⋆。˚ ❀𝐂𝐡𝐞𝐠𝐚𝐝𝐚 𝐧𝐨 𝐡𝐨𝐭𝐞𝐥'-

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☀ :: + ° • × O que havia sido o voo? Bom, para ser justa ele não abriu a boca, mas cada minuto em que ele me observava dos pés a cabeça era como se quisesse gritar comigo

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☀ :: + ° • × O que havia sido o voo? Bom, para ser justa ele não abriu a boca, mas cada minuto em que ele me observava dos pés a cabeça era como se quisesse gritar comigo.

Tentei dormir, tentei me sentir confortável e nada me tirava daquele incômodo clima.

Quando escutei que o avião iria pousar foi uma das melhores notícias de minha vida, mas agora a caminho do hotel onde vamos nos hospedar, tudo o que quero é fugir.

Fugir... algo que tenho feito tanto.

Não tenho família além do bebê que carrego, no início quis fugir dele, não estava preparada para ser mãe. Mas então pensei, quem está? Ninguém nasce pronto pra nada neste mundo.

Hoje esse pequeno bebê é tudo que tenho e tudo que mais amo, mesmo antes de conhecê-lo. Queria não ter que fugir do pai dele também.

Olho então para Aidan, quem me tem sobre seu campo de visão sem parecer precisar piscar.

- Estamos chegando? - pergunto ao taxista.

- Coisa de três minutos senhora. - ele responde.

Inquieta começo a girar a pulseira em meu pulso e estico o elástico que prende as miçangas.

Cada estralo fraco contra minha pele me relaxa, faço até mesmo inconscientemente, e sem aviso sou pega por ele.

- Não se machuque. - suas mãos apoiando as minhas.

Ele olhava diretamente para meu pulso, deslizando os dedos pelas linhas vermelhas que acabei deixando marcadas.

- E-eu...

- Chegamos. - diz o taxista interrompendo qualquer clima.

- Vamos. - ele sai primeiro do carro e me oferece a mão para me apoiar.

- Obrigada... senhor.. - agradeço ainda sem graça por sua proximidade de antes.

Volto-me para dentro do carro, quero pegar minha bolsa, mas Aidan passa por mim e a pega.

- Não se curve demais. - ele diz me entregando a bolsa e alisando minhas costas.

Seu carinho é bom e minha espinha arrepia-se com seu contato, porém não posso deixar que ele continue e saio em direção ao hall de entrada.

Fazemos o check-in e recebo o cartão magnético com o número do mesmo quarto da viagem passada.

Sorrio, mas não de felicidade ou gentileza, é mais por não estar acreditando.

Olho por cima dos ombros de meu chefe, quero ver qual o número de seu quarto mas não consigo, ele é alto demais.

- Droga. - murmuro o deixando na recepção e indo para o elevador.

Penso no lado bom da situação, não vou beber e todas as besteiras que poderia fazer, já estavam feitas!

Chegando na porta de meu quarto a abri de imediato me jogando na cama.

- Ficaremos bem. - digo com a mão sobre meu ventre.

As palavras foram ditas de modo em que queria acreditar, acreditar que tudo acabaria bem, mas as batidas irregulares de meu coração só confirmavam o que eu já sabia...

Estava muito perto de ser pega!

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𝐄𝐬𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐢𝐝𝐞𝐳 𝐝𝐨 𝐦𝐞𝐮 𝐜𝐡𝐞𝐟𝐞 - 𝐀𝐢𝐝𝐚𝐧 𝐆.Onde histórias criam vida. Descubra agora