Legolas subiu as escadas do calabouço e caminhou pelo corredor.
- Achei que estava indo ao seu aposento? - Uma voz trovejou, Legolas se virou e viu seu pai, Thranduil, parado no começo do corredor.
- E eu estou indo, Ada.
Thranduil se aproximou aos poucos e falou:
- Então por quê fostes ao calabouço?
- Eu estava apenas vendo se tudo estava em ordem.
Thranduil olhou desconfiado para Legolas e se retirou, Legolas continuou caminhando até o quarto e entrou.
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Na manhã seguinte, Legolas saiu do quarto e foi para o salão tomar café, Thranduil já estava sentado a mesa e tomando café, ele se sentou e começou a comer.
*Élfico*
- Como está, filho? - Thranduil perguntou.
- Estou bem. - Legolas respondeu, rispidamente.
- Não é o que vejo.
- Se já sabe,por quê pergunta?
Thranduil lançou um olhar severo para Legolas, que estava comendo salada e tomando chá em seu copo, após tomar café, Legolas se levantou e se retirou do salão, ele caminhou até a cozinha, pegou uma vasilha de salada e um copo de chá, caminhou pelo corredor, desceu para o calabouço, parou em frente a cela de Élis e a chamou.
- Élis?
Élis estava encolida na cama, ainda adormecida.
- Élis!
Ela abriu os olhos vagarosamente, se sentou na cama e bocejou, ela se aproximou do portão e falou, sonolenta.
- Bom dia, Legolas.
- Bom dia, o seu café.
Ele passou o copo e a vasilha pelo vão de debaixo da grade e Élis o pegou.
- Humm, chá quente, eu não gosto de chá, mas, só o fato de estar quente, me ajuda, já que este lugar é frio. - ela sorriu, Legolas se abaixou e sentou no chão.
- Obrigado. - Élis falou.
- Não foi nada.
Ela se sentou no chão próximo a grade, pegou o copo de chá e deu um gole, o gosto era forte e amargo, Élis fez uma careta.
- O gosto é ruim, mas dá para se manter. - Élis falou, ela bebeu mais um pouco do chá e se esforçou para não fazer outra careta.
- Como vocês conseguem viver tomando um chá horrível desses?
- Nós nos acostumamos com o sabor.
Élis sorriu e continuou a comer, Legolas olhava constantemente para cima, vendo se alguém estava se aproximando.
- O que houve? - Élis falou, de boca cheia. - Por quê você está olhando tanto para cima?
- Estou vendo se ninguém está vindo para cá.
- Por quê?
- Não quero que me vejam aqui.
- Espera....Você veio aqui escondido? - Élis falou, sorrindo.
- Quase isso.
Élis começou a rir e Legolas lançou um olhar sério para ela.
- Não ria! Se meu Ada me encontrar aqui, serei punido! E você também!
- E por quê estás tão preocupado comigo? - ela falou, com um sorriso.
- Eu não estou preocupado com você.
- Tem certeza?
Legolas se levantou, lançou um olhar severo para Élis e começou a andar em direção a escada.
- Espera! Não vá! Eu estava apenas brincando! - Élis gritou,Legolas parou de andar e voltou.
- Não precisava reagir daquele jeito. - Élis falou. - Eu estava apenas tentando me divertir.
- Pude ver, e eu não gosto disso.
- Você deveria sorrir um pouco, isso não te mataria.
- Não gosto de sorrir.
- Vocês, elfos, são muito sérios e isso é irritante. - Ela falou, se sentando no chão
- Nem sempre somos sérios, meu Ada faz várias festas, e ele e os outros elfos acabam se embriagando no final.
- Mesmo? - Élis riu. - Nossa...
Élis olhou para o chão e perguntou:
- O que significa Ada?
- Significa Pai.
- E qual é o nome do seu pai?
- Thranduil.
Élis ficou boquiaberta e falou:
- S..Seu pai é o rei?
- Sim.
- Eu não entendo....Você é um príncipe mas faz o trabalho de um elfo normal! Por quê?
- Meu Ada quase não sai do reino, e um principe deve estar sempre ao lado do seu rei,mas, eu gosto de ir para a floresta, gosto de caçar e lutar, gosto de estar em vários lugares.
- Ah sim, agora compreendi o por quê.
- Mas você já deveria saber disso á luas atrás, já que você também é uma princesa.
- Não, eu não sou princesa.
Legolas lançou um olhar confuso para Élis. - Mas...Você é filha de Thorin, o rei sob a montanha.
- Eu não sou filha dele...Ele apenas tomou conta de mim quando.....- Élis parou de falar no mesmo instante, as imagens daquele horrível dia passaram rapidamente em sua mente.
- Quando...? - Legolas falou.
O coração de Élis se apertou e seus olhos começaram a lacrimejar, as palavras estavam difíceis de serem pronunciadas, ela abaixou a cabeça e finalmente falou:
- ...Quando meus pais morreram.
Legolas se surpreendeu com o que Élis falou. - Seus pais....Morreram?
- Sim. - Uma lágrima escorreu em seu rosto. - Tudo por causa daquele maldito dragão. - Élis olhou para Legolas e falou, furiosa: - Se não fosse por ele, meus pais ainda estariam vivos! - Élis colocou as mãos no rosto. - Eles...Eles ainda estariam aqui....Comigo. - E chorou, Legolas se ajoelhou e estendeu o braço por entre as grades para tocar o ombro de Élis.
- Meus pêsames pelo seus pais.
Élis colocou a mão sobre a mão de Legolas, olhou para ele e sorriu.
- Obrigado.
Ele recolheu o braço e Élis limpou as lágrimas.
- Minha mãe morreu quando eu era uma criança, eu quase não tenho lembranças dela. - Legolas falou.
- Mas e seu pai? Ele nunca falou sobre ela?
- Não, ele sempre tenta mudar de assunto. - o rosto de Legolas se tornou triste, Élis estendeu o braço e segurou a mão de Legolas, ele olhou surpreso para ela e ela sorriu.
- Vai ficar tudo bem. - Élis falou. - Seu pai só faz por quê, porvavelmente, a lembrança de sua mãe é dolorosa para ele, mas, algum dia, ele falará com você.
Ela apertou levemente a mão de Legolas e sorriu novamente, ele olhou nos olhos dela e finalmente sorriu.
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Retorno a Erebor
FantasyÉlis é uma anã de cabelos ruivos, olhos verdes e pele branca, ela tinha uma bela vida em Erebor com seus pais, Barin Martelo-de-pedra e Amena Safira, até o dia em que o grande dragão Smaug dominou a montanha, Amena morreu tentando salvar as pessoas...
