11º Capitulo

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Ouço o telemóvel a tocar e pego nele atendendo a chamada.

- Estou?

- Menina Katherine! Por que a menina não está acordda e no Starbucks?

- Hã?! - abro um olho, ficando confusa com a pergunta. - Do que é que estás a falar Amanda?

- Tu não te lembras?! Nossa, a noite de ontem deve ter sido bombástica para a menina... - fala com sarcasmo - Vê o dia de hoje.

Abro ambos os olhos e sento-me na cama, olhando para a data que se encontra na ponta do ecrã do telemóvel.

- Não posso?! É-É hoje!- gagueijo um pouco surpreendida.

- Bingo fofa! - Levanto-me da cama, com o telemóvel entre o ombro e o ouvido e começo a andar de um lado para o outro e quando para em frente do espelho do armário olho para o meu estado. O cabelo todo despenteado, a maquiagem toda borratada, o vestido todo amarrotado e um cheiro enorme a álcool sentia-se no vestido. Começo a tirar o vestido desapertando um pouco o fecho que tava atrás das costas. - Já agora o Harry vai aí buscar-te. Adeus!

- Espera... O quê? O Harry vem ai? - grito mas ela não me ouviu pois desligou o telemóvel e arrependo-me de ter gritado. A minha cabeça começa a doer, e eu sento-me na cama, pondo as mãos na cabeça. Fecho os olhos, apesar de não ajudar nada, mas a cabeça continua a doer. Abro os olhos, levanto-me devagar e saiu do quarto, começando a descer as escadas que se encontram no corredor, mas a visão começa a ficar turva e agarro-me ao corrimão para não cair continuando a descer. Chego ao hall de entrada e entro na cozinha. Abro a primeira porta do armário vasculho deixando cair a caixa de cereais ao chão, mas não me preocupo em apanhar porque as dores de cabeça ficam cada vez mais fortes. Abro a gaveta e encontro os comprimidos que o médico recitou para quando houvesse este tipo de emergências e meto á boca, pegando num copo com água e engulo o comprimido. "Talvez seja do álcool de ontem Katherine. Tem calama e respira fundo". Pouso o copo e meto a mãe á cabeça sentindo-a a acalmar.

Vou até ao meu quarto e pego nas roupas que vou usar assim como a minha roupa íntima e vou direta á casa de banho. Ao entrar pouso as roupas e olho-me ao espelho. Apesar da maquiagem estar toda borrada parece que não tenho olheiras e lavo um pouco a cara, tirando o vestido, de seguida, deixando-o cair ao chão. Tiro o sutien e ponho o cabelo para o lado do ombro esquerdo. Viro-me um pouco de lado e vejo a tatuagem da pequena borboleta, no lado do ombro direito, nas costas, e toco nela. Sinto a marca dos pontos da cicatriz que está escondida na tatuagem e ponho-me a observá-la. Cada traço do desenho, a sua tinta negra... foi tuddo feito á medida para que não se nota-se a pequena marca que permanecia nas costas. Deixo de encarar o espelho e tiro resto da roupa e entro no chuveiro, fechando as portas. Ainda sinto um pouco da dor de cabeça, mas relaxo quando sinto a água quente a bater no meu corpo descoberto. Saiu do chveiro e seco-me, começando, em seguida a vestir-me. Visto as calças pretas e a blusa verde sem mangas de ceda e calço as sapatilhas pretas. Seco o meu cabelo e ponho-o preso num rabo de cavalo. Meto um batom rosa claro, e meto eyeliner e rímel, deixando o rosto um pouco mais ao natural, já que não tenho olheiras.

Oiço a campainha e desco as escadas e abro a porta. Vejo o Harry com uma camisola branca em v simples e umas calças pretas com umas vans também pretas.

- Olá! - ele fala.

- Olá! Entra, estou quase a acabar! - dou espaço para ele entrar e subo as escadas. Pego no relógio e meto-o no pulso, ponho o telemóvel e a carteira na bolsa e saiu do quarto pronta- Começo a descer as escadas e sorriu ao ver o Harry a sorrir para mim.

- Vamos? - ele pergunta

- "Katherine!" - a minha cabeça começa a estalar ao ouvir esta voz.

Harry POV

- Vamos? - pergunto-lhe ao ver que ela estava a descer as escadas. Não sei se lhe devo dizer o que se passou ontem, mas decido não contar.

Quando olho para os seus olhos sinto que alguma coisa está mal, vendo ela a fechar os olhos com força e a começar a cair das escadas e corro até ela. Ela cai sobre os meus braços, estando o seu tronco entre eles e a sua cabeça no meu ombro, até que cai devagar por eu a estar a segurar.

- Kath! Katherine! - ela não me responde e eu olho em volta do hall de entrada á procura de um telefone. - Espera aqui Kath! Eu vou pedir ajuda. - Ia levantar-me até que sinto uma mão a agarrar o meu braço.

- N-Não... vás! - ela fala com uma voz fraca.

- O quê? Estás bem Kath? - pregunto preocupado.

- Estou... - ela tenta levantar-se, apoiada em mim, mas cai novamente, tenatndo segurá-la. Ela agarra-se novamente em mim e tenta levantar-se e desta vez com sucesso. - Não contes isto a ninguém! Está bem? - ela está posicionada ao meu lado, mas virada para as inhas costas, fazendo com que nõ consegui-se ver o seu rosto, mas as suas palavras saem seguras fazendo com que ue ficasse quieto.

- Está bem! - falo e viro-me de costas, vendo ela a sair pela porta, ficando á minha espera para a poder trancar.

 Abro o carro e ela entra e fecha a porta e eu faço o mesmo, entrando e ligando o motor do carro.

Pelo caminho ao Starbucks, tudo fica calado sem nenhuma voz a ouvir-se nem mesmo a rádio, só o motor do carro e acho melhor assim para podermos pensar sobre o que acabou de acontecer

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Desculpem o atraso. Já era para publicar á mais tempo, mas bem... aqui está. Espero que tenham gostado.

The Boy of my DreamsOnde histórias criam vida. Descubra agora