- Que ideia absurda Maya.
- Ainda não me respondeu. Foi você?
- De onde tirou isso?
- Eu ví em meu sonho.
- Já disse que esses sonhos não devem ser nada, eu...
- Eu te ví, carregando-me em seu colo, me levando ao hospital.
- Tudo bem, fui eu - ele grita.
- Então foi você que...
- Fui eu quem a encontrou, depois de ser atropelada por algum idiota que saiu sem prestar ajuda a você.
- Me salvou.
- Sim. Quando a ví, parecia um anjo com suas asas machucadas. Simplismente me encantei, tinha que salva-la.
- Foi por isso que não fez nada quando tentei assalta-lo?
- Exatamente. Não podia estar acreditando em quem eu estava vendo, não iria deixar você escapar de mim, não desta vez.
Agora estava tudo explicado, tudo fazia sentido.
- Preciso te contar outra coisa também.
- Pode falar.
- O Renato.
- O que tem ele?
- Foi ele quem me estuprou, o filho que eu estava esperando era dele.
Seu olhar muda completamente de uma hora para outra. Seus olhos se enchem de fúria e ele tenta se levantar da cama.
- Vou matar aquele filho da puta desgraçado!
- Acalme-se Alex, por favor.
- Me acalmar - ele rí - Como posso me acalmar? Aquele imbecíl te estuprou e você ainda quer poupar a vida dele? E pensar que eu o considerava meu amigo. Aquele dia em minha casa quando apresentei ele a você...
- Eu já tinha o encontrado antes.
- O que?
- Teve um dia em que saí sem você perceber e acabei encontrando na rua uma senhora que estava passando mal. Eu a levei até sua casa e Renato estava lá. Ela era a mãe dele.
- Porque não me falou quem ele era?
- Achei que tinha mudado. Renato disse que mudou por causa da doença e também estava trabalhando naquele abrigo então...
- E agora? Porque decidiu me contar?
Fico em silêncio.
- Porque decidiu me contar Maya?
- Na noite em que me estuprou eu acho que bebi demais e não me lembrava o que tinha acontecido. Mas hoje eu lembrei, foi horrível, ele me batia enquanto me fodia. Eu estava praticamente desmaiada e estava doendo muito, implorando para parar, mas não adiantava. Quando o encontrei hoje aqui no hospital...
- Ele está aqui?
- Estava.
- Porque?
- A mãe dele morreu.
- Pelo menos está pagando por seus pecados.
- Não fale assim - esta frase sai de minha boca sem eu perceber.
- Porque? Porque não quer que eu o ofenda?
Fico em silêncio novamente.
- Aconteceu algo que ainda não me contou?
- Não - respondo rapidamente.
Ele nunca saberia que eu havia beijado o Renato.
Alex suspira fundo.
- Venha aqui.
Me aproximo de sua cama.
- Deite-se comigo.
Faço o que ele pede, tendo cuidado para não encostar em seu ferimento.
- Eu vou mata-lo.
- Por favor Alex, não fale bobagens.
- Isto é uma promessa.
- Alex, já faz mais de 3 anos, não vale mais a pena, tudo isso já passou.
- Para mim isso não passou. Olhe para o que ele fez na sua vida. Não gostaria que pagasse por tudo?
- Alex...
- Descance um pouco Maya, parece cansada.
- Acho que não vou conseguir dormir agora.
Encosto minha cabeça em seu peito.
- Tudo vai ficar bem, eu prometo. - diz ele me beijando-me na testa.
~~~~~~~~~~~~~~~
Alex
Maya adormece em meus braços enquanto acaricio seus lindo cabelos.
Juro por Deus, eu juro, se eu solbesse desde o começo que tinha sido o Renato ele já estaria morto. Que raiva sinto dele. Ou melhor, não sei se sinto mais raiva dele, ou de mim.
Quando me perguntou se tinha sido eu quem a havia atropelado relembrei o dia do acidente em minha mente.
Sim, fui eu.
Eu a atropelei. Estava dirigindo até minha casa, quando uma jovem entrou na minha frente, sem me dar tempo de desviar. Ela estava bastante alterada, desesperada.
Tinha que fazer algo, tinha que ajuda-la. Levei Maya as pressas para o hospital mais próximo e a deixei na entrada. Acho que isso foi pura covardia de minha parte.
Fiquei escondido, esperando alguém encontra-la, quando isso aconteceu eu respirei aliviado.
Depois de tanto tempo sem encontra-la, quem diria que 3 anos depois isso iria acontecer novamente. Logo depois da tentativa de roubo a segui até sua casa.
Eu me sentia culpado, por isso quiz ajuda-la com os remédios e também oferecendo minha casa. Mas algo surgiu, um sentimento forte por ela. Tudo mudou.
Nunca deixaria ela saber que fui eu quem a atropelou, isto iria atrapalhar tudo.
Ouço o toque do meu celular, ele estava em uma mesa perto da cama. Acho que Ricardo o trouxe. Atendo rápido para o toque não acordar Maya.
- Alô?
- Alex? É você?
- Sim, quem fala?
- Não lembra mesmo desta voz garoto?
Penso por um instante e procuro em minha mente.
- Pai?
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Quero que me ensine (De volta dia 15/01/17)
RomanceACONSELHAVEL PARA MAIORES DE 18 ANOS PLÁGIO É CRIME DIAS DE POSTAGEM: DOMINGO DE VOLTA DIA 15/01/17
