- Está nisso desde quando?
- Desde os meus 20 anos.
- Porque?
Ele fica em silêncio. Deduso que não quer responder então parto para outra rapidamente.
- Ninguém da sua família sabe?
- Não, ninguém fora do meu trabalho solbe, até hoje.
- Quem era aquele senhor?
- Qual?
- Eu fui atrás de você, te encontrei saindo da biblioteca e se encontrando com um empregado eu acho, ele te deu alguma coisa. Quem era ele?
- Os empregados sabem.
- O que?
- Todos que trabalham na minha casa sabem, eles me ajudam. Aquele senhor me deu uma arma.
- Quem te dá ordens?
- Desculpe, mas isso eu não posso dizer.
- Você disse que ia responder minhas perguntas.
- Mas tem algumas que eu não posso - ele grita. - Me desculpa.
- Eu to perdendo meu tempo aqui, vou sair da sua casa em breve, pode deixar. - digo me levantando da cadeira.
- Maya espera.
- Não, eu não to pronta pra viver com alguém que esconde segredos de mim. Só quero que saiba de uma coisa: eu descobri que você é um agente, não vou parar até descobrir tudo sobre você.
Depois que digo isso saio do quarto.
Respiro fundo e vou até o banheiro. Abro a torneira e jogo um pouco de água em meu rosto. O que estava acontecendo comigo? Eu estava gostando de alguém que o trabalho pode ser perigoso no ponto de me botar em perigo, botar todos que amo em perigo.
Quando estou voltando a recepção vejo alguém sentado na recepção, estava desesperado, chorando. Instantes depois eu o reconheço e chego perto dele.
- Renato?
Ele olha para mim e enchuga suas lágrimas rapidamente.
- Renato,o que foi? - digo me sentando ao seu lado.
- Minha mãe,ela morreu.
- A Maria?Mas ela estava bem até...
- Não importa, ela está morta agora - diz voltando a chorar.
- Sinto muito.
- Quando eu cheguei em casa,ela estava no chão, as últimas palavras dela foram me desculpe. Ela lembrou, lembrou de tudo que fez para mim. Eu a trouxe para cá,mas não adiantou.
Não entendi muito bem o que ele quiz dizer com isso, não sabia o que Maria tinha feito para ele, mas agora o momento era de apenas oferecer conforto e ajuda.
- Tem que se acalmar.
- Eu só...
Naquele momento eu o abraço, era disso que estava precisando.
- Tá tudo bem Renato, vai ficar tudo bem.
- Obrigado - diz ele olhando em meus olhos.
- Você tem que ir pra casa, ajeitar as coisas. Se quiser eu te ajudo.
- E você? O que faz aqui?
- Alex sofreu um acidente.
- Ele está bem?
- Sim, muito melhor. Aliás eu preciso voltar para vê-lo e...
- Não vá - diz ele pegando em meu pulso.
- O que?
- Fique comigo, porque não sei o que sou capaz de fazer agora, quero morrer também.
- Por favor Renato, nem pense nisso.
- Venha comigo até minha casa, me ajude.
- Renato eu...
- Por favor - diz olhando em meus olhos.
- Tudo bem - acabo sedendo, porque vejo em seus olhos que estava precisando de alguém naquele momento.
Minutos depois de chegar em sua casa, Renato começa a chorar novamente.
- Foi aqui, foi aqui o lugar exato onde ela morreu - diz apontando para o chão.Estávamos em sua sala.
Me aproximo dele.
- Renato olhe para mim - digo pegando em seu rosto - Não pode lamentar para sempre,não pode ficar assim para sempre.
- Eu não vou,é só que...
- Você vai, se não tiver ajuda você vai.
- Então me ajude.
Nesse momento, ia começar a aconselha-lo, mas ele foi mais rápido. Tomou meu rosto em suas mãos e pressionou seus lábios contra os meus. Tentei me livrar dele, mas não consegui. Me rendi ao momento e quando me dei por conta ele já tinha tirado minha blusa e jogado ela no chão. Naquele momento fazia o mesmo com meu sutiã.
Entrei em choque, várias imagens vieram a minha cabeça, eu estava me lembrando, me lembrando daquela noite negra. Renato batia em mim enquanto me fodia, eu gritava para parar, mas não adiantava. Meu deus, que imagens terríveis.
- Não! - grito.
Ele se afasta de mim na mesma hora.
- Não toque em mim, eu não consigo aceitar seu toque. Se afaste de mim por favor.
- Maya me desculpe eu...
Começo a chorar.
- Eu tenho nojo de você.
Pego minha camisa do chão e saio daquela maldita casa.
Eu quero fugir, quero gritar, tanto de raiva como pelo que quase aconteceu, e o pior, eu estava permitindo que ele tocasse em mim novamente. O que está acontecendo comigo?
Quer saber?
Falta uma coisa para descobrir, uma coisa que me pertubava profundamente.
Volto para o hospital e entro no quarto de Alex sem bater.
- Só mais uma coisa que quero que me responda - essa era a pergunta mais difícil que eu teria que fazer, eu estava com medo, com medo da resposta que ele poderia me dar - Foi você que me atropelou?
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Quero que me ensine (De volta dia 15/01/17)
RomanceACONSELHAVEL PARA MAIORES DE 18 ANOS PLÁGIO É CRIME DIAS DE POSTAGEM: DOMINGO DE VOLTA DIA 15/01/17
