mais uma guerreira do exército de Lexa na aliança com o Povo do Céu, ou além disso, ser uma amiga dos Skaikru?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Os terrestres
Teen FictionOi, meu nome é Alisha, e eu vivo na Terra. A cem anos atrás, uma bomba nuclear, matou bilhões de pessoas. Nossa primeira comandante, criou um mundo usando uma anomalia no sangue, um sangue escuro. Este sangue modificou e possibilitou as pessoas que...
