Eu voltei ao meu quarto depois de falar com meus pais e fiquei pensando, eu simplesmente ao conseguia enxergar a luz ao final do túnel. Meu mundo estava desabando e eu não podia fazer nada, eu teria que falar com a Zoey e isso seria a coisa mais difícil que faria na minha vida, aquela noite eu não dormi, eu passei a noite em claro sentindo o fim do mundo em minha cabeça, era o fim tudo estava acabado. Eu desejei que Bianca tivesse um infarto e morresse, desejei que alguém a estrangulasse até a morte e pensei em fazer eu mesmo, pensei em matá-la com as minhas próprias mãos, ela nunca mais faria mal a ninguém.
Mas eu não era assassino, eu não o faria, eu seria o mártir, eu iria até o fim para que todos fossem felizes, essa sempre havia sido minha intenção.
O dia estava amanhecendo quando John entrou em meu quarto, mas eu não queria falar com ele, parte do que estava acontecendo era culpa dele também. Ele sentou-se na beirada da minha cama, ele parecia branco.
- Eu soube... – ele disse quebrando o silencio entre nós.
- Como?
- Estava em meu turno quando seus pais estavam discutindo o que fazer, Amberly estava com eles ela e Antony, estão todos juntos tentando contornar as coisas, escutei quando Katherine ligou, escutei ela berrar ao telefone, ela disse que iria quebrar não só a espinha de Bianca, mas a Bianca inteira – ele finalizou com um suspiro.
- John não é culpa sua, é minha também, eu deveria ter parado você a começar por Ella – eu disse me sentindo infeliz.
- Soube que Lucky colocou uma barata no travesseiro de Bianca esta noite, estão todos tentando consertar a merda que eu fiz – ele disse e eu suspirei.
- A barata deveria ter entrado na boca dela e ela deveria ter morrido engasgada – eu disse e ele riu sem humor.
- Eu poderia dar cabo dela – ele disse e eu o olhei com esperança nos olhos e então meneei a cabeça.
- Não, eu não o tornaria um assassino para cobrir a sujeita – eu disse agora me sentando ao seu lado.
- Mas será isso? Você irá sucumbir à chantagem de Bianca? – ele perguntou e eu olhei para frente sem conseguir sentir mais nada alem de vazio.
Escutei uma batida à porta e ficamos atentos, estreitei os olhos quando eu vi, Ella entrar com Ivy, ela caminhou até mim e sentou-se ao meu lado, ela encostou sua cabeça em meu ombro sem dizer nada, Ivy fez o mesmo com John, foi como se fosse a um ano atrás, estávamos juntos de novo e não havia nada alem de nós.
Mas eu desconfiei da amnésia de Ella.
- Ela não o merece – disse Ella suavemente.
- Você se lembrou de todo mal que me fez? – eu disse bruscamente me levantando e fazendo todos me olharem.
- Não tudo, alguma coisa, mas eu te garanto que não fiz o que ela esta fazendo – disse Ella, com um olhar vazio de emoções.
- Você tentou me matar – eu disse com veemência.
- Ivy me contou – ela disse com um olhar inexpressivo.
- Você pode ter perdido as lembranças, mas isso não expira seus crimes – eu disse.
- Nada pode fazê-lo – ela disse.
- Porque a trouxe Ivy? – perguntei bruscamente e ela se encolheu.
- Meu pai comentou o ocorrido com a garota da seleção, e Ella escutou queria ver você – disse Ivy choramingando.
- Posso ajudar em alguma coisa? – disse Ella e seu olhar era medonho, ela estava tão desprovida de emoções.
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Príncipe de Illéa - Livro 2 (Completo)
Fanfiction(Fanfic de "A Seleção") Meu nome é Shalom Singer Scheave, filho da rainha America e do rei Maxon. Em breve, completarei dezenove anos e começará - para meu tormento - a minha seleção. Trinta e cinco garotas de toda Illéa irão disputar meu coração e...
