Capítulo 5

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_Até que enfim pensei que não ia chegar nunca!_

_O que faz aqui? _ recuei assustada.

_ Não sabe ? Vim ver você, não gostou da minha visita?_ Indaguei. _Deveria estar com saudade, não? Já faz 3 anos desde a última vez._ Disse sentado na poltrona naquele quarto escuro, somente a luz que vinha da sacada e o cigarro aceso no seu dedo.

_Henrique, por favor pode se retirar do meu quarto? Aliás, como entrou aqui?_ Disse nervosa.

_Eu poderia me retirar se você quisesse isso, mas você não quer._ Disse se levantando da poltrona e jogando o cigarro fora se aproximou de mim, enquanto eu tentava em vão me esquivar. _Fala pra mim que não sentiu saudades e eu vou embora. _ Falou olhando nos meus olhos com aquele olhar penetrante e intenso que deixava minhas pernas bambas, segurou o meu rosto e cheirou o meu pescoço demoradamente me deixando arrepiada pela barba que eu amava por sinal. _O cheiro que eu lembrava e nunca esqueci, esse perfume me faz perder os sentidos _ Disse num sussurro. _ Como consegui ficar afastado por tanto tempo?Senti saudade, minha loira._ Falou depositando um beijo quente no meu rosto.

_Henrique, por favor, você ficou maluco? Tá bêbado?_ Disse tentando ser racional e evitar o erro enquanto podia. _ Cadê a Amanda?_ Perguntei.

_Quem é Amanda?_ Disse com a voz arrastada, sem deixar de lado as carícias que eu estava quase me derretendo. _ Esquece tudo e vamos viver esse momento agora_ Dizendo isso, me beijou de forma exigente e bruta de sempre.

O beijo foi se tornando intenso e sôfrego, não tinha como resistir, o seu gosto era único, aquela mistura de tabaco com álcool era a combinação perfeita, quando vi já estava envolvida em seus braços e entregue de corpo e alma, Henrique me puxou contra seu corpo e caminhou para a cama com o corpo colado ao meu, me jogou na cama, tirou minha bota e subiu as mãos pela minha meia- calça preta, até chegar nas minhas coxas, eu já sentia o formigamento tomar conta do meu corpo, tirou minha saia de maneira bruta e abaixou a meia-calça que eu usava e voltou a me beijar.

_Sempre me provocando com essas roupas não é? _

Eu estava tão extasiada que eu não conseguia responder, só sentir. Henrique tirou minha blusa com um pouco de dificuldade, porque a blusa estava colada, parecia uma pele. Assim que retirou, voltou a beijar meu corpo com perfeição, só ele conseguia me fazer sentir daquela forma. Se posicionou em cima de mim em uma lentidão torturante, ele fez o caminho inverso dos beijos, voltando à minha boca, passou seus dedos de leve pelo meu colo e pegou meus braços colocando-os em seus ombros enquanto ele me erguia com uma de suas mãos em minhas costas para tirar o fecho do sutiã, que tirou com rapidez, começou a chupar meu seio e com outra mão tocava minha intimidade por cima da lingerie preta de renda que eu usava , me fazendo ofegar, se tinha algo que era admirável nele, é que sabia me tocar nos pontos mais sensíveis e me dar prazer como ninguém.

_Tá molhadinha já? Nem comecei ainda _ Sorriu com aquela cara safado que só ele tem.

E o cara era habilidoso, como pode ser perfeito em tudo? Vi que estava em desvantagem ergui meu tronco e comecei a arrancar peça por peça da sua roupa, até que ele estivesse só de boxer. Após ele deitar na cama, invertemos a posição, fiquei por cima, ainda o beijando, ele continuou mordiscando de leve meu seio direito, enquanto espalmava nas suas mãos o esquerdo, me fazendo ir à loucura.

_Achei desnecessário quando você colocou silicone, mas agora vejo que estava errado._ Disse ofegante entre os beijos. Henrique logo separou nossos lábios e girou o corpo comigo, me colocando embaixo dele novamente. _Gosto de ter o controle_ Deu um riso nasalado, e continuou seu trabalho, desceu os beijos para o meu colo, barriga, até o cós da calcinha, deixando completamente entregue e soltando suspiros toda vez que seus lábios úmidos encostavam-se a minha pele quente, eu estava em combustão e louca para senti-lo dentro de mim. Ele apenas sorriu maldoso, continuando com sua lentidão torturante, chegou em minhas coxas e em minha intimidade, prendi a respiração, mas ele apenas negou com a cabeça, retirando a calcinha, depositando um beijo na minha intimidade, para logo iniciar a minha sessão preferida, chupava e lambia em uma velocidade, que me deixava sem tempo para raciocinar direito o que estava acontecendo, eu o abracei mordendo seu pescoço de leve, havia sentido tanta falta de tudo aquilo... Arranhei seus ombros, descendo por seu peito , passando por sua barriga e por fim chegando ao cós de sua boxer, onde sua ereção era bem evidente. Mordi o lábio e olhei em seus olhos, sorrimos e demos um selinho enquanto eu abaixava sua boxer. O selinho logo se transformou em um beijo de arrancar o fôlego enquanto ele se livrava da boxer, e em seguida me colocou de quatro, me dando um belo tapa, já esperava por isso, era a especialidade dele, se posicionou na minha entrada e me penetrou com força, gemi alto, a verdade é que eu estava com saudades dele, e agora me sentia completa, como se todo o tempo que passamos longe um do outro nunca existiu, éramos só eu e ele ali, completos...Ele estocava com vontade me fazendo gritar de prazer, eu só pensava como tinha conseguido ficar tanto tempo longe, o quanto eu havia sentido sua falta e depois de tanto tempo, estávamos ali novamente, ele estava aqui, o meu Ricelly, o único homem perfeito pra mim, me fez sentir viva novamente. Ele aumentou a velocidade dos seus movimentos, fazendo-me gemer mais alto enquanto chegávamos ao clímax juntos, meu corpo inteiro estava vibrando, eu estava exausta e feliz....

