Capítulo Oito

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Mais alguns dias se passaram, Enzo e eu nos tornávamos cada vez mais amigos. Parecia que cada dia que passava mais ele me desafiava. Todos os dias fazíamos uma caminhada. Ele me deixava fazer o almoço. E cada vez ele me ajudava menos, mas ele sempre estava lá. Ele separou todas as minhas roupas, de forma que eu sobe-se onde cada uma estava. E começou a me ajudar e descer as escadas sozinhas.

- Enzo - o chamei - Vamos.

- Vamos, aonde? - ele parecia confuso

- Na aula. - falei parecendo óbvia.

- Aula?

- Eu quero ir para a minha faculdade - expliquei.

- A agora entendi - ele fez uma pausa - Já esta pronta?

- Já, só falta você pegar meu jaleco. E me ajudar com o meu material.

Ele pareceu me analisar - Então vamos.

Ele me ajudou a separar tudo o que eu dizia para ele. Ele pegou o meu jaleco.

- Eu quero, que você fique comigo lá.

- Mas, eu não posso.

- Por favor - pedi - não quero ficar sozinha.

- Você vai ver seus amigos - fez uma pausa - e nem vai se lembrar de mim.

- Por favor - pedi de novo

Ele respirou fundo - Tá bom.

Ele foi se arrumar e eu fiquei esperando. Assim que ele voltou fomos para a faculdade.

- Acho que quero ir embora - falei

- Porque?

- Porque, eles vão ficar com dó de mim, vão ficar me olhando de cima a baixo.

- Não liga para o que eles vão dizer - pediu - Eu vou estar lá com você.

Quando ele estava comigo, eu me sentia segura de fazer as coisas. Senti o carro estacionar. Ele não disse nada só esperou, que eu falasse alguma coisa.

- Vamos - falei - Já que estamos aqui.

Peguei minha bengala e minha mochila. Ouvi ele descer e depois estar ao meu lado. Ele me deu seu braço para que eu o segura-se já que era um lugar novo. Caminhamos calmamente, e ele falando onde estávamos. Eu o diz o caminho e ele me guiava. Minha sala era em um anda em baixo. Ouvi o barulho das conversas e meu coração acelerou, eu estava nervosa.

- Quando você quiser ir é só me avisar. - Enzo disse

- Você vai ficar aqui comigo, né?

Ele pareceu pensar - Se eu puder ficar, sim.

Pedi para sentar em umas carteiras do fundão. Ele se sentou ao meu lado. E ficamos assistindo a aula. Eu gravei tudo o que os professores disseram e pedia que Enzo fizesse algumas anotações.

Algumas pessoas vieram falar comigo. Minhas melhores amigas para ser exata. Elas conversaram comigo, mas nada que eu já não soubesse. Inventaram algumas coisas, e pediram desculpas por não terem ido me visitar ou ajudado. Mas eu senti pelo tom de voz delas, que ela queriam o Enzo.

- Promete para mim - pedi - Se alguma delas vier lá em casa, você não deixa entrar.

Ele riu - Prometo.

Minha faculdade era em período integral, e eu fiquei com pena do Enzo que teve que ficar comigo o dia inteiro. Conversei com alguns professores e ele me passaram trabalhos, para eu não perder o semestre.

- Você não me disse, que era toda popular - brincou

Eu sorri - Eu era. Não sou mais.

- Aposto que vai voltar a ser.

- Eu acho, que te atrapalhei hoje.

- Pode ser - falou - Mas eu gostei.

- Você e sua paciência - resmunguei

- Você e sua falta de paciência - Repetiu

Acabou que assim que chegamos em casa, Enzo foi para a faculdade. E eu fiquei sozinha, presa no meu quarto como sempre eu fico. Mas eu queria descer e assim eu fiz. Peguei minha bengala e fui descendo a escada degrau, por degrau até chegar no andar de baixo. Sabia que Enzo, iria me matar, assim como minha mãe se ela soubesse. Ouvi o telefone tocar e atendi.

- Alô - falei

- Ayla - era minha mãe - O que você está fazendo aí?

Droga! - Eu estava aqui em baixo tomando água.

- E o Enzo?

- Está na faculdade - respondi

- E porque você não esta dormindo?

- Porque eu queria ouvir música e pedi para ele me deixar aqui em baixo.

Ela pareceu aceitar - E como você está?

- Melhor do que nunca - respondi

- Lembra, o Enzo que eu mandei dinheiro.

- Pode deixar - falei - Tchau mãe.

E desliguei. Sem esperar ela responder.

Agora Enzo iria me matar.

Louco por vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora