Caça aos ovos - Parte 2

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Park Jimin

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Park Jimin


   Assim que o grande timer iniciou a contagem, dei meu primeiro passo em direção ao início do labirinto.

   Um programa, conectado ao Apple watch em ambos os pulsos - meu e do pianista -, nos avisava sobre o tempo e instruções, nos lembrando a todo momento, que éramos observados pelos outros convidados, em uma grande televisão no evento. Uma vibe jogos vorazes.

   Senti a adrenalina passear por todo o meu corpo, junto com a expectativa de ganhar o desafio e esfregar na cara do meu querido dominador e também da satisfação em ser observado em cenas que envolviam meu homem.

   Eu era tão competitivo quanto ele ou até mais.

   A experiência de caça e caçador, era excitante ao extremo, no meu ponto de vista. Jungkook tinha um objetivo: encontrar o ovo vibratório que estava enfiado na minha bunda, se movimentando constantemente, e ele viria atrás, com garra e determinação.

   E eu, sequer podia pensar em apenas fugir, já que eu também tinha uma missão, antes de chegar ao outro lado.

   Caminhei pelo jardim, sentindo os meus pés descalços tocarem a grama úmida. Jeon estava longe, mas isso não me deixava menos agitado.

   A primeira carta foi encontrada logo nos primeiros cinco minutos e continha a seguinte instrução:

   "O coelho não deve proferir nenhum som, até o final do desafio"


   Revirei os olhos, seguindo em frente. Seokjin com certeza escolheu aquilo pensando na minha dificuldade de permanecer calado.

    Jungkook já deveria ter achado sua primeira carta também.

   Virei à direita, seguindo os grandes arbustos que formavam o caminho de passagem e encontrei uma parede sem saída.

    Bufei baixinho e retornei, decidido a ir pelo outro lado. Barulhos de passos, próximos a mim, fizeram meu coração acelerar.

   Tentei prender a respiração, pensando de modo racional, que era praticamente impossível o dominador ter conseguido atravessar todo o labirinto em tão pouco tempo.

   — Eu estou ouvindo você, coelhinho... — A voz grave zombou, me arrepiando.

   Continuei em silêncio, olhando ao meu redor.

   — Estou vendo você também, coelhinho… — Travei, escutando sua risada.

    Engoli em seco, passeando os olhos pelo ambiente. Uma abertura entre os muros cobertos de plantas me chamou a atenção.

   Andei até o local, cuidadosamente.

  Como um ator digno de filmes de horror no cinema, enfiei meu rosto na fresta, disposto a descobrir se o professor estava mesmo do outro lado ou se era apenas um de seus jogos psicológicos, para me deixar afetado e intimidado.

Play me, teacherHistórias para pegar e não largar. Descubra agora