Pensei que o tiro ia me atingir e eu morreria alí, mas quando abro os olhos mal posso acreditar no que vejo. Não foi Valéria que atirou em mim, foi o pai de Alex que atirou nela. Ele estava parado na porta com uma arma em suas mãos, enquanto ela estava no chão agonizando do tiro que tinha levado em sua perna.
Seu pai se aproxima dela.
- Você é mesmo uma puta não é? Não vale nada sua desgraçada. Ainda bem que te ouvi. - diz olhando para mim. - Liguei para meu banco e descobri, essa vadia já roubou mais da metade do meu dinheiro.
- E porque eu iria querer você? - diz ela com dificuldade. - Você só é um velho ridículo, e saiba que a única coisa que sinto por você é nojo.
Eles se olham por uma última vez, até que ele a acerta novamente, só que agora um tiro certeiro na cabeça.
Seu corpo agora imóvel no chão, formava ao seu redor uma enorme poça de sangue.
- Filho, esta mulher arruinou nossa família, destruiu cada um de nós, fez com que você tivesse raiva de mim e isto é o pior que se pode acontecer a um pai. Quero que você seja muito feliz a partir de agora, que tenha filhos e nunca traia sua esposa mesmo depois dela morrer. Desejo isso a sua irmã e ao seu irmão também.
- Irmão? Como assim? - Alex pergunta confuso.
- Não posso mais viver, ainda mais sendo culpado por este assasinato, isto seria demais para mim. Me desculpe por tudo filho. Maya conte aquele segredo, quando achar que ele está pronto.
Antes de fazermos algo, seu pai aponta a arma para sua própria cabeça e aperta o gatilho.
Os momentos que se seguem são os piores que uma pessoa pode enfrentar, gritos, choro, depressão. A polícia chega na casa e rapidamente a notícia se espalha por toda casa, em poucos minutos todos os empregados ficam sabendo o que aconteceu.
No dia seguinte tudo se resolveu rapidamente, Alex bancou o enterro dos dois, mas não compareceu em nenhum. Na verdade, nos dias que se seguiram, ficou trancado em seu quarto, quase não saía. Passou semanas sem falar comigo.
Em uma manhã, decido levar o café da manhã em sua cama.
Bato na porta.
- Quem é?
- Sou eu, Maya. Por favor, me deixe entrar.
Ouço o barulho da fechadura se abrindo.
- Trouxe umas coisas para você comer.
- Entre.
Minutos depois estávamos sentados na sua cama, tinha entregado a comida para ele, mas ele nem havia a tocado.
- Não pode ficar trancado aqui para sempre.
- Você não entende, é difícil para mim.
- Tem razão, não te entendo, eles só te fizeram o mal. Não tem sentido ficar triste por eles.nVocê é bom de mais, não pode ser assim. Tem que ser forte.
- Então me ensine a ser, me ensine a ser mais forte. Quero tê-la do meu lado, para o resto da minha vida. - pega em minha mão. - Ainda não comprei alianças e nem nada disso mais case-se comigo, por favor.
- Alex...
- Não precisa responder agora, pense. Se quiser posso fazer um pedido melhor, e é isso que vou fazer, muito em breve. Vou sair daqui só por você, vou melhorar, só me prometa que vai pensar.
- Alex se acalme. Olhe para mim. - coloco minhas mãos em seu rosto. - Eu aceito, sabe que eu aceitaria.
- Não sabe o quanto me faz feliz, mas você merece coisa melhor. Vou fazer um pedido digno de você, eu prometo.
- Tudo bem. - sorrio e o nos beijamos carinhosamente. - Eu vou para sala, quero que se arrume, te espero lá.
- Tá bem.
Assim que chego na sala, ouço a campainha e vou atender.
- O que está fazendo aqui Renato?
- Eu tentei me afastar de você, mas depois daquele dia não consegui.
- Vai embora.
Ele se ajoelha na minha frente.
- Por favor, me perdoa.
- Isso já está passando dos limites, já está virando uma obceção.
- Mas estou obcecado sim, por você.
- Está louco.
- Aquele dia não significou nada para você?
- Não, saiba que eu pensei bem, pensei muito bem e tranzar com você foi o maior erro da minha vida. Você abusou de mim, quer saber? Devia mesmo era estar na cadeia. Quando te encontrei de novo, devia ter me mantido longe, mas fui fraca e me envolvi emocionalmente com sua história. Mas eu te odeio, odeio você. - grito.
- O que está acontecendo aqui? - ouço Alex chegando. Quando vê Renato, me puxa para seus braços e me mantém longe dele. - Saia daqui seu filho da puta!
- Não, se quiser vai ter que me matar.
- Será o maior prazer. - diz pegando a arma atrás na sua calça.
- Alex se acalma.
- Maya saia daqui, não vai querer ver isto.
- Não vai mesmo, porque ela gosta de mim, bem no fundo ela gosta de mim.
- Você é apenas um pedaço de merda que...
- Mas acho que Maya não acha isto, porque por uma noite, pude tê-la em meus braços.
Alex rí.
- Pare de falar bobagens, ela nunca faria isto.
- Tem certeza? Pergunte para ela então. Não é verdade Maya?
Fico em silêncio. Alex me olho e eu desvio meu olhar para o chão.
- De qualquer maneira ela não vai ficar com você, não é o cara certo para ela. Eu vou me casar com Maya e ter um futuro com ela. Você? O que você pode oferecer a ela? Nada. - Alex aponta a arma para Renato e aperta o gatilho, ouço o tiro. Não vejo se o acerta ou não, eu apenas tampo meus olhos e grito:
- Alex não faz isso, ele é seu irmão! - e logo em seguida tudo fica escuro.
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Abro lentamente meu olhos e a primeira pessoa que vejo é Alex.
- O que aconteceu? - pergunto confusa.
- Você desmaiou, do nada. A primeira coisa que pensei foi em traze-la para este hospital.
- Alex não precisava...
- Como se sente? - perguta um homem ao entrar no quarto. Por suas roupas eu diria que era o médico.
- Bem, estou sentindo apenas um pouco de tontura ainda.
- Não me surpreende, nas condições em que está isto é um pouco normal.
- Como assim nas condições em que estou?
- Você está grávida.
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Quero que me ensine (De volta dia 15/01/17)
RomanceACONSELHAVEL PARA MAIORES DE 18 ANOS PLÁGIO É CRIME DIAS DE POSTAGEM: DOMINGO DE VOLTA DIA 15/01/17
