Quando o sol finalmente descansou, todos no reino também descansaram, Élis pegou sua capa, se deitou e dormiu.
Os corredores do grande reino estavam silenciosos e vazios, o rei aproveitou este momento para dar um xeque mate no que estava acontecendo, ele caminhou até a escadaria para o calabouço, pegou o aro de chaves e então desceu os degraus, ele se aproximou da cela, colocou a chave na fechadura e a girou, o estalo do portão foi bem alto e fez com que Élis se acordasse, ela se sentou na cama e esfregou os olhos, sua visão estava levemente embaçada e ela mal reconheceu o individuo que estava parado a frente de sua cela, que já estava aberta.
- Legolas? o que faz aq...? - quando sua visão finalmente se tornou nítida, ela se espantou ao ver o grande rei elfo á sua porta.
- O...O que o Senhor faz aqui? - ela falou espantada, o rei, com sua voz ríspida e séria, apenas disse:
- Me acompanhe.
Élis se levantou e seguiu o rei sem ao menos entender o que estava acontecendo, eles caminharam pelas pontes do calabouço, subiram as escadas e andaram pelo longo corredor, viraram á esquerda e pararam em frente ao grande portão de entrada, o rei colocou sua não sobre a madeira do portão e a empurrou, a brisa da madrugada balançou os cabelos de Élis e o rei caminhou vagarosamente para fora, Élis o aconpanhou e os dois pararam, a floresta estava escura e assustadora, os raios leves da lua batiam sobre as árvores fazendo com que parecessem monstros gigantes, Élis olhou ao redor e tudo estava estranhamente quieto, ela estava prestes a fazer uma pergunta quando o rei a interrompeu.
- Apenas espere... - ele disse, ela se calou e olhou ao redor novamente, de repente, um vento forte balançou as árvores e o som de cascos se aproxima, a forma de um grande ser se aproximava deles rapidamente, seria um cavalo? Não... O cavalo de Legolas um pouco menor que esta sombra que se aproximava, quando ela parou em frente a ponte e as luzes da lua bateram sobre a forma, ela se revelou como um grande alce de chifres enormes como os galhos de uma árvore, o rei se aproximou e então montou no grande alce, ele estendeu a mão para Élis e ela o olhou incertamente, mas com medo de que algo ruim acontecesse, ela pegou a mão dele e subiu no grande alce, Thranduil guiou o grande alce por uma trilha que lhe era familiar... Era a trilha para o grande penhasco onde ela e Legolas ficaram na noite passada, o medo começou a se formar no coração de Élis, será que ele sabe sobre ontem? Será que ele sabe de tudo?
O grande alce escalou a encosta do penhasco e depois parou, Thranduil desceu e ajudou Élis a descer de cima do grande alce, ele caminhou para perto das árvores e Élis, sem saber o que fazer, o seguiu, ele parou repentinamente e apontou para a pedra de mármore no chão, ela se aproximou e se ajoelhou, ela olhou atentamente para a espada e percebeu que ela lhe era familiar, ela olhou tentamente para o arco e os desenhos talhados nela também lhe eram familiares, havia uma pequena pedra sobre o mármore, ela o pegou e o colocou nas mãos, havia runas escritas nela e quando ela os leu, seus olhos se arregalaram em surpresa, ela se curvou para frente e leu as letras que estavam cravadas no mármore.... Kili.
- Não! Não pode ser! - ela falou, seu coração se apertou e as lágrimas se formaram em seu rosto, Thranduil, com sua voz calma e séria falou:
- Sim, É verdade...
- Mas...Como...Como isso aconteceu?
- Há um ano, houve uma grande batalha entre os cinco reinos da Terra Média, durante a batalha, os anões de Durin sucumbiram e o grande rei de Erebor se foi.
Élis se virou e falou:
- Meu...Meu pai está...?
- Morto?...Sim, assim como ele e o outro.
Élis não queria acreditar naquelas palavras, mas mesmo assim , ela chorou desesperadamente.
- E meu filho ainda teve a coragem de ajudar a linhagem ingrata de Durin.
As palavras de Thranduil atingiram o coração de Élis como se fossem uma adaga, Legolas estava na batalha...Ele ajudou a familia dela...Ele sabia de tudo...E não a contou.
Élis se levantou e disse:
- Me leve de volta... Meu coração não aguenta mais tudo isso...
Thranduil a guiou até o alce e os dois montaram nele, após uma longa corrida, eles chegaram no reino e Thranduil a guiou de volta ao calabouço, ela entrou na cela e ele fechou o portão, Élis estava desolada, seu coração estava despedaçado e seu mundo havia acabado, ela se deitou na cama e mais lágrimas caíram de seu rosto.
- Como eu fui ingênua! - Ela pensou. - Mas é claro que ele estava mentindo para mim o tempo todo! Como ele pôde fazer isso comigo? Como ele pôde fazer com que meu coração o amasse?
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Retorno a Erebor
FantasiaÉlis é uma anã de cabelos ruivos, olhos verdes e pele branca, ela tinha uma bela vida em Erebor com seus pais, Barin Martelo-de-pedra e Amena Safira, até o dia em que o grande dragão Smaug dominou a montanha, Amena morreu tentando salvar as pessoas...