_ Eu te amo tanto..._ Disse fechando os olhos, mas não tive resposta, só ouvi uma batida.

Marília

Abri os meus olhos e vi a claridade na janela, eu me recusava a aceitar que tudo aquilo foi um sonho, um sonho erótico com o Henrique, falara sério! Puta que pariu, acordei molhada que patético, eu tendo sonho com o marido alheio, me levantei na força do ódio e joguei a primeira coisa que eu vi pela frente. Eu precisava me tratar urgentemente e parar de beber tanto, isso estava tirando o meu juízo e estava fazendo eu ter delírios, eu sequer me lembrava como cheguei na cama para dormir.

_ Marília? Você está bem?_ Ouvi o Bahia perguntar depois de ouvir o estrondo do meu perfume que eu joguei no chão.

_ AGORA NÃO! _ Gritei com raiva. _Me sentei na cama e só chorei de raiva.

_Ok, só vim avisar que vamos sair daqui 30 minutos._ Não respondi, só ouvi os passos dele se afastando. Bahia me conhecia bem, quando eu não estava no meu melhor dia, e hoje será esse dia, já começou com o pé esquerdo.

Segui para o banheiro, me olhei no espelho e odiei o que eu vi, uma pessoa completamente acabada pela ressaca, senti as lágrimas descerem pelo meu rosto e logo limpei a bendita que insistia em escorrer sem esforço algum. Fui tomar um banho frio pra ver se aliviava o calor que eu sentia, fiquei uns 15 minutos só sentindo as lágrimas se misturar com a água do chuveiro. Após me higienizei e saí enrolada na toalha, procurando uma roupa para vestir nas minhas coisas. Escolhi uma calça jeans e uma blusa básica branca e um tênis para acompanhar o look despojado, coloquei um óculos escuro e meus fones de ouvido, não queria que ninguém visse meu estado deplorável depois de chorar tanto. Saí do quarto e fui para a mesa de café de manhã do hotel, onde Bahia me aguardava com um suco verde e um café preto, sentei na cadeira e tomei o suco uma só virada. Bahia não perguntou ou fez comentário e é por isso que ele trabalha tanto tempo comigo, ele sabe a hora de se calar. Continuei calada, só absorvendo o som que eu escutava.

_ Podemos ir._ Disse me levantando e seguindo para o lobby do hotel, Bahia me seguiu e entramos na van que já nos aguardava. Ao entrar me sentei no último banco peguei um travesseiro e me desconectei do mundo, fingindo estar dormindo, mas meus pensamentos estava ligado no 220v nem que eu quisesse desconectar não iria conseguir, o sonho não saía da minha cabeça, foi tão real e fiquei com raiva de lembrar que em nenhum momento mostrei resistência a sua investida, estava autoritário como eu me lembrava desde sempre e eu submissa como uma idiota.

Dei graças a Deus quando o carro estacionou em frente a minha casa, já era quase umas 17:00h, parece que quando a gente não está bem, as viagens demoram mais que o necessário, eu só queria ir para o meu quarto e ser abduzida para outro planeta, mas a realidade era outra, eu tinha pessoas que dependia de mim, como por exemplo: esse pinto de gente que me aguardava na porta, meu filho. Eu dei o meu melhor sorriso e o peguei no colo, enchendo-o de abraços e beijos. Subi as escadas com o Léo, e fui para o meu quarto, não antes de ouvir a minha mãe perguntar para o Bahia o que tinha acontecido. Incrível como minha mãe tinha esse instinto de perceber que eu não estava bem, mesmo dando o meu melhor sorriso, percebeu que tinha algo errado.

_Eu não sei de nada, Marília veio calada desde que saímos do hotel, a única coisa que eu sei é que ela já acordou assim, e no quarto do hotel ela quebrou um perfume._ Ouvi ele dizer.

Segui para o meu quarto sem ouvir qual foi a reação da minha mãe, pois eu sabia que ela viria me investigar, assim que tivesse oportunidade.

Brinquei um pouco com o Léo e logo Mazé bateu na porta dizendo que estava na hora de tomar banho, entreguei o Léo para ela e tranquei a porta, eu amava minha mãe, mas eu não estava a fim de conversar no momento, eu precisava ficar sozinha mesmo.


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