1 mês depois
Joana já se sentia muito melhor,estava tomando seus remédios todos os dias.Tenho que admitir que o dinheiro de Alex ajudou bastante,mas é claro que uma hora iria acabar.Agora Joana não estava mais no emprego que ela tinha e a situação não estava muito boa,nós corríamos o risco de ser despejadas.A dona do imóvel cobrava o mínimo que podia,mas agora nem esse mínimo podíamos pagar.Eu estava sentada no banco em uma praça,precisava pensar um pouco o que iríamos fazer.Apoio meus cotovelos em meus joelhos e meu rosto em minhas mãos.As vezes tento parecer forte,mas em outros momentos a única coisa que quero é chorar.
- Maya?
Olho para cima e o vejo.
- Alex.
- Está tudo bem? - pergunta ele sentando ao meu lado no banco.
- Na verdade não.
- O que foi?
- Porque se importa?
- Eu só queria saber...mas se não quer contar eu respeito isso,se quiser eu vou embora.
- Não,me desculpa.É que...Joana foi demitida e acho que vamos ser despejadas,não temos mais dinheiro para pagar a casa.
- Eu posso...
- Por favor não,você já ajudou muito daquela vez.
- Então venha para minha casa.
- Isso de jeito nenhum.
- Porque?
- Quer saber?Eu não te entendo,porque tem tanto interresse em me ajudar?Eu quase assaltei você outro dia e você me oferece sua casa?
- De qualquer jeito - ele tira um cartão do bolso - aqui está meu número.Me ligue se precisar de algo.
Eu pego o cartão.
- Eu acho que não vou precisar Alex.
Ele pega em minha mão e a aperta firme.
- Eu estou falando sério,se precisar de qualquer coisa me ligue.
Se levanta do banco e vai embora.
2 semanas depois
- Por favor a senhora nos conhece a muito tempo,se esperar mais um pouco a gente vai poder pagar.
- Eu lamemto Maya,mas não posso esperar mais.Tem que sair desta casa em uma semana.
- O que?
- Eu lamento,são as regras - e sai pela porta.
E agora?Acabou acontecendo o que eu mais temia,eu não podia deixar que Joana e Vitória vivessem na rua,eu tinha que arrajar outro jeito.
Onde mesmo eu havia deixado o cartão do Alex?
Acho que estava no bolso da minha outra calça,fui até o pequeno armário e achei a calça.Por sorte o cartão ainda estava lá.
Fui até um orelhão na rua,eu não tinha telefone fixo,muito menos celular.
Disquei seu número e o esperei atender.
- Alô? - ele diz.
- Oi,é a Maya.
- Aconteceu alguma coisa?
- Sim,você disse para eu ligar caso acontecesse alguma coisa então...
- Claro,o que aconteceu?
- Fui despejada.
- Se eu oferecer minha ajuda,vai aceitar desta vez?
- Sim.
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Quero que me ensine (De volta dia 15/01/17)
Roman d'amourACONSELHAVEL PARA MAIORES DE 18 ANOS PLÁGIO É CRIME DIAS DE POSTAGEM: DOMINGO DE VOLTA DIA 15/01/17
