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Estava começando a anoitecer, Élis sabia disso por quê sua cela estava começando a ficar fria, ela olhou para as mãos e viu que elas estavam tremendo e tinham uma aparência pálida, ela esfregou as mãos tentando esquentá-las e bufou.
" Esse lugar parece que fica mais frio a cada dia!" - ela pensou, ela olhou por entre as grades e poder ouvir o barulho alto de música élfica, provavelmente estavam fazendo uma festa.
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Legolas se mantinha sério sentado ao lado do pai enquanto os outros elfos dançavam, cantavam e riam, alguns até cambaleavam por causa do vinho, o rei Thranduil estava sentado á mesa de jantar com uma taça de vinho na mão, ele estava levemente embriagado e não parava de sorrir, Legolas não gostava de festas, ele não gostava do modo como os elfos se comportavam.
" Raios! Sempre que há uma festa, eles bebem, principalmente meu pai..." - ele pensou. - "Quer saber? Já chega!" - Legolas se levantou e começou a andar em direção ao portão.
- Aonde vais, meu filho? - Thranduil perguntou com uma voz vagarosa, Legolas se virou, olhou para o pai e falou, furiosamente:
- Não aguento mais ver um bando de embriagados na minha frente. - ele se virou novamente e continuou: - Estarei em meus aposentos! - Ele caminhou em passos pesados ate o portão,saiu do salão e caminhou pelo corredor, o som da música ecoava pelo corredor, ele continuou andando até que algo o fez parar,um som, um som diferente da música que tocava no salão, ele caminhou vagarosamente, prestando bastante atenção ao som, quanto mais ele andava,mais o som se tornava claro, o som estava vindo das escadas para o calabouço, uma voz melodiosa e calma cantava uma canção.
...Adentrando cavernas, calabouços perdidos
Devemos partir.....
Legolas desceu as escadas e parou, esperando ouvir mais alguma coisa.
Buscando tesouros,há muito esquecidos
Ele pulou de onde estava para uma ponte de pedra logo abaixo e caminhou por entre as celas a procura da voz.
Zumbiram pinheiros sobre a montanha
Uivaram os ventos em noites azuis
Legolas se aproximou da cela de Élis e espiou,Élis estava sentada no chão e encostada na parede, ela olhava para o cristal que brilhava fortemente.
O fogo vermelho queimava parelho
As arvores-tochas em fachos de luz
O silêncio tomou conta da cela de Élis, ela olhou para o portão e viu algo se mexer.
- Olá? - ela falou. - Tem alguém por aí?
Legolas ficou em frente a cela de Élis e ela suspirou aliviada.
- Você me assustou, elfo. - ela falou, sorrindo.
Legolas lançou um olhar confuso para ela.
- A assustei?
- Sim, achei que fosse algum orc, sinto muito.
- Sem problema. - ele falou, rispidamente, ele olhou fixamente para o cristal que estava na mão esquerda de Élis, ela percebeu que Legolas olhava para a mão dela e ela mostrou o cristal para ele.
- É isso que você procura?
Ele pegou o cristal da mão de Élis e ficou admirando a Lua, Élis achava engraçado o modo como Legolas olhava para o cristal, como se estivesse hipnotizado.
- O que você faz aqui?
Legolas olhou para Élis e falou:
- Eu ouvi uma canção vindo daqui e decidi ver.
Élis ruborizou e falou,envergonhada: - Você.... Me ouviu cantar, não é?
- Sim.
- Eu achei que ninguém me ouviria. - ela falou, envergonhada.
- Não há problema, ao menos sua canção era melhor que a música que está tocando no grande salão.
Élis abaixou a cabeça para que Legolas não visse o quão vermelho seu rosto estava.
- Estás bem?
- Sim, estou bem.
Legolas voltou a olhar para o cristal, que agora se mostrava como uma lua branca e minguante.
- Qual o seu nome? - Élis perguntou, Legolas olhou para ela por um instante e voltou a olhar para o cristal, sem dizer nada.
- Então é isso? Ficará em silêncio?
Legolas se manteve calado.
- É uma simples pergunta que pode ser respondida por uma palavra, somente uma,elfo. - ela falou, com uma ponta de raiva.
- Legolas.
- Legolas? ...Hum, Legolas....É estranho para mim,mas.... - Élis levantou os ombros e continuou - O que posso dizer, somos seres diferentes. - ela sorriu, Élis estendeu o braço por entre as barras e falou:
- Eu sou Élis.
Legolas olhou para a mão de Élis, confuso.
- O que está fazendo?
- Ora, estou te cumprimentando.
Legolas lançou um olhar desconfiado a Élis, ela recolheu o braço e falou:
- Ah! Esqueci que vocês,elfos, não gostam dos anões, e nós também não gostamos de vocês.
- Por quê?
- Por várias razões, meu pai não gosta de vocês por que ele pediu ajuda a alguns elfos e eles não ajudaram, e eu não gosto de vocês por que são altos.
- Por que somos altos?
- Sim, é que me faz sentir como se eu fosse insignificante, e eu odeio isso. - ela sorriu, Legolas se manteve sério e devolveu o cristal para Élis, ela o pegou e falou:
- Isso é um arco?
- Sim.
- Posso ver?
Legolas hesitou por um momento, ele tirou o arco das costas e o segurou com as duas mãos.
- É muito bonito...Eu tentei usar um arco uma vez, foi um desastre. - ela sorriu, Legolas colocou o arco nas costas e falou:
- Claro que foi, vocês, anões, só usam machados e espadas.
- Isso é verdade. - Élis riu.
- Eu preciso ir.
- Até a próxima, Legolas.
- O que te faz pensar que haverá uma próxima vez?
- Nada, é só uma forma de falar.
Legolas começou a se afastar e Élis se deitou na cana e dormiu.
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Retorno a Erebor
FantasyÉlis é uma anã de cabelos ruivos, olhos verdes e pele branca, ela tinha uma bela vida em Erebor com seus pais, Barin Martelo-de-pedra e Amena Safira, até o dia em que o grande dragão Smaug dominou a montanha, Amena morreu tentando salvar as pessoas...
