Park Jimin é o aluno preferido do pianista mais rígido de seu curso de música, Jeon Jungkook. Mas, isso não impede que ele também seja seu submisso malcriado, entre quatro paredes.
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Park Jimin
Depois de terminar a sessão com uma foda, inesquecível, onde eu sentei gostoso em meu dominador e gozei, pra caralho, Jungkook tinha me deixado em nossa suíte, sentado na cama, com ordens claras para que eu ficasse quieto enquanto ele buscava tudo que usaria em mim, em nosso aftercare.
Revirei os olhos, disfarçando de mim mesmo a sensação gostosa que eu tinha sentido em meu peito.
Eu nunca tinha sido muito aberto em relação ao aftercare. Digo, eu tinha um pré conceito definido em minha mente, onde eu achava isso tudo uma bobagem e sentia que era muita exposição, se mostrar alguém de forma tão frágil e sensível, o que era natural.
E eu também odiava toques, como carinhos e coisas do tipo. Odiava gente melosa.
Entretanto, eu sempre soube da importância que essa etapa tinha, e por isso, posso afirmar que o assunto foi motivo de algumas - muitas - brigas entre mim e Jeon, na época em que ele finalmente me encoleirou.
Flashback
Cruzei os braços, imitando o dominador à minha frente.
Eu não daria o braço a torcer e ele parecia estar pensando a mesma coisa.
- Park Jimin. - Ditou, sério.
- Jeon Jungkook. - Rebati, na mesma intensidade.
Havíamos acabado de encerrar uma sessão de spanking, de nível incrivelmente intenso, e estava na hora do tão temido aftercare.
O problema é que, diferente das outras vezes, meu namorado não estava disposto a me deixar escapar sorrateiramente.
Não era um segredo minha insatisfação com esses momentos, portanto, Jeon tinha o costume de me zelar de modo despretensioso, discreto e imperceptível.
Ele me fazia perguntas específicas de tempo em tempo, me mandava usar cremes e pomadas em sua frente e o mais importante, não me deixava sozinho em nenhum momento. Mas sem toques, carinhos e doces.
Era irritante, mas ainda sim, suportável.
Mas, dessa vez, ele tinha afirmado que eu não cuidaria do pós, sozinho. Em partes eu achava que era por nossa cena ter sido mais intensa do que estávamos acostumados.
Digo isso, pois apesar de ter amado e querer repetir, eu ainda podia sentir minha bunda latejar como o inferno. Provavelmente ficaria roxa na manhã seguinte.
- Eu não quero. Posso fazer isso sozinho. - Bati o pé.
- Não estou te perguntando, Park, muito menos te dando a opção de escolher. - Me ignorou, se aproximando. - Vá para a banheira, vou te lavar.