Todos os dias uma jovem acordava de manhã, sem vontade de abrir os seus olhos que tinham sido enchidos de água na noite anterior, sem vontade de levantar o corpo que já havia sido visto por tantos olhos julgadores de pessoas conhecidas e desconhecidas.
Ainda com esperanças, esperanças de uma vida melhor, a jovem levanta se mas ao ver se ao espelho grita e ralha com ele pois fez uma obra de arte tão miserável e horrenda. Mas talvez a jovem só precise de um par de olhos novos para conseguir enxergar beleza.
Jovem, pobre jovem que faz obras de artes no seu corpo usando só é simplesmente a cor vermelha. Jovem, pobre jovem que já não aguenta mais viver neste mundo cheio de olhares.
Jovem não ligue aos comentários da sua familia que dizem que toda a sua tristeza vem daquele aparelho que a faz sentir menos sozinha na escola, denominado telemóvel (celular)
Jovem, pobre jovem, obrigada a ir para um lugar tão cruel, cheio de pessoas e preconceito com tudo e todos, onde é obrigada a trabalhar tanto. A escola
Jovem,pobre jovem que viu todos os amigos a desaparecerem num vazio escuro e sem fim. Mas agora, a sua melhor amiga é a solidão, que está lá todos os dias a olha la.
Dias,dias,dias a fio, em que as duas torneiras nos olhos da jovem eram abertas assim que chegava a aquele lugar horrivel a que chamava de casa, cansada, cansada da vida e de tudo.
Um dia em que a jovem estava cansada de fazer pinturas vermelhas no corpo subiu para um lugar bem alto, na esperança de tocar nas nuvens, mas a unica coisa que viu foi a sua nova amiga. Ela dizia levar a jovem para um lugar melhor, longe de tudo, e estendeu a sua mão...a jovem apertou a mesma. A nova amiga era a morte.
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Histórias pequenas, significados grandes
Short StoryPequenas histórias que talvez tenham algum significado para quem as lê