Conversas Proibidas

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Olá, people! Estão gostando da história?...Eu realmente estou muito feliz por quê esta história está com mais de  100 VIEWS! Eu quero agradecer a todos vocês por tudo! ;* bjs
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Estava começando a anoitecer,  Élis sabia disso por quê sua cela estava começando a ficar fria, ela olhou para as mãos e viu que elas estavam tremendo e tinham uma aparência pálida, ela esfregou as mãos tentando esquentá-las e bufou.

" Esse lugar parece que fica mais frio a cada dia!" - ela pensou, ela olhou por entre as grades e poder ouvir o barulho alto de música élfica, provavelmente estavam fazendo uma festa.

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Legolas se mantinha sério sentado ao lado do pai enquanto os outros elfos dançavam, cantavam e riam, alguns até cambaleavam por causa do vinho, o rei Thranduil estava sentado á mesa de jantar com uma taça de vinho na mão, ele estava levemente embriagado e não parava de sorrir, Legolas não gostava de festas, ele não gostava do modo como os elfos se comportavam.

" Raios! Sempre que uma festa, eles bebem, principalmente meu pai..." - ele pensou. - "Quer saber? chega!" - Legolas se levantou e começou a andar em direção ao portão.

- Aonde vais, meu filho? - Thranduil perguntou com uma voz vagarosa, Legolas se virou, olhou para o pai e falou, furiosamente:

- Não aguento mais ver um bando de embriagados na minha frente. - ele se virou novamente e continuou: - Estarei em meus aposentos! - Ele caminhou em passos pesados ate o portão,saiu do salão e caminhou pelo corredor, o som da música ecoava pelo corredor, ele continuou andando até que algo o fez parar,um som, um som diferente da música que tocava no salão, ele caminhou vagarosamente, prestando bastante atenção ao som, quanto mais ele andava,mais o som se tornava claro, o som estava vindo das escadas para o calabouço, uma voz melodiosa e calma cantava uma canção.

...Adentrando cavernas, calabouços perdidos
Devemos partir.....

Legolas desceu as escadas e parou, esperando ouvir mais alguma coisa.

Buscando tesouros,há muito esquecidos

Ele pulou de onde estava para uma ponte de pedra logo abaixo e caminhou por entre as celas a procura da voz.

Zumbiram pinheiros sobre a montanha
Uivaram os ventos em noites azuis

Legolas se aproximou da cela de Élis e espiou,Élis estava sentada no chão e encostada na parede, ela olhava para o cristal que brilhava fortemente.

O fogo vermelho queimava parelho
As arvores-tochas em fachos de luz

O silêncio tomou conta da cela de Élis, ela olhou para o portão e viu algo se mexer.

- Olá? - ela falou. - Tem alguém por aí?

Legolas ficou em frente a cela de Élis e ela suspirou aliviada.

- Você me assustou, elfo. - ela falou, sorrindo.

Legolas lançou um olhar confuso para ela.

- A assustei?

- Sim, achei que fosse algum orc, sinto muito.

- Sem problema. - ele falou, rispidamente, ele olhou fixamente para o cristal que estava na mão esquerda de Élis, ela percebeu que Legolas olhava para a mão dela e ela mostrou o cristal para ele.

- É isso que você procura?

Ele pegou o cristal da mão de Élis e ficou admirando a Lua, Élis achava engraçado o modo como Legolas olhava para o cristal, como se estivesse hipnotizado.

- O que você faz aqui?

Legolas olhou para Élis e falou:

- Eu ouvi uma canção vindo daqui e decidi ver.

Élis ruborizou e falou,envergonhada: - Você.... Me ouviu cantar, não é?

- Sim.

- Eu achei que ninguém me ouviria. - ela falou, envergonhada.

- Não há problema, ao menos sua canção era melhor que a música que está tocando no grande salão.

Élis abaixou a cabeça para que Legolas não visse o quão vermelho seu rosto estava.

- Estás bem?

- Sim, estou bem.

Legolas voltou a olhar para o cristal, que agora se mostrava como uma lua branca e minguante.

- Qual o seu nome? - Élis perguntou, Legolas olhou para ela por um instante e voltou a olhar para o cristal, sem dizer nada.

- Então é isso? Ficará em silêncio?

Legolas se manteve calado.

- É uma simples pergunta que pode ser respondida por uma palavra, somente uma,elfo. - ela falou, com uma ponta de raiva.

- Legolas.

- Legolas? ...Hum, Legolas....É estranho para mim,mas.... - Élis levantou os ombros e continuou - O que posso dizer, somos seres diferentes. - ela sorriu, Élis estendeu o braço por entre as barras e falou:

- Eu sou Élis.

Legolas olhou para a mão de Élis, confuso.

- O que está fazendo?

- Ora, estou te cumprimentando.

Legolas lançou um olhar desconfiado a Élis, ela recolheu o braço e falou:

- Ah! Esqueci que vocês,elfos, não gostam dos anões, e nós também não gostamos de vocês.

- Por quê?

- Por várias razões, meu pai não gosta de vocês por que ele pediu ajuda a alguns elfos e eles não ajudaram, e eu não gosto de vocês por que são altos.

- Por que somos altos?

- Sim, é que me faz sentir como se eu fosse insignificante, e eu odeio isso. - ela sorriu, Legolas se manteve sério e devolveu o cristal para Élis, ela o pegou e falou:

- Isso é um arco?

- Sim.

- Posso ver?

Legolas hesitou por um momento, ele tirou o arco das costas e o segurou com as duas mãos.

- É muito bonito...Eu tentei usar um arco uma vez, foi um desastre. - ela sorriu, Legolas colocou o arco nas costas e falou:

- Claro que foi, vocês, anões, só usam machados e espadas.

- Isso é verdade. - Élis riu.

- Eu preciso ir.

- Até a próxima, Legolas.

- O que te faz pensar que haverá uma próxima vez?

- Nada, é só uma forma de falar.

Legolas começou a se afastar e Élis se deitou na cana e dormiu.

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