a praia |24

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Entro em meu carro enquanto dirijo com pressa, a chuva desmorona do céu que estava preto, já era tarde, não avisará ninguém, nem Jeongin nem Felix sabiam que s/n estava a caminho do local, embora já fosse de se esperar que a mesma iria sozinha e sem avisar, após algumas ligações a mesma de forma ingênua desliga seu telefone e se concentra na estrada logo chegando a uma estrada de terra, há um lado mato e ao outro mais mato.

Ligará meu telefone encarando dentro de meu carro o pequeno caminho que formava entre o mato, me perco de meus devaneios com a ligação de Felix. "Como ele tem meu número? Não me lembro de ter passado.."

- Alô?

- S/n não me diga que você está onde eu acho que está!

- É..

- Yah não consigo acreditar, ela está louca!?

Escuto uma voz familiar ecoando de longe.

- Kai?

- Sim, ele está aqui..

- O que? Porque? Vocês se conhecem?

- Isso não vem ao caso, me passe sua localização, vamos até você!

- aish..

Antes de dizer qualquer coisa a porta de meu carro se abre e a última coisa que vi foi a silhueta de um grande homem.

    -Yeonjun on-

Estava acariciando o gato que ronronava feliz enquanto passará a mão sobre seus pelos macios, ao ouvir as altas batidas sobre a porta, já imaginando caminho até a mesma que se abre com força batendo sobre meu rosto me fazendo dar passos para trás e como presvito lá estava ele, em carne e osso, Park Sung-hoon, me encarando com seu sorriso irônico junto de dois rapazes.

- Quanta covardia... Não se garante sozinho?

Digo rindo enquanto o mesmo se aproxima de mim me apunhalando, luto mas é em vão, os enormes homens me seguram enquanto o mesmo me batia, por fim dando um golpe final me fazendo desmaiar.

Acordo com uma dor extrema de cabeça, entre gemidos acabo me virando para o lado e vendo um dos homens dormindo, com dificuldade por estar com as mãos e pernas amarradas consigo chegar até o mesmo pegando seu telefone e mandando uma breve mensagem para s/n que de imediato visualiza, ao ver que o mesmo iria despertar apago a mensagem só para mim, devolvendo seu telefone e me jogando para o canto enquanto o mesmo abria seus olhos espantado com meu despertar, ele caminha até mim me segurando pelo colarinho e erguendo sua mão pronto para me desmaiar em apenas um murro.

Mas antes que o mesmo possa prosseguir com tal ato a porta se abre bruscamente enquanto outro rapaz mascarado carregava uma garota amarrada com um saco sobre sua cabeça, ele a joga com brutalidade ao meu lado assustando o homem que trabalhará para o mesmo que me solta de imediato dando passos longos para trás, o homem mascarado caminha até a garota tirando o saco de sua cabeça revelando seu rosto machucado e pálido, ao perceber de quem se tratava não conseguia sentir nada mais do que o ódio que fervia pelo meu corpo me enlouquecendo, s/n me olha e sorri logo deitando sua cabeça sobre o chão de forma aliviada, mesmo com o pano amarrado sobre sua boca a mesma expressava o quão aliviada estava por ver que eu estará vivo.

      
    S/n on

Nunca me senti tão aliviada quanto naquele momento em que vi seu rosto machucado mas inteiro, sorrio enquanto deito minha cabeça sobre frio chão de concreto respirando aliviada mesmo diante de tal situação, ver que ele estava vivo e inteiro de certa forma me trouxe um grande conforto, porém o que iria acontecer conosco só de pensar sentia arrepios.

- Você está louca!?

Yeonjun grita de forma abafada por conta da fita em sua boca.

- Vocês são tão patéticos, olhem só esses dois pombinhos.

O homem mascarado diz enquanto caminha com seu taco o encostando sobre minha cabeça e a empurrando, estava tão exausta que nem me importava, estava prestes a cair no sono ali mesmo, o homem me chutava sem dó nem piedade, tudo o que conseguia ouvir eram os gritos desesperados vindos de Yeonjun, abro meus olhos com dificuldade, minha visão estava turva, já não ouvia nem via o que estava acontecendo com clareza, a última coisa da qual me lembro é de ver o moreno se soltando e pulando para cima do homem mascarado.

Yeonjun on

Ele batera nela sem dó nenhum, como se não passa-se de nada, meu desespero cada vez maior, o ódio, a culpa, centenas de sentimentos em uma intensa guerra dentro de mim me fazendo explodir, como? Eu não faço a mínima ideia, o intenso calor do momento, quando menos percebi já estava solto e com as mãos na garganta do desgraçado o espancando como jamais fiz antes, ao deixá-lo quase sem vida sobre o chão, ainda batendo no mesmo sinto sua leve e gelada mão sobre meu braço me fazendo parar de imediato com o ato, os homens? Após a chegada do mascarado e os primeiros ponta pés em s/n eles apenas meteram o pé nos deixando ali.

Coloco s/n sobre meu colo entre prantos, era como se toda a dor, tudo de ruim, todos os sentimentos presos em mim, finalmente, após anos, se viram livres para escaparem da agonia e ali eu chorei, com ela sobre meus braços, com toda a culpa, ela mesmo sem consciência alguma passava seus dedos gentilmente sobre meu rosto limpando minhas lágrimas, seguro sua mão que pousará em meu rosto com força, olho para os lados mas é em vão, o que eu espero? Que alguém apareça magicamente sendo que estamos no meio do nada? Foi como se alguma divindade suprema ou só por ironia do destino alguém estivesse lendo meus pensamentos, observando a enorme guerra que ali acontecia dentro de mim.

Os três rapazes aparecem sobre a porta, um seguido do outro correndo em nossa direção, com seus rostos furiosos, tendo ou não sua raiva direcionada a mim, parecia que milhões de pessoas olhavam com desprezo para mim, estava completamente sufocado e ainda chorava em desespero, vejo Kai que corre até nós me segurando pelo colarinho com seus olhos que ferviam em raiva, a garota sobre meu colo, Felix tentando o tirar de cima de mim e o pobre Jeongin que assistia tudo espantado e sem reação. Um completo caos presente tanto em minha mente quanto ali na difícil e dolorosa realidade...

    S/n on

Abro meus olhos com dificuldade enquanto sentia meu corpo pesado e dolorido, a luz que invadia o quarto quase me cegará ao ver a silhueta de meu amor ali ao meu lado, ele usará vestes de cor branca, tão branca quanto a neve, estávamos em uma praia sorrindo e andando de mãos dadas, ele para sobre a areia e a felicidade dolorida aparece em seu sorriso e em seguida uma luz branca que quase me empedia de vê-lo, Yeonjun estende sua mão para mim e o que ouço é apenas um "piiiii" como de um monitor de batimentos cardíacos após alguém morrer.

🦋

BAD BUT BEAUTIFULHistórias para pegar e não largar. Descubra agora