Essa é a parte dois da história, então se você não leu a 1º, recomendo que leia para que tenha melhor compreensão. Beatriz agora tem 22 anos e é convencida por sua prima a sair de sua zona de conforto e ir trabalhar fora.
ATENÇÃO!!
> Possui palavra...
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Abri meus olhos devagar e me arrependi amargamente de ter acordado ao sentir uma pontada de dor em minha cabeça. Olhei para o lado e vi Vinnie deitado de bruços com sua respiração calma.
Fiquei alguns instantes observando o loiro enquanto ele dormia tranquilamente. Me deixei levar pela minha mente e comecei a pensar no passado. Como seria se nada do que houve tivesse acontecido? Será que ainda estaríamos juntos? Eu não culpo mais o Vinnie pelo o que aconteceu. Não vale a pena ficar o crucificando.
Vinnie parecia realmente arrependido. Eu não sei as intenções dele comigo, e pra falar a verdade, também não quero saber. Prefiro deixar isso para o futuro, irei apenas viver o momento.
Fui tirada do transe ao perceber que o loiro estava começando a acordar, então desviei o olhar do mesmo e comecei a encarar o teto.
– Bom dia.– Ele falou com a voz extremamente rouca, que ainda faz todos os pelos do meu corpo ficarem eriçados.
– Bom dia.– Respondi com um pequeno sorriso no rosto que foi retribuído instantaneamente.
– Como você tá?– Ee perguntou.
– parece que eu fui atropelada por um caminhão.– Falei e ele riu.
– Eu também tô morto.– Ele falou e logo o quarto foi tomado por um silêncio, que na verdade nem durou muito, já que Vinnie voltou a falar.
– Depois do almoço a gente vai pra casa tá? Minha mãe encheu meu saco para a gente almoçar antes de ir.–
– Tudo bem.– Sorri.
– Sabia que seu sorriso é lindo?–
Senti meu rosto corar e automaticamente puxei o edredom e me cobri por inteira.
– Ei! Tira isso da sua cara! Olha para mim.– Ele falou e enquanto tentava tirar o edredom do meu rosto.
Alguns instantes depois, deixei que ele tirasse o pano. Vinnie me encarou com aquele par de olhos castanhos que fariam qualquer pessoa ficar hipnotizada. Senti minha respiração ficar pesada. Meu peito subia e descia rapidamente e eu não tinha controle algum sobre isso.
– Será que algum dia você vai me perdoar Bea?– Ele perguntou enquanto colocava alguns fios do meu cabelo atrás da minha orelha.
– Eu já perdoei Vinnie.–
– Não nesse sentido. Bea, eu não quero e nem consigo mais ficar longe de você. Só você me faz sentir coisas que eu nunca senti com nenhuma outra pessoa.–
– Vinnie, vamos apenas viver o momento tá? Sem pensar no passado ou no futuro.– Falei e ele assentiu.
Sem ao menos raciocinar, me aproximei de Vinnie, deixando um selinho rápido em seus lábios. Me afastei devagar e vi o mesmo sorrir. Me levantei e fui até o banheiro para realizar minha higienes matinais.
Quando sai do banheiro, Vinnie foi até o mesmo e eu desci em procura da Maria.
– Oi querida, bom dia!– Maria disse assim que me viu entrar na cozinha.
– Bom dia Maria. Dormiu bem?–
– Sim! Recebi uma mensagem hoje cedo do Reggie dizendo que já havia chegado na cidade que ele vai passar a lua de mel. Eu acabei me esquecendo o nome do lugar, depois eu pergunto ao Vinnie.–
– Que legal, tomara que a viagem deles seja tranquila.–
– Eu também espero isso. Querida, eu não fiz café da manhã por que eu acordei tarde a já esta quase na hora do almoço, então resolvi fazer a comida logo.–
– Tudo bem. Quer ajuda?– Maria assentiu com a cabeça e depois começou a ditar o que eu deveria fazer.
Auxilie Maria com a comida e lavando os pratos enquanto ela enxugava e os guardava.
– Que cheiro maravilhoso. Bom dia mãe!– Vinnie falou vindo em direção a mesma e beijando o topo da sua cabeça.
– Bom dia meu filho. Porque você não penteia esse cabelo Vinnie? Parece que nunca viu uma escova.– Ela falou enquanto passava a mão nos fios de cabelo do Vinnie.
– Não mãe, meu cabelo não é pra esse lado!– Ele falou e voltou seu cabelo para como estava antes de sua mãe ajeitar.
– Que menino teimoso!– Ela bufou. – Vinnie, para onde seu irmão foi mesmo?–
– Malibu, mãe.–
– Isso mesmo! Ele me mostrou as fotos, o lugar é lindo.– Ela falou olhando para mim com um sorriso no rosto.
Alguns minutos depois, a comida já estava pronta então eu ajudei Maria a arrumar a mesa e a levar as panela até lá.
O almoço foi tranquilo. A maior parte do tempo nos ficamos calados, não tinha tantos assuntos e Nate reclamava de dor de cabeça, então evitamos muito barulho.
– Tem certeza que já querem ir? Vocês acabaram de comer!– Maria falava enquanto arrumávamos nossas coisas para irmos após o almoço.
– A gente tem ir mamãe, eu e a Bea trabalhamos amanhã. — ele falou enquanto abraçava a mais velha.
– Me promete que vai trazer a Bea mais vezes aqui?– Maria falou me olhando.
– Isso depende dela.– Vinnie sorriu para mim.
– Olha Bea, eu sei que o Vinnie é uma cara difícil, mas eu sei que ele te ama.–
– Amo?– Vinnie falou com as mãos na cintura enquanto fingia estar indignado.
– Não seja bobo Vinnie.– Maria deu um tapa de leve no ombro de Vinnie.
– Boa viagem para você!– Maria me abraçou.
– Vou sentir sua falta Maria.– Falei.
Eu e Vinnie pegamos nossas malas e fomos até a sala nos despedir do Nate.
A viagem de volta a Los Angeles foi tranquila, mas eu sentia um aperto no coração, talvez por senti uma certa falta de Maria ou talvez por saber que provavelmente esse "lance" com o Vinnie vá acabar, já que estamos voltando para a nossa realidade e ele passa a maior parte do tempo trabalhando e sempre está ocupado.
Ao chegarmos, Vinnie me deixou no meu prédio e eu não pensei duas vezes antes de ir no apartamento de Charli contar tudo que havia acontecido na viagem.
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